A China se opôs nesta segunda-feira à iniciativa de países europoeus na ONU (Organizaçaõ das Nações Unidas) que busca autorizar o desbloqueio de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões) dos fundos do ditador Muammar Gaddafi para auxiliar os rebeldes líbios.
Na semana passada, Washington ameaçou colocar outra proposta, de US$ 1,5 bilhão, à votação no Conselho de Segurança das Nações Unidas caso a África do Sul não concordasse com a medida.
O desbloqueio de ativos foi autorizado sem votação após os sul-africanos cederem e entrarem em acordo com os americanos.
A delegação chinesa na ONU disse que prefere aguardar a avaliação do governo em Pequim antes de emitir um parecer à solicitação defendida por França, Reino Unido e Alemanha. Os três países argumentam que o dinheiro é essencial para fornecer ajuda aos rebeldes.
Os fundos em questão pertencem ao regime de Gaddafi e foram congelados no dia 26 de fevereiro, quando as Nações Unidas aprovaram um pacote de sanções contra a Líbia.
Desde então, estes ativos do ditador em diferentes países encontram-se bloqueados e somente o comitê especial de sanções à Líbia no Conselho de Segurança podem autorizar a liberação dos recursos.
EUA X ÁFRICA DO SUL
Na quinta-feira (25), os Estados Unidos e a África do Sul chegaram a um acordo de última hora, permitindo a liberação de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 2,4 bilhões) de bens congelados do regime de Muammar Gaddafi como ajuda financeira aos rebeldes líbios. A decisão evitou que o assunto fosse votado pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).
"Há um acordo, não haverá votação e o dinheiro será desbloqueado", disse inicialmente à agência de notícias France Presse um diplomata próximo das negociações.
Mais tarde, os EUA confirmaram a decisão. "A África do Sul aceitou retirar seu bloqueio à medida. Estamos muito satisfeitos, já que todos os membros do Conselho reconhecem agora a importância de ajudar o povo líbio", disse a embaixadora adjunta dos EUA na ONU, Rosemary DiCarlo.
Os recursos encontram-se nas mãos dos Estados Unidos, que querem enviar US$ 500 milhões a grupos humanitários internacionais, US$ 500 milhões para o CNT para pagar salários e serviços essenciais, e os US$ 500 milhões restantes a um fundo de reserva internacional para pagar por combustível e outros ativos de emergência.
A África do Sul vinha se opondo à medida de desbloqueio dos ativos líbios no comitê de sanções das Nações Unidas durante mais de duas semanas, argumentando que canalizar o dinheiro através do governo rebelde implicaria reconhecer o Conselho Nacional de Transição (CNT).
Nem a África do Sul nem a União Africana reconheceram ainda o governo da oposição líbia, cujos partidários tomaram grande parte de Trípoli no que pode ser a cartada final contra o regime de Muammar Gaddafi.

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