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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Funcionário de Serra é suspeito de iniciar boatos sobre cancelamento do ENEM

Ministério da Educação pede para Polícia Federal investigar funcionário da campanha de José Serra

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Funcionário de Serra teria iniciado boatos nas redes sociais sobre cancelamento do ENEM 2012.

A reta final das eleições municipais em São Paulo, com a disputa entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB), esquentou a tal ponto que o Ministério de Educação pediu que a Polícia Federal abra uma investigação contra um funcionário da campanha do tucano.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, o MEC fez a solicitação diretamente ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF está subordinada. O MEC acusa Eden Wiedemann, integrante da campanha de Serra nas redes sociais, de ser responsável por divulgar a falsa informação de que a próxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teria sido cancelada. De acordo com o Estadão, Wiedemann postou no Twitter às 20h11 de quarta-feira 24 a mensagem “Vai Haddad!!! MEC confirma cancelamento das provas do Enem” seguida de um link para uma reportagem de 2009 que anunciava o cancelamento da prova.

Há três anos, a prova foi cancelada depois do vazamento de algumas questões.

Na quinta-feira 25, o Twitter registrou uma série de mensagens que usavam a hashtag (palavra-chave) #EnemCancelado e muitas pessoas acreditaram que a prova de 2012 realmente estava cancelada. Ainda segundo o Estadão, no início da tarde de quinta-feira 25, o site do MEC teve um volume de tráfego anormal, com mais de 1 milhão de acessos. Em sua conta oficial no Twitter, o MEC negou os boatos de cancelamento.

Em entrevista ao Estadão, Wiedemann negou ser o responsável pelo boato. “Querem criar um factoide. Escrevi um tuíte que dizia que o Haddad foi um ministro incompetente e publiquei a notícia do Terra. Nos meus tuítes pessoais, não escrevo nada em nome da campanha”, afirmou o publicitário. Em mensagens mais recentes, Wiedemann continuou se defendo, dizendo não ter relação com os boatos.

CartaCapital

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