Guerrilheiro Virtual

terça-feira, 4 de abril de 2017

Centrais sindicais lançam material unitário convocando greve geral

Com o objetivo de conscientizar as bases e a sociedade de forma geral sobre os impactos das reformas da Previdência e Trabalhista e a Terceirização, as centrais sindicais lançaram, na última sexta-feira (31), material unitário convocando a classe trabalhadora a construir o "Abril de lutas" e parar o Brasil no dia 28 de abril.

De forma objetiva, o material explica o que está por trás das propostas de Michel Temer e denuncia, ponto a ponto, o que pode acabar caso as propostas de reformas da Previdência e Trabalhista sejam aprovadas. As centrais também elencam as perdas com sanção da terceirização na última sexta-feira (31), por Michel Temer.


 
Material unificado

Portal Vermelho : Portal CTB

Para FUP, venda de fatia do pré-sal é "crime de lesa-pátria"

Em nota publicada em seu site, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) classifica como “crime de lesa-pátria” a aprovação da venda de 22,5% da área exploratória de Iara, no pré-sal da Bacia de Santos, à Total. “A gestão Pedro Parente deu de mãos beijadas à petrolífera francesa um tesouro de 675 milhões de barris de petróleo”.


Segundo os petroleiros, a Petrobras entrega à Total um patrimônio de US$ 33,7 bilhões por menos de 6% deste valor. "O tal acordo de colaboração é praticamente um negócio de pai pra filho", escreve a FUP.

A federação avalia que é "no mínimo suspeito"que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tenha aprovado a venda, que a os petroleiros consideram "uma negociata" "escancarada". De acordo com a FUP, enquanto o mundo inteiro está em busca de novas reservas de energia, "o nosso Pré-Sal é entregue a preço de banana, com o aval dos órgãos regulamentadores". 

Leia a íntegra da nota:


O Parente é da Total.

Ao aprovar sem restrições nesta segunda-feira, 03/04, a venda de 22,5% da área exploratória de Iara, no Pré-Sal da Bacia de Santos, que a Petrobrás celebrou com a Total, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) oficializa mais um crime de lesa-pátria. Através de um acordo de colaboração assinado em 28 de fevereiro e batizado ironicamente de Aliança Estratégica, a gestão Pedro Parente deu de mãos beijadas à petrolífera francesa um tesouro de 675 milhões de barris de petróleo (o bloco todo tem reservas provadas de três bilhões de barris).

Trata-se de um patrimônio de 33,7 bilhões de dólares (levando em conta o preço atual do barril de petróleo), entregue à multinacional por menos de 6% deste valor. O tal acordo de colaboração é praticamente um negócio de pai pra filho. Por 2,2 bilhões de dólares, a Total abocanhou não só uma fatia considerável de Iara, como também se apropriará de 35% do campo de Lapa, cujo ativo já havia sido depreciado em R$ 1,238 bilhões, para facilitar a sua venda. Também foram entregues à petrolífera francesa 50% da Termobahia, incluindo duas termoelétricas e o acesso ao terminal de regaseificação.

Os valores negociados com a Total, além de estarem muito abaixo dos preços de mercado, ainda serão pagos de forma escalonada: US$ 1,6 bi à vista e o restante em suaves prestações. Além disso, a multinacional se beneficiará de toda infraestrutura e logística já desenvolvidas pela Petrobrás, o que reduzirá significativamente os seus custos.

Não é à toa que o acordo de colaboração feito por Pedro Parente foi celebrado efusivamente pelos investidores franceses. Analistas de mercado chegaram a calcular que a Total aumentará em 1 bilhão de barris de petróleo as suas reservas ao se apropriar destas duas áreas do Pré-Sal brasileiro. Tudo isso a um custo estimado entre US$ 1,75 e US$ 2,4 o barril, segundo divulgou a imprensa francesa na época do fechamento do acordo.

É no mínimo suspeito o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovar uma negociata tão escancarada como esta. Enquanto o mundo inteiro está em busca de novas reservas de energia, o nosso Pré-Sal é entregue a preço de banana, com o aval dos órgãos regulamentadores. 

Federação Única dos Petroleiros

Governo Temer

Mobilização nas ruas e no local de trabalho rumo à greve geral

A base de apoio de Michel Temer na Câmara dos Deputados anda em desacordo. Aprovar as reformas da Previdência Social e Trabalhista ainda no primeiro semestre tem se mostrado mais difícil na prática. As centrais de trabalhadores querem aumentar a pressão sobre os deputados e senadores com as mobilizações durante o mês de abril. Assembleias, plenárias, atos, panfletagens proliferam pelo país rumo à greve geral do dia 28 de abril.


Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes aprovaram em assembleia participação na greve geral do dia 28 de abril

“Querem acabar com a Previdência Social, com a aposentadoria, com conquistas históricas da classe trabalhadora. Querem impor a jornada diferenciada zero hora, sem garantias, terceirizar geral, mas vamos derrotar tudo isso. No dia 28 de abril vamos fazer a maior greve que este País já viu, mandar um recado ao presidente Temer e ao Congresso Nacional e rejeitar as propostas do governo”, afirmou Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. A categoria aprovou em assembleia no dia 31 de março a participação na greve geral.

Transportes

Além dos metalúrgicos, os trabalhadores no setor de transporte rodoviário interestadual e intermunicipal de São Paulo também reforçam a mobilização para o dia 28. Segundo o presidente do Sindicato dos rodoviários e secretário de Transportes da Nova Central, José Alves do Couto Filho (Toré), "a categoria vai aderir 100% ao dia 28 de abril e paralisar suas atividades".

Os metroviários de São Paulo sinalizaram pela adesão à greve geral. De acordo com comunicado da entidade, a manifestação do dia “15/3 demonstrou que é possível fazermos uma Greve Geral. Para barrar as Reformas da Previdência, Trabalhista e a Terceirização do governo Temer é fundamental que as Centrais construam uma proposta em unidade, apesar das posições políticas divergentes”. 

Metalúrgicos


Para o presidente do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari (BA), Paulo Bonfim, a classe trabalhadora não vai aceitar as mudanças na Previdência e nas relações de trabalho, que ignoram a importância das regras especiais dos trabalhadores rurais e professores, promovem enorme restrição de direitos e precarização sem precedentes na área trabalhista. O sindicato está em processo de mobilização dos trabalhadores para o dia 28.

Na capital, os movimentos sociais e as centrais também estão em processo de mobilização para o dia 28. “Os trabalhadores têm papel fundamental na luta para impedir esses retrocessos do governo Temer. Não podemos admitir que acabem com direitos históricos da classe trabalhadores. Por isso, precisamos tomar as ruas e mostrar nossa força. Todos juntos e fortes para fazer um grande movimento na greve geral do dia 28 de abril”, convocou Aurino Pedreira, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil na Bahia (CTB-BA).

Pressão nos parlamentares

No Pará, as entidades sindicais iniciaram nesta terça-feira (3) reuniões com parlamentares em busca de apoio contra as reformas de Temer. O primeiro encontro reuniu o deputado Paulo Rocha (PT) e assessoria do deputado Edmilson Rodrigues (Psol) e representantes do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA), CTB, CUT, Sindmar, Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Pará e do Sindicato dos Trabalhadores de Trânsito (Sindtran-PA)

"Demonstrou a quadra política vivenciada no congresso e nas ruas, a necessidade de ampliar as mobilizações da classe trabalhadora e continuar o diálogo com os parlamentares para barrar as reformas previdência e trabalhista", afirmou Cleber Rezende, vice-presidente da CTB-PA. Novo encontro com parlamentares está previsto para a segunda-feira (10).

Construção Civil


"Diante do modelo que está desenhado, não enxergamos outro caminho, é preciso tomar as ruas, mostrar a força dos trabalhadores", destacou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção civil do município do Rio de Janeiro (Sintraconst-RJ), Carlos Antonio.

O Sintraconst-Rio prepara junto com a Força Sindical na cidade mobilização ainda maior do aquela vista dia 15 de março, na caminhada da Candelária até a Central do Brasil.

"Os ataques do governo não são somente em relação à aposentadoria e aos direitos trabalhistas, são também contra o movimento sindical, querem esmagar a atuação dos sindicatos", completou Carlos Antonio.

Ação unitária

As centrais de trabalhadores divulgaram convocatórias aos sindicatos filiados orientando para a preparação da greve do dia 28 de abril. Na última sexta-feira (31), as entidades lançaram material unitário explicativo sobre os impactos da reforma de Temer para apoiar o trabalho de mobilização. Clique AQUI para acessar. 

Leia também:


Do Portal Vermelho com agências

Parlamentares se mobilizam contra desmonte da indústria naval do país

Protesto dos trabalhadores contra demissões no estaleito EIisa no Rio de Janeiro

A destruição da indústria naval brasileira, que começou com a operação Lava Jato em 2014, abriu seu segundo capítulo em fevereiro, quando o governo anunciou mudanças na exigência de conteúdo local para contratações de equipamentos pela indústria de petróleo. Os novos métodos, que reduzem de 65% para 25% o percentual de conteúdo local das plataformas, por exemplo, e em cerca de 50%, em média, o conteúdo de outras instalações provocaram reação no Congresso Nacional, com desdobramentos esta semana.


Protesto dos trabalhadores contra demissões no estaleito EIisa no Rio de Janeiro
Depois da comissão geral para debater o tema, realizada na Câmara dos Deputados na quinta-feira (30), parlamentares prometem a criação de mais uma frente parlamentar em defesa da indústria naval do país esta semana. Na quarta-feira (5), devem realizar audiência com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para discutir o assunto. As novas regras de conteúdo local estão previstas para vigorar em setembro, na 14ª rodada de licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural, e novembro, em nova rodada de leilões de blocos no pré-sal.

Parlamentares e membros de frentes parlamentares que têm afinidade com o tema conteúdo local e entidades, como Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval), tentam unir interesses comuns para deter a derrocada da indústria brasileira.

“A direção da Petrobras está fazendo um desserviço ao país e à própria Petrobras. Quer a revisão das exigências de conteúdo local até para a produção na área de Libra, o que é um absurdo. O ataque ao conteúdo local parte principalmente dos interesses das grandes petroleiras mundiais, que querem vir ao Brasil trazer sua cadeia de fornecedores junto e exportar o emprego brasileiro para eles”, protesta o deputado Davidson Magalhães (PCdoB-BA), organizador da comissão geral.

Segundo ele, o principal objetivo da mobilização é evitar que o país volte a ser mero exportador de commodities. “É isso que a cabeça estreita da direção da Petrobras e do governo querem. Nós já vivemos isso no ciclo do ouro e da cana de açúcar.”

O Brasil chegou a ter, no final do governo Dilma Rousseff, ao final de 12 anos de recuperação, 83 mil trabalhadores na indústria naval. Hoje, os trabalhadores são pouco mais de 30 mil.

Esse processo só vai ser interrompido “com uma pressão muito grande da sociedade”, acredita o deputado Henrique Fontana (PT-RS). Ele conta que, na agenda de mobilizações em defesa da indústria naval e brasileira, os parlamentares tentam “estruturar um grande ato político” com a presença dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Ainda não há data para esse evento, que, de acordo com ele, pode ser realizado no Rio Grande do Sul, “para sensibilizar o Brasil inteiro”. “É um crime o que está sendo cometido contra a engenharia e a indústria nacional.”

Desemprego e tristeza

Em qualquer lugar do país onde a indústria naval ressurgiu na última década e meia, a promessa de desenvolvimento deu lugar ao desemprego e à tristeza. O polo naval de São José do Norte (RS), por exemplo, que já teve 20 mil trabalhadores, hoje tem apenas 3 mil.

O estaleiro do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano, que em março de 2014 chegou a ter quase 8 mil trabalhadores e estava se tornando orgulho da indústria naval do Nordeste, hoje é um imenso canteiro de obras abandonado.

“Infelizmente, o governo Temer tem se especializado na lógica de exportar empregos. Seja na linha de gestão na atuação do BNDES, seja nas compras ou exigências feitas nos leilões para exploração de petróleo e nas compras da Petrobras, o conteúdo local tem sido abandonado. Estamos vivendo uma crise enorme na indústria naval”, diz Henrique Fontana. Ele lança, nesta terça-feira (4), a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Naval Brasileira, às 17h30, na Câmara, “para unificar as diferentes frentes e defendermos a indústria nacional e o conteúdo local”.

Na semana passada, o presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, chamou de “burra” a decisão do governo de reduzir os percentuais de conteúdo local no setor de petróleo. “A decisão é burra em relação à indústria brasileira, mas atende perfeitamente aos interesses das grandes companhias mundiais de petróleo”, declarou à revista CartaCapital.

Presente à comissão geral na Câmara na semana passada, o representante da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Artur Araújo, falou da gravidade da eliminação do conteúdo local em curso.

“Esse sinal que foi dado pelo governo e pela Petrobras, o que é mais grave, terá um custo para o país de 5 mil engenheiros dos mais capacitados. Isso não significa só 5 mil pessoas, 5 mil famílias. O que se perde violentamente é a capacidade de pensar. Se dispersa conhecimento, se desmonta equipes, em nome de abrir, de forma irresponsável, o setor para o mercado externo”, disse Araújo, segundo a Agência Câmara.

Portal Vermelho

Michel Temer, o carrasco dos pobres?

O presidente impopular cumpre à risca o roteiro para destruir o legado de Getúlio Vargas e as conquistas da Constituição de 1988


Temer corta na carne... Do trabalhador

Muitos políticos e empresários saudaram, às escondidas, a aprovação da lei da Terceirização como o fim da Consolidação das Leis do Trabalho promulgada por Getúlio Vargas em 1º de maio de 1943 e que unificava as legislações que desde 1932 criaram o moderno direito do trabalho no Brasil.

“Pai dos pobres”. É por causa do direito do trabalho que a mística popular em torno de Vargas se construiu. Não foi pouca coisa: jornada de oito horas (1932), previdência (1933), férias (1934), juntas de conciliação (1932) e justiça trabalhista (1939), salário mínimo (1940).

Desde então, a dinâmica de competição eleitoral no Brasil se equilibrou na capacidade do governante de entregar mais empregos, maiores salários e melhores direitos. Como no resto do mundo, isto não é mais deixado ao acaso do mercado. Políticos que cortam empregos, salários e direitos são rechaçados nas eleições seguintes.

Por este padrão, nenhum candidato vitorioso nas disputas eleitorais de 2014 teve como plataforma central cortar salários diretos e indiretos, ou seja, direitos sociais e trabalhistas, inclusive a aposentadoria. Isto vale até para Michel Temer, vice-presidente da chapa vitoriosa à Presidência da República.

Curiosamente, Temer hoje comemora sua impopularidade. Disse que ela permite tomar decisões e fazer propostas legislativas que o deixam ainda menos popular. Ele não se preocupa com a próxima eleição, pois, sabemos, não vai se candidatar à reeleição. Atualmente, não seria fácil se eleger vereador.

É difícil imaginar divórcio maior entre a voz das ruas, de um lado, o governo e o parlamento, de outro. Temer e o Congresso Nacional disputam o campeonato nacional da impopularidade e falta de credibilidade. Ainda assim, comandam a maior transformação institucional e legal desde a Constituição de 1988, como se não dessem a mínima para a população.

Ulysses Guimarães, ao contrário, encerrou o discurso na entrega da “Constituição Cidadã” afirmando que, nela, havia “representativo e oxigenado sopro de gente, de rua, de praça, de favela, de fábrica, de trabalhadores, de cozinheiros, de menores carentes, de índios, de posseiros, de empresários, de estudantes, de aposentados, de servidores civis e militares, atestando a contemporaneidade e autenticidade social do texto que ora passa a vigorar.”

A não ser nos primeiros anos da ditadura civil-militar de 1964, governo algum foi tão impopular quanto o de Temer e, ao mesmo tempo, teve tamanho apoio de parte importante do empresariado. Muitos se queixam da contração do investimento estatal e dos empréstimos dos bancos públicos, ou da taxa de juros absurda. Poucos, porém, se colocam contra a agenda de cortes de direitos sociais e trabalhistas.

É para este eleitorado minoritário, mas bilionário, que Temer quer deixar seu legado histórico. Em geral, a intromissão de direitos sociais no capitalismo não resultou da convicção dos empresários, mas de pressões irresistíveis dos trabalhadores. Os empresários preferem manter as interações sociais reguladas sobretudo pelo mercado e suas assimetrias monetárias. Isso talvez seja mais forte no Brasil, por causa das desigualdades profundas geradas pelo projeto escravocrata que orientou nossa formação social.

A propósito, em 1935, Vargas solicitou que Assis Chateaubriand organizasse um almoço com a nata do empresariado brasileiro, de modo a promover uma frente ampla contra a ameaça comunista. O jantar se realizou na casa de Guilherme Guinle, diretor do Centro Industrial Brasileiro, embrião da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.

Em vez de obter a adesão para uma cruzada contra o comunismo que contasse com o envolvimento dos trabalhadores graças aos direitos trabalhistas, que considerava o antídoto contra o extremismo comunista, segundo o relato de Alzira Vargas, Vargas passou o almoço a ouvir reclamações contra o despropósito das leis trabalhistas e o rigor dos fiscais do Ministério do Trabalho.

No carro, Vargas desabafou ao ajudante-de-ordens que o acompanhava, o capitão-tenente Ernani do Amaral Peixoto: “Eu estou tentando salvar esses burgueses burros e eles não entenderam”. Conseguiu que cedessem alguns anéis graças às agitações populares no Brasil e no mundo. Deixou a vida e entrou para a história como o pai dos pobres.

Não se sabe se a reforma da Previdência proposta por Temer vai passar, mas se sabe que os trabalhadores mais pobres não terão aposentadoria com ela. Entre os mais precários, não estão aqueles capazes de contribuir por 25 anos para se aposentar, nem os que chegam aos 65 anos de idade com saúde.

Até lá, o número de trabalhadores precários certamente aumentará com a lei da terceirização. Os terceirizados rodam mais de emprego em emprego, tem jornadas mais longas e ganham salários 25% menores do que os trabalhadores “normais”. É improvável que recebam escolas e hospitais melhores depois da lei do teto do gasto, mas os ricos continuam a pagar proporcionalmente menos impostos que eles.

Não surpreenderá se, nos futuros livros de história, Temer ganhe um epíteto apropriado a seu programa de reformas e ao legado histórico que quer construir. Com o perdão da licença poética, seria exagero chamá-lo de algoz da Era Vargas, verdugo do Tempo de Ulysses, ou apenas carrasco dos pobres?


Veja quais deputados votaram a favor da terceirização

Projeto de lei 4330/04 foi aprovado por 230 votos contra 203 e permite que empresas subcontratem para todos os setores


A emenda foi aprovada com apoio de partidos como, por exemplo, PSDB, PMDB, DEM, PSD e Solidariedade, enquanto que PT, PCdoB, PSB, PV, PDT, Pros e Psol recomendaram a rejeição do projeto

Sobre o projeto de terceirização aprovado em 22 de março de 2017, veja os votos de cada deputado aqui.

***

A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira 22, por 230 votos a favor e 203 contra, emenda aglutinativa alterando alguns pontos do projeto que regulamenta a terceirização, o PL 4.330/04. A emenda manteve no texto-base a possibilidade de terceirizar a atividade-fim, o que permite que empresas possam subcontratar para todos seus setores de atividade.

A emenda foi aprovada com apoio de partidos como, por exemplo, PSDB, PMDB, DEM, PSD e Solidariedade, entre outros, enquanto que PT, PCdoB, PSB, PV, PDT, Pros e Psol ficaram contrários à proposta. 

Veja como votou cada deputado, conforme lista disponível no site da Câmara dos Deputados:

DEM

Alexandre Leite SP Sim
Carlos Melles MG Sim
Claudio Cajado BA Sim
Eli Côrrea Filho SP Sim
Elmar Nascimento BA Não
Hélio Leite PA Sim
Jorge Tadeu Mudalen SP Sim
José Carlos Aleluia BA Sim
Mandetta MS Não
Marcelo Aguiar SP Sim
Mendonça Filho PE Sim
Moroni Torgan CE Não
Onyx Lorenzoni RS Sim
Osmar Bertoldi PR Sim
Paulo Azi BA Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende TO Não
Total DEM: 16 

PCdoB

Alice Portugal BA Não
Aliel Machado PR Não
Carlos Eduardo Cadoca PE Não
Daniel Almeida BA Não
Davidson Magalhães BA Não
Jandira Feghali RJ Não
Jô Moraes MG Não
João Derly RS Não
Luciana Santos PE Não
Orlando Silva SP Não
Rubens Pereira Júnior MA Não
Wadson Ribeiro MG Não
Total PCdoB: 12 

PDT

Abel Mesquita Jr. RR Não
Afonso Motta RS Não
André Figueiredo CE Não
Dagoberto MS Não
Damião Feliciano PB Não
Félix Mendonça Júnior BA Sim
Flávia Morais GO Não
Giovani Cherini RS Não
Major Olimpio SP Não
Marcelo Matos RJ Não
Marcos Rogério RO Não
Mário Heringer MG Sim
Pompeo de Mattos RS Não
Roberto Góes AP Não
Ronaldo Lessa AL Não
Sergio Vidigal ES Não
Subtenente Gonzaga MG Não
Weverton Rocha MA Não
Wolney Queiroz PE Não
Total PDT: 19 

PEN

André Fufuca MA Sim
Junior Marreca MA Não

 
PHS

Adail Carneiro CE Não
Diego Garcia PR Não
Kaio Maniçoba PE Sim
Marcelo Aro MG Sim
Total PHS: 4 

PMDB

Alberto Filho MA Sim
Aníbal Gomes CE Sim
Baleia Rossi SP Sim
Cabuçu Borges AP Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Carlos Henrique Gaguim TO Sim
Carlos Marun MS Sim
Celso Jacob RJ Sim
Celso Maldaner SC Sim
Celso Pansera RJ Sim
Daniel Vilela GO Sim
Danilo Forte CE Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Dulce Miranda TO Não
Edinho Bez SC Sim
Edio Lopes RR Sim
Eduardo Cunha RJ Art. 17
Fernando Jordão RJ Sim
Flaviano Melo AC Sim
Geraldo Resende MS Sim
Hermes Parcianello PR Não
Hildo Rocha MA Não
Hugo Motta PB Sim
Jarbas Vasconcelos PE Não
Jéssica Sales AC Sim
João Arruda PR Não
João Marcelo Souza MA Sim
José Fogaça RS Sim
José Priante PA Sim
Josi Nunes TO Não
Laudivio Carvalho MG Não
Lelo Coimbra ES Sim
Leonardo Picciani RJ Sim
Leonardo Quintão MG Sim
Lindomar Garçon RO Sim
Lucio Mosquini RO Sim
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marcos Rotta AM Sim
Marinha Raupp RO Sim
Marquinho Mendes RJ Sim
Marx Beltrão AL Não
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Sim
Mauro Pereira RS Sim
Newton Cardoso Jr MG Sim
Osmar Serraglio PR Sim
Osmar Terra RS Não
Pedro Chaves GO Sim
Rodrigo Pacheco MG Não
Rogério Peninha Mendonça SC Sim
Ronaldo Benedet SC Sim
Roney Nemer DF Não
Saraiva Felipe MG Sim
Sergio Souza PR Sim
Silas Brasileiro MG Sim
Simone Morgado PA Não
Soraya Santos RJ Sim
Valdir Colatto SC Sim
Veneziano Vital do Rêgo PB Não
Walter Alves RN Sim
Washington Reis RJ Sim
Total PMDB: 62 

PMN

Antônio Jácome RN Não
Dâmina Pereira MG Sim
Hiran Gonçalves RR Não
Total PMN: 3 

PP

Afonso Hamm RS Sim
Arthur Lira AL Sim
Beto Rosado RN Sim
Cacá Leão BA Sim
Conceição Sampaio AM Não
Covatti Filho RS Sim
Dilceu Sperafico PR Sim
Dimas Fabiano MG Sim
Eduardo da Fonte PE Sim
Esperidião Amin SC Sim
Ezequiel Fonseca MT Sim
Fernando Monteiro PE Sim
Iracema Portella PI Sim
Jerônimo Goergen RS Sim
José Otávio Germano RS Sim
Julio Lopes RJ Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Sim
Luiz Fernando Faria MG Sim
Marcelo Belinati PR Não
Marcus Vicente ES Sim
Mário Negromonte Jr. BA Sim
Missionário José Olimpio SP Sim
Nelson Meurer PR Não
Odelmo Leão MG Sim
Renato Molling RS Sim
Ricardo Barros PR Sim
Roberto Balestra GO Sim
Roberto Britto BA Sim
Ronaldo Carletto BA Sim
Sandes Júnior GO Sim
Total PP: 31 

PPS

Alex Manente SP Sim
Arnaldo Jordy PA Não
Carmen Zanotto SC Sim
Eliziane Gama MA Não
Hissa Abrahão AM Não
Marcos Abrão GO Sim
Moses Rodrigues CE Não
Raul Jungmann PE Não
Roberto Freire SP Sim
Rubens Bueno PR Sim
Sandro Alex PR Sim
Total PPS: 11 

PR

Alfredo Nascimento AM Não
Altineu Côrtes RJ Sim
Anderson Ferreira PE Não
Bilac Pinto MG Sim
Cabo Sabino CE Não
Capitão Augusto SP Sim
Clarissa Garotinho RJ Não
Dr. João RJ Sim
Francisco Floriano RJ Não
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Sim
João Carlos Bacelar BA Sim
Jorginho Mello SC Sim
José Rocha BA Não
Laerte Bessa DF Sim
Lincoln Portela MG Não
Lúcio Vale PA Sim
Luiz Cláudio RO Abstenção
Magda Mofatto GO Sim
Marcio Alvino SP Sim
Maurício Quintella Lessa AL Sim
Miguel Lombardi SP Sim
Milton Monti SP Sim
Paulo Feijó RJ Sim
Remídio Monai RR Sim
Silas Freire PI Não
Tiririca SP Não
Wellington Roberto PB Não
Zenaide Maia RN Não
Total PR: 29 

PRB

Alan Rick AC Sim
André Abdon AP Não
Beto Mansur SP Sim
Celso Russomanno SP Não
César Halum TO Sim
Cleber Verde MA Não
Fausto Pinato SP Sim
Jhonatan de Jesus RR Abstenção
Jony Marcos SE Não
Marcelo Squassoni SP Sim
Ronaldo Martins CE Abstenção
Sérgio Reis SP Não
Total PRB: 12 

PROS

Ademir Camilo MG Não
Antonio Balhmann CE Sim
Beto Salame PA Não
Domingos Neto CE Não
Dr. Jorge Silva ES Não
Givaldo Carimbão AL Não
Leônidas Cristino CE Não
Miro Teixeira RJ Não
Rafael Motta RN Não
Ronaldo Fonseca DF Sim
Valtenir Pereira MT Não
Total PROS: 11 

PRP

Alexandre Valle RJ Não
Marcelo Álvaro Antônio MG Não
Total PRP: 2 

PRTB

Cícero Almeida AL Não
Total PRTB: 1 

PSB

Adilton Sachetti MT Sim
Átila Lira PI Não
Bebeto BA Não
César Messias AC Sim
Fabio Garcia MT Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Flavinho SP Não
Glauber Braga RJ Não
Gonzaga Patriota PE Não
Heitor Schuch RS Não
Heráclito Fortes PI Sim
Janete Capiberibe AP Não
João Fernando Coutinho PE Não
José Reinaldo MA Sim
Jose Stédile RS Não
Júlio Delgado MG Sim
Keiko Ota SP Não
Leopoldo Meyer PR Sim
Luciano Ducci PR Não
Luiz Lauro Filho SP Sim
Luiza Erundina SP Não
Maria Helena RR Não
Paulo Foletto ES Sim
Rodrigo Martins PI Não
Stefano Aguiar MG Não
Tadeu Alencar PE Não
Tenente Lúcio MG Sim
Tereza Cristina MS Sim
Vicentinho Júnior TO Sim
Total PSB: 29 

PSC

Andre Moura SE Sim
Eduardo Bolsonaro SP Sim
Erivelton Santana BA Não
Irmão Lazaro BA Não
Júlia Marinho PA Sim
Marcos Reategui AP Não
Pr. Marco Feliciano SP Não
Professor Victório Galli MT Sim
Raquel Muniz MG Sim
Silvio Costa PE Sim
Total PSC: 10 

PSD

Alexandre Serfiotis RJ Não
Átila Lins AM Sim
Cesar Souza SC Sim
Danrlei de Deus Hinterholz RS Não
Delegado Éder Mauro PA Não
Evandro Rogerio Roman PR Sim
Fábio Faria RN Sim
Fábio Mitidieri SE Sim
Felipe Bornier RJ Sim
Fernando Torres BA Não
Francisco Chapadinha PA Sim
Goulart SP Sim
Herculano Passos SP Sim
Heuler Cruvinel GO Sim
Indio da Costa RJ Sim
Irajá Abreu TO Sim
Jaime Martins MG Sim
João Rodrigues SC Sim
Joaquim Passarinho PA Sim
José Carlos Araújo BA Sim
Júlio Cesar PI Não
Marcos Montes MG Sim
Paulo Magalhães BA Não
Rogério Rosso DF Abstenção
Rômulo Gouveia PB Sim
Silas Câmara AM Sim
Sóstenes Cavalcante RJ Sim
Walter Ihoshi SP Sim
Total PSD: 28 

PSDB

Alexandre Baldy GO Sim
Alfredo Kaefer PR Sim
Antonio Imbassahy BA Sim
Arthur Virgílio Bisneto AM Sim
Betinho Gomes PE Não
Bonifácio de Andrada MG Sim
Bruna Furlan SP Sim
Bruno Araújo PE Sim
Bruno Covas SP Sim
Caio Narcio MG Sim
Carlos Sampaio SP Sim
Célio Silveira GO Sim
Daniel Coelho PE Não
Delegado Waldir GO Não
Domingos Sávio MG Sim
Eduardo Barbosa MG Sim
Eduardo Cury SP Sim
Fábio Sousa GO Sim
Geovania de Sá SC Não
Giuseppe Vecci GO Sim
Izalci DF Sim
João Castelo MA Sim
Lobbe Neto SP Não
Luiz Carlos Hauly PR Sim
Mara Gabrilli SP Não
Marco Tebaldi SC Sim
Marcus Pestana MG Sim
Max Filho ES Não
Miguel Haddad SP Sim
Nelson Marchezan Junior RS Sim
Nilson Leitão MT Sim
Nilson Pinto PA Sim
Otavio Leite RJ Sim
Paulo Abi-Ackel MG Sim
Pedro Cunha Lima PB Não
Pedro Vilela AL Sim
Raimundo Gomes de Matos CE Não
Rocha AC Não
Rogério Marinho RN Sim
Samuel Moreira SP Sim
Shéridan RR Sim
Silvio Torres SP Sim
Vitor Lippi SP Sim
Total PSDB: 43 

PSDC

Aluisio Mendes MA Sim
Luiz Carlos Ramos RJ Sim
Total PSDC: 2 

PSOL

Cabo Daciolo RJ Não
Chico Alencar RJ Não
Edmilson Rodrigues PA Não
Ivan Valente SP Não
Jean Wyllys RJ Não
Total PSOL: 5 

PT

Adelmo Carneiro Leão MG Não
Afonso Florence BA Não
Alessandro Molon RJ Não
Ana Perugini SP Não
Andres Sanchez SP Não
Angelim AC Não
Arlindo Chinaglia SP Não
Assis Carvalho PI Não
Assis do Couto PR Não
Benedita da Silva RJ Não
Beto Faro PA Não
Bohn Gass RS Não
Caetano BA Não
Carlos Zarattini SP Não
Chico D Angelo RJ Não
Décio Lima SC Não
Enio Verri PR Não
Erika Kokay DF Não
Fabiano Horta RJ Não
Fernando Marroni RS Não
Gabriel Guimarães MG Não
Givaldo Vieira ES Não
Helder Salomão ES Não
João Daniel SE Não
José Airton Cirilo CE Não
José Guimarães CE Não
José Mentor SP Não
Leo de Brito AC Não
Leonardo Monteiro MG Não
Luiz Couto PB Não
Luiz Sérgio RJ Não
Luizianne Lins CE Não
Marco Maia RS Não
Marcon RS Não
Margarida Salomão MG Não
Maria do Rosário RS Não
Merlong Solano PI Não
Moema Gramacho BA Não
Nilto Tatto SP Não
Paulão AL Não
Paulo Pimenta RS Não
Paulo Teixeira SP Não
Pedro Uczai SC Não
Professora Marcivania AP Não
Reginaldo Lopes MG Não
Rubens Otoni GO Não
Ságuas Moraes MT Não
Sibá Machado AC Não
Valmir Assunção BA Não
Valmir Prascidelli SP Não
Vander Loubet MS Não
Vicente Candido SP Não
Vicentinho SP Não
Waldenor Pereira BA Não
Weliton Prado MG Não
Zé Carlos MA Não
Zé Geraldo PA Não
Zeca do Pt MS Não
Total PT: 58 

PTB

Alex Canziani PR Sim
Antonio Brito BA Sim
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Arnon Bezerra CE Sim
Cristiane Brasil RJ Sim
Deley RJ Não
Eros Biondini MG Não
Jorge Côrte Real PE Sim
Josué Bengtson PA Sim
Jovair Arantes GO Sim
Jozi Rocha AP Sim
Luiz Carlos Busato RS Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Nilton Capixaba RO Sim
Pedro Fernandes MA Não
Ricardo Teobaldo PE Não
Ronaldo Nogueira RS Não
Sérgio Moraes RS Sim
Walney Rocha RJ Sim
Wilson Filho PB Não
Zeca Cavalcanti PE Não
Total PTB: 21 

PTC

Brunny MG Não
Uldurico Junior BA Não
Total PTC: 2 

PTN

Bacelar BA Não
Christiane de Souza Yared PR Não
Delegado Edson Moreira MG Sim
Renata Abreu SP Sim
Total PTN: 4 

PV

Dr. Sinval Malheiros SP Não
Evair de Melo ES Sim
Evandro Gussi SP Sim
Fábio Ramalho MG Sim
Leandre PR Sim
Sarney Filho MA Não
Victor Mendes MA Sim
William Woo SP Sim
Total PV: 8 

Solidaried

Arthur Oliveira Maia BA Sim
Augusto Carvalho DF Não
Augusto Coutinho PE Sim
Benjamin Maranhão PB Sim
Carlos Manato ES Sim
Elizeu Dionizio MS Sim
Expedito Netto RO Não
Genecias Noronha CE Sim
JHC AL Não
Laercio Oliveira SE Sim
Lucas Vergilio GO Sim
Paulo Pereira da Silva SP Sim
Zé Silva MG Sim
Total Solidaried: 13