Continuando sua política extremamente discriminatória, higienista e hipócrita, o governo tucano paulista de Geraldo Alckmin após entregar “Casas de Barro” dizendo ser casas populares aos moradores do Conjunto Santa Bárbara, entrega outro conjunto habitacional com casas defeituosas, e como de praxe, coloca a culpa em quem as recebeu, atribuindo os defeitos ao fato dos moradores serem favelados.
A cara de pau é tamanha, que conforme publicou a Rede Brasil Atual, o diretor da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo (CDHU) para a região de Ribeirão Preto, Milton Vieira de Souza Leite, atribui à educação do "pessoal de favela" os defeitos de construção identificados em um conjunto habitacional da região.
"A gente conhece o nível de educação (dos moradores)... O pessoal veio da favela. Não está acostumado a viver em casa", afirmou o funcionário do governador Geraldo Alckmin, segundo reportagem do próprio integrante do PIG, o jornal Folha de S. Paulo, ao responder porque, em sua opinião, as unidades habitacionais entregues em dezembro, com grande publicidade, por Alckmin apresentaram vários problemas dias depois.
Os moradores passaram a conviver quase simultaneamente com vazamentos nas pias, fissuras nas paredes e portas e janelas que não fecham. Em visita ao local, o diretor da CDHU argumentou ainda que a situação se resolveria com um trabalho social de longo prazo. "Você não consegue mudar a educação delas (famílias) somente mudando de local."
A respeito do caso de um morador que afirmou que a pia caiu depois de ter colocado uma cesta básica sobre ela, Leite saiu-se com uma tentativa de brincadeira. "O que ele foi comer era outra coisa", disse, insinuando que o problema ocorreu durante uma relação sexual na cozinha. O diretor ficou irritado ainda ao ver que havia moradores dormindo em duas residências no horário da visita. "Você viu? Não sei se eles estavam dormindo porque trabalharam à noite ou porque continuam sem fazer nada."
Até o momento, a CDHU não se manifestou sobre o caso. O estado geral das construções já provoca reação em políticos da oposição. O conjunto habitacional de Ribeirão Preto deverá ser motivo de convocação de Leite para depor na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, tão logo seja reiniciado o ano parlamentar, em fevereiro. O pedido deverá ser feito pelo deputado Carlos Gianazzi (Psol).
Também deveria ser processado criminalmente (e preso, é claro) por discriminação. Mas estamos no Brasil!
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