Guerrilheiro Virtual

Mostrando postagens com marcador Palestina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Palestina. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de junho de 2025

 

Lula veste o keffiyeh, tradicional lenço símbolo da resistência palestina (Foto: Ricardo Stuckert)

Durante uma visita oficial à França, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu veementemente a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) e defendeu o reconhecimento do Estado Palestino como uma obrigação ética e medida necessária para a estabilidade global. Ele enfatizou que a ONU completou 80 anos com uma grave falta de legitimidade e eficácia, e que o atual sistema multilateral está paralisado devido a conflitos armados e crises humanitárias. Lula enfatizou que a reforma do Conselho de Segurança da ONU é inevitável.

Matéria completa no Brasil247

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eduardo Galeano: Se eu fosse Palestino

Via PCB


Eduardo Galeano (*) | Segunda-feira, 14 de julho de 2014

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade, seu tudo. Nem sequer têm direito a escolher seus governantes.

Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou de forma limpa as eleições no ano de 2006. Algo parecido aconteceu em 1932, quando o Partido Comunista venceu as eleições em El Salvador.

Banhados em sangue, os salvadorenhos foram castigados por sua má conduta e, então, viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com péssima pontaria sobre as terras que foram palestinas e que a ocupação israelense usurpou.

E o desespero, a espera pela loucura suicida, é a mãe das bravatas que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está negando, há anos, o direito à existência da Palestina.

Já resta pouco da Palestina.

Pouco a pouco, Israel a está apagando do mapa.

Os colonos invadem e depois deles os soldados vão restabelecendo a fronteira.

As balas sacralizam a remoção, como legítima defesa.

Não existe guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva.

Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha.

Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo.

Em cada uma de suas guerras defensivas, Israel engole outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam.

(*) Escritor uruguaio e colunista de ContraPunto

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB) 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

2ª Missão de Solidariedade ao Povo Palestino

 

MATÉRIAS SOBRE A 1ª MISSÃO EM 2012, ORGANIZADA PELO COMITÊ ESTADO DA PALESTINA JÁ COM O APOIO DA FEPAL- FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL:


 



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Quem é a menina de 13 anos que desafiou a ocupação israelense?

De punho em riste: quem é a garota que desafiou a ocupação israelense? Ahed Tamimi, de apenas 13 anos, enfrenta os soldados israelenses e diz que a dor já faz parte de sua vida

No meio de uma estrada deserta, cercada de paisagem árida, uma pequena menina com a insígnia da paz estampada no peito enfrenta dezenas de soldados, protegidos com capacetes e metralhadoras. O contraste da imagem choca, mas nem as armas em punho foram capazes de amedrontar a garotinha, que continuou a gritar e empurrar os oficiais em busca de respostas (veja o vídeo abaixo).

menina palestina soldado israel 
Menina palestina, Ahed Tamimi enfrenta soldado israelense após prenderem seu irmão. (Foto: Oren Ziv/ ActiveStills)

Os risos jocosos dos militares, que se entreolhavam em desprezo, apenas alimentaram o desespero e raiva da jovem. No fim, a única resposta recebida foi o disparo de balas de borracha. As imagens da bravura da menina, na reedição de uma espécia de batalha entre Davi e Golias, correram o mundo. Ahed Tamimi, de apenas 13 anos, queria apenas saber para onde o irmão, Waed, de 15 anos, havia sido levado durante os protestos do dia 2 de novembro em Nabi Saleh, pequeno vilarejo na Cisjordânia onde vivem.
Sentada na cama do hospital, em Ramallah, com a mão enrolada em curativos, a palestina não reclama do ferimento e conta que a dor já se tornou parte de sua vida. Filha do líder comunitário Bassem Tamimi, considerado pela União Europeia um “defensor dos direitos humanos” e pela Anistia Internacional “um prisioneiro de consciência”, Ahed já teve de lidar com o encarceramento dos pais, a morte de dois tios e a violência cotidiana de soldados israelenses contra a família e amigos.


“Eu lembro que o pior período da nossa vida foi quando prenderam o meu pai pela primeira vez. As autoridades israelenses não nos deram autorização para visitá-lo”, contou ela ao portal Opera Mundi. Detido por oficiais israelenses por seu papel de liderança nos protestos pacíficos, Bassem teve de enfrentar a corte militar de Israel por 13 vezes e chegou a passar mais de três anos no cárcere, sem nenhum julgamento.

Há mais de três anos, os residentes de Nabi Saleh se concentram toda sexta-feira às 13h30 no centro da vila e tentam caminhar com bandeiras da Palestina até a Alqaws, fonte de água da cidade confiscada pelos oficiais israelenses em 2009 e atualmente de uso exclusivo dos colonos. O recurso era necessário para as plantações na aldeia e também funcionava como local de lazer, mas Israel restringiu a visita e proibiu a construção de qualquer tipo de infraestrutura no local pelos palestinos.

“Toda sexta-feira, choques começam quando tentamos começar nosso protesto pacífico contra o assentamento que nos cerca”, contou a garota. Idosos, como sua avó, de 90 anos, crianças, mulheres e homens, são atingidos indiscriminadamente por munições e projéteis. Com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e o líquido “skunk”, os soldados impedem que a passeata chegue ao local de destino mas, pela primeira vez, em junho deste ano, o grupo conseguiu entrar na fonte.

menina palestina mãe israel soldado 
Ahed e sua prima tentam impedir a prisão de sua mãe Nariman em um protesto contra os assentamentos em Nabi Saleh. (Foto: ActiveStills)

Depois dos primeiros protestos, as Forças de Defesa de Israel começaram a fechar todas as entradas e saídas da vila, impedindo a chegada de ativistas internacionais e de outras cidades palestinas e restringindo a manifestação às ruas da vila.

“O uso de todos os meios para finalizar o protesto pelas forças de segurança é excessivo e ocorre mesmo quando os manifestantes não são violentos e não representam ameaça. As forças disparam enormes quantidades de gás lacrimogêneo dentro da área urbana da vila, que é o lar de centenas de pessoas”, disse em relatório a organização israelense B’TSelem. “Em um protesto, pelo menos 150 latas de gás lacrimogêneo foram disparadas”, completou.

Mortes

Foi em uma dessas vezes que Ahed perdeu um dos primos. Há exatamente um ano, Mustafa morreu quando foi atingido na cabeça com uma bomba de gás lacrimogêneo durante os protestos. De acordo com testemunhas, ele jogava pedras contra um tanque israelense e um soldado, não identificado, mirou em sua cabeça.

No entanto, segundo organizações de direitos humanos e residentes de Nabi Saleh, os oficiais não usam inadequadamente apenas munições menos letais, mas também armas de fogo. Em 19 de novembro, o tio de Ahed, Rushdi, policial palestino de 31 anos, faleceu de complicações médicas depois de ferimentos com balas de fogo no intestino.

menina palestina israel mãe 
Ahed Tamimi (no fundo à direita), sua mãe, Nariman, abraçada a seu irmão, Waed, no funeral de Rushdi Tamimi. (Foto: ActiveStills)

Apesar da crescente repressão, Ahed e sua família continuam a participar dos protestos semanais na aldeia, de 500 habitantes, contra os assentamentos israelenses e o muro que separam os territórios. Sob o argumento de que a manifestação é uma “reunião ilegal”, os oficiais prendem civis e tentam dispersar o grupo logo nos primeiros minutos.

Prisões

“Minha mãe disse a eles para saírem das nossas terras e o soldado, com raiva, respondeu que estávamos em uma zona militar. [Ela] então disse a ele para retirar os colonos também e ele ordenou sua prisão”, lembrou Ahed, mencionando a manifestação do dia 24 de agosto (vídeo). Ao lado das primas, a garota protestou contra a detenção e acabou apanhando dos militares. Nariman foi libertada e logo, voltou a participar das manifestações com sua câmera e kit de primeiros socorros.

O pai foi preso novamente em 24 de outubro, durante uma manifestação a favor do boicote contra o supermercado israelense Rami Levy. Ele posteriormente foi condenado a quatro meses de prisão e a uma multa poucos meses depois de ter sido solto. Após uma semana, o filho mais velho foi levado pelos soldados, mas permaneceu detido poucos dias na delegacia do assentamento de Sha’as Benyamin.

menina palestina mãe israel 
Nariman, coberta com o lenço palestino, é levada pelos oficiais israelenses; Ahed tenta impedir que eles levem sua mãe. (Foto: ActiveStills 24/08/12)

“A prisão de Waed Tamimi, enquanto ele estava andando pacificamente em sua vila, aponta para o contínuo abuso do ativista Bassem Tamimi, de sua família e da comunidade de Nabi Saleh pelas forças militares israelenses”, afirmou Ann Harrison da Anistia Internacional. “Este abuso e assédio deve parar”, acrescentou ela.

Ocupação e os jovens: peça-chave para a repressão

A presença militar de israelenses na vila palestina não é restrita às sextas-feiras. A emissora israelense Canal 10, junto com a B’TSelem, denunciou que os oficiais fazem rondas noturnas em Nabi Saleh, durante as quais invadem as residências dos palestinos e tiram fotos das crianças.


As Forças de Defesa usam as fotografias para identificar os menores que jogam pedras contra os oficiais nos protestos e depois, vão às suas casas durante a noite para prendê-los. Segundo a organização palestina Addammeer, que luta pelo direito dos presos políticos, o depoimento desses jovens é fundamental para Israel construir denúncias contra os líderes do movimento. Foi o interrogatório de uma criança de 10 anos que levou à prisão de Bassem.

Ahed conta que os oficiais estão por perto “toda vez que quero brincar com meus amigos, quando vou à escola e quando estou em casa”.

Mesmo quando os soldados estão longe, os palestinos lembram diariamente de que sua terra está sendo ocupada e confiscada. Nabi Saleh, assim como toda a Cisjordânia, é cercada por um muro de 10 metros de altura e por todos os lados da aldeia, os apartamentos modernos dos colonos construídos ilegalmente em seu território podem ser vistos. A falta de parentes e amigos que estão presos ou foram mortos impedem que essas pessoas se esqueçam da sua realidade.

Sonhos de uma criança

“Eu gostaria que toda a minha família fosse libertada assim como todos os outros prisioneiros palestinos logo e quero ver o meu grande sonho de um dia viver em uma Palestina livre”, declarou Ahed.

menina mãe palestina israel 
Bassem e Nariman Tamimi se reencontram depois de periodo de encarceramento. (Foto: Oren Ziv/ActiveStills)

O sentimento de tristeza e desespero, pesado demais para uma criança, preocupa os pais de Ahed. “Durante as visitas ao meu marido, Bassem me pediu que os corações dos nossos filhos fossem purificados de todo e qualquer ódio por conta das sementes de amor que plantamos neles”, contou Nariman. “Agora, nós estamos esperando por redenção, felicidade, justiça e liberdade”.

A libertação nacional parece estar longe da vida de Ahed e dos Tamimi. Enquanto a família ainda enfrenta uma ordem de demolição de sua casa em Nabi Saleh, as autoridades israelenses já anunciaram que vão continuar com a expansão dos assentamentos nos territórios palestinos.

No entanto, o espírito de resistência dessa família não parece diminuir, apesar das seguidas provações pelas quais passaram. Metaforicamente, os Tamimi são a Palestina.

Yara Fares e Marina Mattar, Opera Mundi

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

“A VOTAÇÃO NA ONU LEGITIMOU O STATUS QUO RACISTA” [CONTRA OS PALESTINOS]

As contínuas e incompreensivelmente impunes invasões e apropriações da Palestina (em verde) pelos israelenses

Por Joseph Massad, no jornal inglês “The Guardian”

Joseph Massad

“Dia 29/11/1947, a Assembleia Geral da ONU votou e aprovou a divisão da Palestina entre os palestinos nativos e colonos judeus majoritariamente europeus. O plano de partição assegurava aos colonos (1/3 da população) 57% da terra; e aos habitantes originais (2/3 da população) somente 43%.

No dia seguinte, 30/11, os colonos iniciaram a conquista militar da Palestina, expulsando de lá centenas de milhares de palestinos. Declararam seu Estado no dia 14/5/1948. Dos 37 judeus que assinaram a “Declaração do Estabelecimento do Estado de Israel”, apenas um era nascido na Palestina, o marroquino Behor Chetrit.

Os palestinos rejeitaram o plano, que os expropriava de terras suas. Exércitos árabes intervieram para fazer parar a expulsão dos nativos, mas falharam, e mais centenas de milhares de palestinos foram expulsos. Os colonos “conquistaram o território” a eles atribuído pelo plano de partição da ONU, e “plus” metade do território que a ONU atribuíra aos palestinos.

O plano de partição estipulava que até 47% da população do Estado judeu seria composta de árabes; e que a população do Estado árabe teria menos de 1% de judeus. O plano insistia em que os dois Estados ficavam proibidos de expulsar ou discriminar contra suas minorias. Para a ONU, “Estado judeu” significava Estado que pregava e defendia o nacionalismo judeu, sem discriminar contra não judeus; e a definição de “Estado judeu” e “Estado árabe” não permitia limpeza étnica, razão pela qual os colonos [não-]judeus a aceitaram imediatamente. Mas, desde então, os colonos e seus descendentes insistem em que, para eles, o “Estado judeu” pode discriminar, mediante leis e políticas, contra, por exemplo, não judeus; e promovem “limpeza étnica”.

A ONU afirmou o direito dos refugiados, de retornar às próprias casas e receberem compensação pelas perdas; Israel recusa-se a cumprir o que a ONU afirmou. Depois que Israel ocupou 22% da Palestina restante, em 1967, e estabeleceu mais colônias nos territórios ocupados, mais resoluções foram aprovadas na ONU, de condenação às violações pelos israelenses, da lei internacional.

Em 1974, a ONU reconheceu a “Organização para a Libertação da Palestina” (OLP) como única representante legítima dos palestinos. Desde então, a ONU várias vezes reiterou o compromisso com as resoluções aprovadas desde 1948, e conclamou Israel a reverter as medidas ilegais implantadas por sucessivos governos israelenses.

Depois dos “Acordos de Oslo” de 1993, a OLP foi marginalizada, e a “Autoridade Palestina” (AP) foi reconhecida como representante dos palestinos da Cisjordânia e de Gaza (mas não dos palestinos habitantes de Jerusalém Leste, embora eles também votassem nas eleições em área da “Autoridade Palestina”).

Depois de 2007, a “Autoridade Palestina” deixou de representar os palestinos de Gaza, que passaram a ser representados pelo “Hamás” eleito. O novo projeto da “Autoridade Palestina” passou a ser estabelecer um miniestado, em território não contínuo na Cisjordânia e sem soberania. Esse projeto logo entrou em dificuldades, porque Israel não interrompeu a [invasão e] colonização ilegal da Cisjordânia (e de Jerusalém Leste). Cessaram as negociações, o que deixou a “Autoridade Palestina” sem qualquer legitimidade ou objetivo final real que explicasse sua existência.

Semana passada, a Assembleia Geral da ONU votou a favor de a Palestina ser admitida como “Estado observador”. Por mais que alguns digam que não, a nova situação mina ainda mais o status da OLP na ONU: a OLP representava todos os palestinos; a Autoridade Palestina só representa os habitantes da Cisjordânia.

O reconhecimento também diminui geograficamente o Estado palestino, que passa, dos 43% da Palestina histórica assegurados pelo plano de partição inicial [pela ONU, em 1947], para menos de 18% do território original (e, provavelmente, para 10%, se se descontarem as anexações, colônias, áreas militares etc.); e reduziu a população palestina, de cerca de 12 milhões, para 2,4 milhões de habitantes da Cisjordânia, 40% dos quais ali vivem como refugiados.

A votação não passa, na essência, de uma atualização do plano de partição de 1947, posto que, agora, a ONU garante aos colonos judeus e seus descendentes 80-90% da Palestina, deixando o restante aos habitantes originários; e há alta probabilidade de o plano, agora reconhecido pela ONU, cancelar o direito de retorno dos refugiados.

Uma pequena minoria de nativos da Cisjordânia (cerca de 1,3 milhões de pessoas), pelos quais a “Autoridade Palestina” diz falar, ganhará da ONU status de “Estado-sob-ocupação”; e os refugiados palestinos que vivem na Cisjordânia (1 milhão de pessoas), além dos 6 milhões de outros refugiados, correm o risco de perder o direito de retorno.

Ao reconhecer um Estado palestino diminuído, o voto da ONU, de fato, abandona a interpretação original da ONU, pela qual “o estado judeu” não teria direito de discriminar e estava impedido de promover limpeza étnica contra não judeus. O novo arranjo abençoa Israel e a leitura israelense do que seja um “estado judeu” e tudo o que essa leitura implica: a saber, a atual, real e existente discriminação, por lei e por políticas; e a limpeza étnica que Israel pratica. Tudo isso passa a ser aceitável. Já quase, na prática, é tudo legal.

A evidência de que a “atualização” tenha acontecido também num 29 de novembro – data do primeiro plano de partição – contribui para demarcar a mesma data como data de repetidas derrotas dos palestinos, que continuam a sofrer sob as leis colonialistas de Israel. A data marca a repetição, também, do crime e da culpa da ONU, que nega outra vez, aos palestinos, seus direitos humanos básicos de não serem expropriados de suas propriedades e de não serem alvo de práticas racistas.

Mas, de garantido, é que os palestinos, cuja maioria não é representada pela “Autoridade Palestina”, não se renderão ao novo plano de partição, como nunca se renderam ao primeiro plano. Os palestinos continuarão a resistir contra o colonialismo israelense, até derrotá-lo, e até que Israel, afinal, se converta em estado para todos os seus cidadãos, todos com direitos iguais e assegurados, independente de nacionalidade, origem étnica ou religião.”

FONTE: escrito por Joseph Massad, no jornal inglês “The Guardian”, sob o título original “The UN vote to recognise Palestine legitimises a racist status quo”. O autor é professor associado de Política Moderna e História Intelectual Árabes, na Columbia University, USA. Artigo traduzido pelo “pessoal da Vila Vudu” e transcrito no blog “Redecastorphoto”  (http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/12/resistencia-palestina-2012-votacao-na.html).
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Unidade em defesa do povo palestino

Por Patrícia Benvenuti, no jornal Brasil de Fato:

O Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino foi marcado por uma grande mobilização pelas ruas de Porto Alegre (RS) nesta quinta-feira (29). A atividade foi a abertura oficial do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que ocorre nesta semana na capital gaúcha.

A marcha saiu do Largo Glênio Peres, no centro, reunindo movimentos sociais e organizações que participam do Fórum temático. A caminhada seguiu pela avenida Borges de Medeiros com destino à Usina do Gasômetro, onde as entidades realizaram um ato em apoio à causa palestina.

Durante o ato, ativistas de diferentes países destacaram a decisão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que concedeu à Palestina nesta quinta-feira o status de Estado observador. Entretanto, frisaram que será necessária muita luta e resistência para garantir que as leis internacionais sejam cumpridas e os direitos do povo palestino, respeitados.

A marcha ganhou a participação de movimentos sociais e sindicais que também realizaram protestos nesta quinta-feira, como a Marcha dos Sem, mobilização que ocorre todos os anos no Rio Grande do Sul, e um protesto de professores da rede estadual de ensino por reajuste salarial.

As atividades do Fórum Social Mundial Palestina Livre ocorrem até sábado (1º) em diversos pontos de Porto Alegre. A programação inclui conferências, oficinas, seminários e diversas ações autogestionadas. Segundo os organizadores, é esperada a participação de cinco a seis mil pessoas, oriundas de 36 países.

Mais informações e a programação do evento estão disponíveis na página oficial do evento, http://wsfpalestine.net/pt-br.
 
Obs. Foto ilustrativa adicionada por este blog.
 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DILMA, LULA E MAHMOUD ABBAS CONFIRMAM PRESENÇA NO FÓRUM MUNDIAL PALESTINA LIVRE


  
 
Chamado à mobilização sindical internacional para o FSM Palestina Livre!

"Sintoniza o teu passo com o do homem livre e bom... E tu que está de pé, dê a mão àquele que se encontra na terra." Poeta Afegão

Companheiros e companheiras,

Fruto do acúmulo das reflexões no interior do Fórum Social Mundial – FSM, o conjunto de organizações e movimentos sociais que dele participam trabalha para organização de uma edição temática do FSM sobre a solidariedade com o Povo Palestino.

Este fórum temático já esta com seu nome definido como o “Fórum Social Mundial Palestina Livre - FSMPL” e, como sede, as organizações elegeram o Município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul Brasil, por seu simbolismo para o movimento altermundista. O evento FSMPL ocorrerá nos dias 28,29 e 30 de novembro e 01 de dezembro, reunindo participantes, organizações, movimentos sociais de todo o mundo em um encontro global pela solidariedade e diálogos pela paz.

Pela primeira vez estaremos reunindo no âmbito do FSM organizações, redes, entidades intelectuais e lideranças políticas para dialogar sobre a grave condição humana na Palestina. O FSMPL se desenvolve no marco do direito internacional, das resoluções da Organização das Nações Unidas e procura estabelecer um momento de reflexão sobre as ações de solidariedade desenvolvidas até o momento.

Já confirmaram presença o ex Presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, a Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, o Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, entre várias autoridades, lideranças intelectuais e uma forte mobilização dos moimentos sociais e de solidariedade com a Palestina no mundo.

O Movimento Sindical Mundial tem longa trajetória de apoio ao povo palestino e uma forte presença sindical no FSMPL será significativo para o sucesso do evento.

Maiores informações poderão ser obtidas na Secretaria do Fórum, por telefone (+55 11 2108-9299) ou por e-mail (secretaria.fspl@gmail.com).

Atenciosamente,


Setembro de 2012.

Vagner Freitas de Moraes – Presidente da CUT

João Antonio Felício – Secretário de Relações Internacionais da CUT

Federação Árabe Palestina do Brasil assina Termo de Compromisso com o Governo Estadual para a realização do Fórum Palestina Livre

 
Governador participa de lançamento do Fórum Palestina Livre

 
Governador conversa com embaixador palestino, Ibrahim Al Zeben, no Fórum Livre  Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini

O Fórum Social Mundial Palestina Livre, evento que ocorre de 28 de novembro a 1º de dezembro, em Porto Alegre, foi lançado nesta segunda-feira (24), no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul, no centro da Capital. O objetivo é reunir pessoas e organizações no apoio à causa palestina, através de conferências e atividades culturais que ocorrerão no centro de Porto Alegre e ao longo da orla do Guaíba.

Ao manifestar apoio à causa e solidariedade aos refugiados palestinos, o governador lembrou que o Brasil defende o reconhecimento do Estado Palestino e o cumprimento dos acordos de Oslo, além de ser contrário à ocupação militar na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. "É necessário que os setores políticos de Israel e da comunidade palestina se unifiquem, para que, com base na tolerância, no respeito à autodeterminação dos povos e ao direito de existência do Estado Palestino, comunguem para uma grande movimentação política, global, para o reconhecimento deste Estado e dos direitos históricos, culturais e sociais do povo palestino", afirmou Tarso.



Mensagens do Governador Tarso e do Embaixador Ibrahim Alzeben
durante a cerimonia de lançamento do FSMPL

Capital sedia Fórum Palestina Livre

 
Embaixador (D) lembrou que restam 22% do território palestino original 
Crédito: arthur puls





quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ministério Público na França investiga suspeita de envenenamento de Yasser Arafat

da Agência Brasil

Yasser Arafat

O Ministério Público de Nanterre, em Paris, na França, abriu hoje (29) um inquérito judicial para investigar a morte de Yasser Arafat, ex-presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em 2004. Há suspeitas de que ele tenha sido envenenado. Os restos mortais de Arafat foram exumados, com autorização da família, levados a Paris para análise de peritos.
 
A investigação ocorre depois que Suha Arafat, viúva do líder, levantou suspeitas sobre a morte do marido. Uma queixa formal foi apresentada em 31 de julho deste ano. Arafat morreu em novembro de 2004, no hospital militar francês Percy de Clamart, perto de Paris.

A queixa de Suha Arafat – também em nome da filha Zahwa – foi apresentada depois da divulgação de um documentário pela televisão Al-Jazeera. No documentário, a emissora informou que um instituto da Suíça localizou uma quantidade elevada de polônio, substância radioativa, em amostras biológicas dos bens pessoais de Arafat. (mais…)

Do Blog do Esmael

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ibrahim al-Zeben: A Palestina agradece o apoio dos brasileiros


Com o objetivo de reforçar o apoio e solidariedade da luta na Palestina, ocorre nesta quinta-feira (16) em Brasília o Seminário Nacional dos Movimentos Populares Sobre a Questão Palestina, com o apoio de dezenas de organizações brasileiras como o Cebrapaz, a CTB, a UNE e a UBES, a Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam) e o Comitê Brasileiro pela Libertação dos Cinco Heróis Cubanos (CL5).

 Joanne Mota, da Rádio Vermelho em São Paulo
Também participam do evento ativistas sociais ligados à causa do povo palestino, como os editores Beto Almeida, da TeleSur e José Reinaldo de Carvalho, do Portal Vermelho, além da presença do embaixador palestino no Brasil, Ibrahim al-Zeben.

Leia também:

Movimentos populares abordam questão palestina em seminário

Emir Mourad descreve situação da Palestina

Em entrevista exclusiva para a Rádio vermelho, o embaixador Ibrahim al-Zeben falou sobre a importância da realização do evento e da gratidão do povo palestino pela solidariedade recebida. “O nosso povo agradece todas as manifestações de solidariedade à justa causa do povo palestino. O seminário vem no momento oportuno, em que ocupantes israelenses intensificam suas ações de colonização na Palestina e sua negativa ao processo de paz entre as duas regiões”, externou o Ibrahim al-Zeben.

Segundo ele, o evento será muito importante, pois está em curso uma visita às Nações Unidas para reivindicar espaço nesta organização internacional. Além disso, o embaixador explicou que a realização do Seminário vem como um estágio preparativo para oFórum Social Mundial Palestina Livre, que acontecerá de 28 de novembro a 1º de dezembro, em Porto Alegre.

Ibrahim al-Zeben também falou sobre a influência da cobertura da mídia em relação à questão Palestina. “A mídia realiza uma cobertura deficiente, quando não tergiversada sobre a realidade do conflito. Essa postura constrói um ideia sobre o povo palestino e não informa que quem ocupa o território são os israelenses, que muitas vezes são colocados como vítimas. E lamentavelmente somos muitas vezes agredidos pela imprensa internacional”, externou.

Sobre o avanço do imperialismo no Oriente Médio, o embaixador falou que esta investida “é uma campanha integrada e global, na qual as nações imperialistas lutam para preservar seus interesses e ampliar sua hegemonia”.

Acompanhe a entrevista na íntegra: Clique AQUI
 
Destaques do Vermelho: Entrevista com Ibrahim al-Zeben
 
Do Vermelho

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Movimentos populares abordam questão palestina em seminário

Movimentos populares abordam questão palestina
Será realizado nesta quinta-feira (16) em Brasília o Seminário Nacional dos Movimentos Populares Sobre a Questão Palestina, com o apoio de dezenas de organizações brasileiras como o Cebrapaz, a CTB, a UNE e a UBES, a Confederação Nacional de Associações de Moradores (Conam) e o Comitê Brasileiro pela Libertação dos Cinco Heróis Cubanos (CL5).

Além do apoio dessas organizações, o Seminário contará com a participação de vários ativistas sociais ligados à causa do povo palestino, como os editores Beto Almeida, da TeleSur e José Reinaldo de Carvalho, do Portal Vermelho, além da presença do embaixador palestino no Brasil, Ibrahim al-Zeben.

O evento será realizado em Brasília, das 14 às 19 horas no auditório do Sindicato dos Bancários de Brasília, localizado na Asa Sul, quadra 314/315.

Leia abaixo a programação do Seminário:

Seminário Nacional dos Movimentos Populares Sobre a Questão Palestina
Quinta-feira, 16 de agosto, no Distrito Federal.

PROGRAMAÇÃO

14 às 15 horas – Exibição do DVD sobre o Seminário de 2011 – Palestina Livre.
15 às 15h40 – Abertura Oficial. Composição da Mesa Diretora. Informes Gerais. Saudação do Reitor da UDF e da professora Maria Valéria, da Unipop. Exposição do jornalista Beto Almeida e exibição do Clipe sobre a luta do povo palestino.

15h40 às 16 horas – Palestra – A Palestina e a Conjuntura Política Mundial, com o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim al-Zeben.

16 às 16h20 – Palestra – A Palestina e a Solidariedade Internacional, com embaixador do Irã no Brasil, Mohammad Ali Ghanezadeg Ezabadi. 

16h20 às 16h30 – Exibição de Clipe-Documentário sobre a Palestina;

16h30 às 16h45 – Palestra – A Questão Palestina e o Sionismo na Mídia Internacional, com o jornalista José Reinaldo de Carvalho, do Portal Vermelho;

16h45 às 17 horas – Palestra – a Questão Palestina no Direito Internacional, com o professor Fábio Duval da UCB - Universidade Católica de Brasília.

17 às 17h30 – Palestra – A Questão Árabe-Palestina, a Geopolítica do Oriente Médio e a situação Religiosa de Jerusalém como Capital das três religiões, com a professora Beatriz Bissio, da UFRJ; Universidade Federal do Rio de Janeiro.

17h30 às 18 horas – Tribuna Livre, com espaço destinado aos representantes do Corpo Diplomático, partidos políticos, Movimentos Sociais e participantes do evento em geral.

18 à 18h15 – Entrega dos certificados aos participantes; leitura e deliberação do Documento Final do Encontro com distribuição á imprensa. Informes Finais e encerramento.

18h15 às 19 horas – Coffee Break. Confraternização da Comunidade árabe-palestina-brasileira e visita a exposição de fotos, cartazes e posteres/bunners, lançamento de livros e DVDs (Filmes e Documentários) sobre a Palestina.

APOIO:

CMP- Conselho Mundial da Paz;

CMS-Coordenação dos Movimentos Sociais;

MST- Movimento dos Sem-Terra;

IA- Instituto de Autonomia e Solidariedade aos Povos;

CEBRAPAZ - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz;

Centrais Sindicais- CUT – CTB – CGTB – NCST- UGT e Força Sindical.;

Sociedade Palestina de Brasília;

Comitês de Solidariedade com o Povo Palestino.

TV Cidade Livre de Brasília;

JSF- Justiça Sem Fronteiras;

Memorial CHE Guevara;

Instituto João Goulart - IJG;

REDE- Rede Democrática;

UNE- União Nacional dos Estudantes;

UBES- União Brasileira dos Estudantes Secundaristas;

AMNMF; Associação Médica Nacional Maria Fachini;

CMP- Central de Movimentos Populares;

CDRI- Comitê de Defesa da Revolução Internacionalista;

CONAM- Confederação Nacional de Associações de Moradores;

CL5; Comitê Brasileiro pela Libertação dos Cinco Heróis Cubanos

RECID - Rede Educação Cidadã

Do Portal Vermelho

domingo, 12 de agosto de 2012

Povos sem pátria

 
Dentre povos sem pátria, os curdos, um grupo de cerca de 36 milhões de pessoas que se espalha pelo leste da Turquia, norte da Síria e do Iraque e noroeste do Irã, são os maiores. Até o início do século 20, os curdos pouco se importavam em ter um país, levando uma vida de pastores itinerantes de cabras e ovelhas e tendo como principal elemento de identidade sua organização social, baseada na lealdade aos clãs. Porém, o maior controle das fronteiras nacionais após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) impediu o livre deslocamento de seus rebanhos e forçou a maioria dos curdos a estabelecer-se em aldeias fixas e adotar a agricultura, fazendo surgir o nacionalismo e a luta pela criação de uma nação própria, projeto duramente reprimido pelos governos da Turquia e dos países vizinhos. Mas conseguir o próprio país não é aspiração exclusiva dos curdos. Ela faz parte das reivindicações de vários outros povos - grupos de indivíduos que são originários de uma mesma região, falam o mesmo idioma e têm costumes, hábitos, história, tradições e cultura em comum. Em geral esses povos não possuem hoje o próprio país por serem minorias étnicas na área que habitam, sendo submetidos a poderosas forças políticas ou militares, que representam interesses contrários à sua autonomia.
 
Os seis maiores povos sem nação totalizam 56 milhões de pessoas

1. Curdos
POPULAÇÃO - 36 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 191 mil km2 (equivalente ao Paraná)
QUEM SÃO - Descendentes de tribos nômades que viviam ha 3 mil anos nas montanhas do que são hoje Turquia, Irã e Iraque. Apesar de ocuparem por séculos a mesma região, nunca tiveram um pais, mantendo-se sob domínio político e militar de outros povos.
 
SITUAÇÃO ATUAL - Na Turquia, onde vive a maioria do povo curdo, seu idioma é proibido e cerca de 10 mil deles estão presos por motivos políticos. Na década de 1990, milhares de curdos foram mortos por armas químicas lançadas pelo ex-ditador Saddam Hussein no Iraque. Apos a queda dele, a situação do povo no país melhorou.
 
2. Tibetanos
POPULAÇÃO - 6,2 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 1,2 milhão de km2 (equivale ao Pará)
QUEM SÃO - Descendentes de pastores que vivem na região noroeste do que e hoje à China há 2 200 anos, os tibetanos costumavam viver numa sociedade semifeudal dominada pela classe de sacerdotes budistas. Desde o século 13, o povo sofre a dominação de outros inimigos. Em 1990, o Tibério foi invadido pela China, sendo ocupado e anexado em seguida. Para contrabalançar a demografia da região, o governo de Pequim enviou mais de 6 milhões de chineses para viver no Tibete.
 
SITUAÇÃO ATUAL - A china continua a reprimir as atividades políticas e religiosas e região, que tem passado por rebeliões esporádicas, sempre duramente combatidas por Pequim.
 
3. Palestinos
POPULAÇÃO - 5,3 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 6 mil km2 (equivale ao Distrito Federal)
QUEM SÃO - Os palestinos são descendentes dos filisteus, povo que chegou ao Oriente Médio há 14 mil anos, época em que explodiram os primeiros confrontos com israelitas, que também habitavam a região. Submetidas ao Império Otomano e depois pelos britânicos, os palestinos perderam a chance da independência em 1948: com a de Israel, boa parte de seu território foi ocupado pelo novo país.
 
SITUAÇÃO ATUAL - Em 1994 foi estabelecida a Autoridade Palestina, um governo semi-autônomo que obteve controle sobre partes do antigo território. Os palestinos moderados defendem a ampliação da autonomia e a convivência com os israelenses. Os radicais exigem a destruição de Israel.
 
4. Ciganos
POPULAÇÃO - 5 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - Nenhum
QUEM SÃO - Originário do norte da Índia, de onde saíram por volta do século 11, os ciganos espalharam-se pelo mundo. Hoje, habitam praticamente todos os país do Ocidente. Nômades sem reivindicação territorial, eles têm sido vitimas de preconceito cultural, repressão política e até mesmo campanhas de extermínio. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) os nazistas mataram pelo menos 400 mil deles.
 
SITUAÇÃO ATUAL - Resistindo a integrar-se à sociedade, eles procuram manter seus costumes nômades tradicionais. As perseguições são coisa do passado na maior parte do mundo. O preconceito cultural e a discriminação não.
 
5. Bascos
POPULAÇÃO - 2,1 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 234 km² (1,2 vez o território do Distrito Federal)
QUEM SÃO - A tribo dos Vascones antepassados dos bascos atuais, vivia em áreas que hoje fazem parte da Espanha e da França há pelo menos 2 mil anos. Depois de resistir a diversas invasões estrangeiras, eles foram incorporados em sua maioria ao território espanhol e, no século 20, sofreram intensas perseguições durante o governo do ditador Francisco franco, a quem se opuseram inclusive com luta armada
 
SITUAÇÃO ATUAL - Após a morte de Franco e a redemogratização da Espanha, na década de 1970, os bastos obtiveram mais liberdade e certa autonomia política. Mas isso não apaziguou os movimentos separatistas mais radicais, que continuam com seus atentados.
 
6. Chechenos
POPULAÇÃO - 1,2 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 15 800 km2 (três vezes o território do Distrito Federal)
QUEM SÃO - Em sua maioria muçulmanos os chechenos originam-se de tribos que vivem há séculos nas montanhas da região do Cáucaso. Entre as décadas de 1830 e 1850, eles opuseram feroz resistência armada às conquista que a Rússia fazia naquela área. Como fim da União Soviética, em 1991, a região virou república independente. Mas, em dezembro de 1994, a Rússia invadiu a Chechênia, causando uma guerra com cerca de 100 mil mortes.
 
SITUAÇÃO ATUAL - As tropas russas têm controle das principais cidades. Mas a rebelião contra sua presença prossegue com atentados e violência.
Roberto Navarro