Guerrilheiro Virtual

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Contra a leviandade jornalística, a verdade dos fatos

 
1. O Jornal “O Globo” noticiou na edição de hoje, 18 de abril, uma visita que fiz ao Ministro Dias Toffoli, do STF, como se fosse um ato doloso ou ilegal. Sem ouvir respeitosamente o outro lado, como determina a regra do bom jornalismo, o jornal apresenta de maneira espalhafatosa, leviana, mentirosa e irresponsável o que na verdade foi apenas um rápido encontro que teve tão somente um caráter formal e protocolar.
 
2. Para que o jornal possa informar corretamente aos seus leitores, registro que a razão deste encontro deve-se ao fato de que fui entregar ao ministro o Relatório oficial dos trabalhos e projetos debatidos e votados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em 2011, quando tive a honra de presidir essa comissão, ajudando a aprovar importantes projetos.
 
3. Registro também que, quando na presidência, ajudei na criação de três comissões importantes para o Brasil: a reforma do código de processo civil; a comissão de compatibilização de crimes e penas; e a que trata da reforma da Lei de Licitações (8.666), todos, temas diretamente ligados ao meio jurídico. 
 
4. Repito: Um encontro solicitando oficialmente, apenas e tão somente, prestar contas de ações legislativas, que é uma obrigação salutar da boa prática política, foi assim desvirtuado pelo jornal de modo a parecer algo errado.
 
5. Somente mentes ingênuas ou má intencionadas poderiam aventar a hipótese de que eu iria tratar pessoalmente com os ministros do STF sobre o caso do mensalão. Para tanto, tenho o devido processo legal para manifestar a minha defesa. Como o próprio ministro confirmou, não conversamos sobre este processo, pois sei muito bem respeitar a liturgia dos cargos e a conveniência jurídica e política da ocasião. A versão jornalística, apresentada de forma sorrateira, de que eu fui tratar do caso do mensalão, configura um desrespeito aos ministros do STF e a meu mandato.
 
6. Que direito tem “O Globo” de desvirtuar os fatos e apresentá-los segundo suas conveniências e interesses? Cumprindo com o meu dever de prestar contas dos trabalhos realizados em minha ação parlamentar, como tenho feito ao longo de mais de trinta anos de uma trajetória política transparente e honesta, estou entregando, desde o dia 18 de março, quando fiz o lançamento no Salão Verde da Câmara dos Deputados, a cópia do referido relatório não apenas aos ministros do STF, como também do STJ, do executivo (AGU, MJ) e outros órgãos públicos, o que prova que não há outros interesses por trás de um simples gesto de prestação de contas de um trabalho legislativo.
 
7. Encerro solicitando ao “O Globo” que deixe o STF julgar sem precisar sentir o frio da lâmina saltando da bainha de sua redação em direção a carótida dos ministros.           

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