
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve variação de 0,43% em abril, superior à taxa de 0,25% de março. O acumulado no ano foi de 1,87%, bem abaixo do resultado de igual período de 2011 (3,14%). Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 5,25%, também abaixo dos 12 meses anteriores (5,61%). Em abril de 2011, a taxa havia ficado em 0,77%. Os dados completos do IPCA-15 podem ser acessados na página
Os grupos habitação (de 0,44% em março para 0,75% em abril) e despesas pessoais (de 0,60% para 1,43%) foram os principais responsáveis pela aceleração no ritmo de crescimento do IPCA-15 de março para abril. Juntos, responderam por 58% do índice no mês, com impacto de 0,25 ponto percentual, sendo 0,14 ponto relativo às despesas pessoais e 0,11 à habitação.
Em despesas pessoais, os destaques foram cigarro (de 0,00% para 5,56%), cujos preços foram reajustados 25% em média a partir de 6 de abril, e empregado doméstico (de 1,38% para 1,87%), o maior impacto individual no mês (0,07 ponto percentual). Cabeleireiro (de 0,23% para 1,86%) e manicure (de 0,23% para 1,29%) também pressionaram o resultado.
Em habitação, a pressão veio de aluguel residencial (de 0,45% para 0,82%), condomínio (de 0,48% para 1,01%), mão de obra para pequenos reparos (de 1,03% para 1,31%), artigos de limpeza (de 0,46% para 0,95%), água e esgoto (de 0,19% para 1,60%). A alta nas contas de água e esgoto foi decorrente do reajuste de 11,17% em Brasília, vigente desde 1º de março, além do aumento de 16,50% ocorrido em Curitiba a partir de 21 de março.
Já a alta nos medicamentos (de 0,47% para 0,48%) se deu em razão do reajuste ocorrido a partir de 31 de março. Subiram, também no grupo saúde e cuidados pessoais (de 0,54% para 0,62%), os serviços médicos e dentários (de 0,79% para 1,30%) e os serviços laboratoriais e hospitalares (de 0,36% para 0,81%).
Comunicação passou de –0,49% para 0,24% em virtude das ligações de fixo para móvel terem voltado ao valor anterior, eliminando a redução de 10,78%, concedida pela Anatel em 24 de fevereiro. Isto se deu por causa da concessão de uma liminar, em março, a uma das operadoras.
Os artigos de vestuário voltaram a subir, passando de 0,16% para 0,49%, assim como os alimentos, que foram de 0,22% para 0,31% em razão, principalmente, dos altos preços do feijão carioca (de 0,81% para 6,74%), pescados (de 1,67% para 3,73%), ovo (de 1,88% para 3,36%), óleo de soja (de 0,82% para 2,66%), refeição fora (de 0,06% para 0,67%) e leite longa vida (de –0,15% para 0,45%). Em queda, o destaque foi o item carnes (de –1,57% para –1,59%), apresentando o mais intenso impacto para baixo: -0,04 ponto percentual.
A taxa de variação de preços dos produtos não alimentícios subiu de 0,26% para 0,47%. A seguir, os resultados de todos os grupos de produtos e serviços pesquisados:

Dentre os índices regionais, o maior foi o do Rio de Janeiro (0,65%) em virtude do item empregado doméstico (7,37%). O menor foi o de Salvador (0,09%) sob influência dos alimentos consumidos no domicílio (-0,16%). A seguir, a tabela com os resultados por região:

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 15 de março a 13 de abril de 2012 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 11 de fevereiro a 14 de março de 2012 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços.
Do IBGE
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