Guerrilheiro Virtual

sábado, 19 de novembro de 2011

O Maksoud do Henry

O dono, força do credo, matou sua obra prima. O festejado hotel dos bem possuídos, propagandista do neoliberalismo não sobreviveu às regras do seu deus mercado. E do trabalho escravo. Aliás, a revista Visão, também já falecida, de quem a Veja herdou o brunch, era também típica de uma mente míope e autista.

Avaliado em R$ 140 milhões, Hotel Maksoud Plaza vai a leilão
 
 
Ícone do glamour paulistano na década de 1980, o Hotel Maksoud Plaza foi mandado a leilão pela Justiça do Trabalho para pagamento de dívidas trabalhistas. Famoso por ter hospedado autoridades, celebridades e socialites brasileiras e estrangeiras, o imóvel é avaliado em R$ 140 milhões.
 
Situado a uma quadra da Avenida Paulista, o empreendimento teve o leilão marcado para a segunda semana de dezembro pelo TRT de São Paulo. Apesar de o hotel sustentar que já fez um depósito para pagamento da dívida, o TST informou que ainda não há decisão judicial sobre a suspensão e o leilão está mantido. Ainda precisa ser avaliado, por exemplo, se o valor depositado cobre toda a dívida. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de sexta (18), em matéria assinada pela jornalista Mariângela Gallucci.
 
Tradicionalmente, a Justiça do Trabalho tenta vender imóveis, como o Maksoud, em leilões. Se o empreendimento não é arrematado na primeira oferta, novos leilões são realizados. A Maternidade São Paulo, também na região da Paulista, só foi vendida depois de mais de dez tentativas.
 
O Maksoud já chegou a ir a leilão em 2008. Quase 400 pessoas lotaram o auditório do Fórum Rui Barbosa, na zona oeste de São Paulo, mas não houve interessados no cinco-estrelas. Na ocasião, o leiloeiro apresentou o imóvel de 7,3 mil m² e 22 pavimentos, mas ninguém ofereceu o lance mínimo de R$ 47,5 milhões.
 
Henry Maksoud
Para o TRT-2, um dos motivos que podem ter afastado os compradores é o fato de os proprietários do imóvel terem entrado com uma liminar na Justiça para suspender os efeitos do leilão – ou seja, corria-se o risco de conseguir arrematar o bem, mas não poder usá-lo.
 
O empresário Henry Maksoud disse na época que "todo o processo que levou a esse leilão estava
 
prenhe de ilegalidades". Procurada ontem, sua assessoria confirmou o depósito judicial.
 
Até ontem era possível fazer reserva para hospedagem no Maksoud em dezembro – as diárias variavam de cerca de R$ 500 a aproximadamente R$ 2 mil. Além de hospedar pessoas famosas, o Maksoud sempre foi frequentado nos fins de semana por famílias endinheiradas que participavam do famoso brunch. O café da manhã do hotel ainda atrai as classes média e alta da cidade.
 
Do Ficha Corrida

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