Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador petista Agnelo Queiroz (DF), autorizou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e a de seus filhos. A autorização deu-se em depoimento que prestou nesta quinta-feira (28) aos integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Caso Cachoeira, na condição de testemunha.
Cláudio Monteiro cobrou da CPMI provas do envolvimento dele com o contraventor Carlos de Almeida Ramos, o Carlos Cachoeira. “Cadê o rádio? Cadê a Propina? Onde está o tráfico de influência? Preciso de respostas a essas perguntas”, disse. Ele apresentou também uma relação da Serasa que comprova a divida contraída pelos seus filhos com a construção de um prédio no conjunto habitacional Vicente Pires. Reportagens apontaram os filhos do ex-chefe de gabinete como sendo “laranja” dele.
O deputado oposicionista Carlos Sampaio (PSDB-SP) rendeu-se ao depoimento. Disse na sua intervenção que Cláudio Monteiro poderia sair da reunião “de cabeça erguida”. De acordo com o tucano, o depoimento “foi convincente”.
O deputado Paulo Tadeu (PT-DF) fez questão de ressaltar a atitude da oposição que reconheceu a contundência do depoimento do ex-chefe de gabinete do governador Agnelo. “O deputado Carlos Sampaio é muito duro em suas posições mas, hoje, teve um comportamento elogiável. Quero parabenizá-lo pela postura honesta e corajosa que ele teve”, observou.
O relator da comissão Odair Cunha (PT-MG) disse que o depoimento foi importante porque contribui com o trabalho da CPMI.
“Cláudio Monteiro ex-chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz contribui com o processo de investigação à medida que vem à comissão dar sua versão sobre os fatos. Fica evidente que ele não tinha o aparelho Nextel que fazia ponte com a organização criminosa. Ele mostrou que a incursão da organização criminosa, no governo do Distrito Federal, não teve sucesso”, avaliou Odair.
“Cláudio Monteiro ex-chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz contribui com o processo de investigação à medida que vem à comissão dar sua versão sobre os fatos. Fica evidente que ele não tinha o aparelho Nextel que fazia ponte com a organização criminosa. Ele mostrou que a incursão da organização criminosa, no governo do Distrito Federal, não teve sucesso”, avaliou Odair.
Paralelo - De acordo com Odair Cunha o depoimento traça um paralelo entre os depoentes ligados ao governador do DF e o governo de Goiás. Segundo o relator, esse paralelo é estabelecido a partir do depoimento de Cláudio Monteiro que foi chefe de gabinete do governador Agnelo e Eliane Pinheiro, que foi chefe de gabinete do governador tucano Marconi Perillo.
“Cláudio Monteiro veio, falou e mostrou a sua indignação. A Eliane Pinheiro veio e não falou. Cláudio monteiro não recebeu rádio Nextel, principal vínculo com a organização criminosa. Eliane recebeu e há interceptações telefônicas com a voz dela no número que lhe pertencia . Esses paralelos são importantes e revelam o diferencial de envolvimento com a organização criminosa em cada aparelho de Estado”, disse Odair.
Áudios - Reportagem veiculada em órgão de imprensa traz novos áudios que corroboram com o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni que diz que quem pagou a casa de propriedade de Perillo foi o contraventor Carlos Cachoeira.
“A história sobre a casa está bem elucidada, tanto do ponto de vista de quem comprou como as relações que se estabelecem com a venda dessa casa. Os novos áudios só confirmam, ainda mais, a versão que buscamos provar”, concluiu Odair Cunha.
Benildes Rodrigues
Do Blog da Bê

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