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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Lula comemora “momento histórico para a história dos partidos populares” em SP

Fotos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula 
 
"A palavra impossível é apenas para os fracos, para aqueles que não têm projeto", disse o ex-presidente em evento no Anhembi 


O ex-presidente Lula e a presidenta Dilma dividiram o palco com o presidente do PT, Rui Falcão, presidentes de partidos aliados, governadores e prefeitos na noite desta quarta-feira (20), no Anhembi, em São Paulo. O encontro marcou o início das comemorações de 10 anos de governo democrático e popular e foi realizado pelo Partido dos Trabalhadores, pela Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Lula.

Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

A primeira parte do evento foi dedicada às saudações dos presidentes dos partidos aliados. Eles ressaltaram a satisfação de fazer parte do projeto que governou o Brasil nos últimos dez anos. “Estamos comemorando um novo país”, afirmou Roberto Amaral, presidente do PSB. Alfredo Nascimento, presidente do PR, relembrou o papel importante que o vice-presidente José Alencar teve durante todo o governo do ex-presidente Lula.

O prefeito Fernando Haddad e o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann fecharam a rodada de falas. “Nunca imaginei que fosse uma mulher que fosse enquadrar o sistema financeiro internacional”, ressaltou Fernando Haddad, falando das realizações dos dez anos de governo. Pochmann destacou que os avanços desse período serão debatidos em seminários por Brasil. O primeiro acontecerá em Fortaleza, no próximo dia 28.
Depois da exibição de um pequeno vídeo sobre as realizações do último decênio, a cerimônia continuou com as falas do presidente do PT, Rui Falcão, do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma.

Rui Falcão destacou a importância da democracia em todo avanço que foi alcançado e lembrou que o que antes era visto como problema, tornou-se oportunidade. “Lula e Dilma provaram que aquilo que era considerado estorvo era na verdade força e impulso para crescer”. O presidente do PT também falou do problema do financiamento privado das campanhas, que caracteriza como insustentável. Ele ainda classificou como inadiável o alargamento da liberdade de expressão e da liberdade dos meios de comunicação.

“A palavra impossível é apenas para os fracos, para aqueles que não têm projeto”, começou o ex-presidente Lula. Ele destacou que a comemoração de hoje é um importante momento não apenas para o PT, mas para a história dos partidos populares e para a história do país. Lula destacou que muitos preconceitos precisaram ser vencidos para chegar até aqui.

Lula enfatizou ainda que o combate à corrupção é um tema do PT. “Nós aceitamos comparação, nós não temos medo da comparação. Inclusive a comparação no combate à corrupção (…) Eu duvido que tenha, na história do país, um governo que criou mais instrumentos e mais transparência para combater a corrupção do que o nosso”.

A presidenta Dilma terminou o evento ressaltando as marcas dos últimos dez anos: “É a década da esperança, do otimismo, da reconstrução nacional, da nossa autoestima, do despertar da força do nosso povo”. Ela destacou o papel de Lula como liderança do que classificou como “milhões de construtores que a última década teve”.

“Conquistamos a menor taxa de desemprego da história e 19 milhões de brasileiros conquistaram emprego com carteira assinada”, comemorou a presidenta. Dilma lembrou ainda a importância da sinfonia de opiniões que a democracia proporciona. Ressaltou, contudo, que não pode deixar de reagir àqueles que caracterizam os avanços do governo como “mero jogo estatístico” ou que insistem em exaltar o que falta fazer, sem mostrar o que foi feito. Ela defendeu ainda a reforma política e o uso dos royalties do petróleo para a educação.

Estiveram presentes ao evento os presidentes da base aliada do governo federal: Alfredo Nascimento (PR), Carlos Lupi (PDT), Gilberto Kassab (PSD), Renato Rabelo (PC do B), Valdir Raupp (PMDB), Roberto Amaral (PSB), Daniel Tourinho (PTC), Eduardo Lopes (PRB) e Robson Amaral (PTN), assim como o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. Ministros de estados, governadores e prefeitos também estiveram presentes.

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