A blogosfera cubana repercute hoje a ameaça de morte sofrida por René González, um dos conhecidos Cinco Heróis Cubanos.
René, depois de passar 13 anos na prisão, em 2011, foi colocado em uma espécie de liberdade condicional por outros 03 anos, o que lhe proíbe de sair do território estadunidense.
A ameaça ocorreu há dois dias, em programa de uma rádio de Miami, comandado pelo jornalista Edmundo García.
No programa se discutia o novo pedido feito pelo advogado de René, Philip R. Horowitz, à juíza do caso, Joan Lenard, para que fosse modificado o tempo final da liberdade condicional, sendo que com a renúncia da cidadania estadunidense, René pudesse retornar definitivamente para Cuba.
Como Edmundo Garcia narra em seu texto reproduzido na blogosfera da Ilha, o programa abriu espaço para a intervenção dos ouvintes, sendo-lhes perguntado qual a opinião sobre o assunto: se René deferia ou não retornar para Cuba.
De 25 chamadas, 07 não se posicionaram; 16 foram a favor da libertação total de René; 02 contra, opinando que deveria finalizar o tempo da prisão condicional; e 01, a mais séria de todas, com a explícita ameaça a integridade física de René:
OUVINTE:
- Que fique, eu quero que ele fique, e quanto mais sofrimento ele a família tenham, melhor para nós, que fique.
EDMUNDO GARCIA:
- Ah, e que quando ele deixou de viver nos Estados Unidos pode...
OUVINTE:
- Ele não vai ficar, ele não vai ficar. Olha o que aconteceu a Airline Brokers. Pode acontecer com ele também, igualzinho.
EDMUNDO GARCIA:
- Ah, ah, como é interessante…
OUVINTE:
- Ele não é tonto, ele conhece…
EDMUNDO GARCIA:
- Você está reconhecendo que haveria a intenção de fazer-lhe mal?
OUVINTE:
- É claro e com prazer, é claro…
EDMUNDO GARCIA:
- Você acabou de dizer que estariam disposto a assassiná-lo, não?
OUVINTE:
- Que lhe modifiquem a saúde! Que ocorra o que tem que ocorrer… Todo mundo sabe disto.
EDMUNDO GARCIA:
- Você disse que há pessoas aqui que querem ferir-lho e matá-lo?
OUVINTE:
- Claro, claro…
Edmundo Garcia, em seu texto, assinala a covardia do ouvinte anônimo, que evitou a palavra assassinato, utilizando do eufemismo "mudar a saúde" e menciona, ainda, outras manifestações dos direitistas de Miami, contra a libertação de René.
Informou, ainda, que mandou cópia do relato, ao advogado de René, para providências.
O fato só demonstra que o ódio da máfia cubano-americana, contra qualquer um que defenda ou represente a Revolução, não tem limites, sendo o assassinato assumido como uma alternativa plausível.
Do Solidários

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