O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o vice-primeiro-ministro israelense, Shaul Mofaz, se encontrarão neste domingo em Jericó, na Cisjordânia, confirmou nesta quinta-feira (28) o negociador palestino Saeb Erekat.
A declaração foi feita à rádio Voz da Palestina, dias depois da imprensa israelense antecipar sobre a possível realização do encontro, que não tinha sido confirmado por nenhuma fonte oficial.
O movimento islamita Hamas pediu que Abbas não se encontre com o vice-primeiro-ministro israelense. O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami abu Zuhri, declarou em comunicado de imprensa que o encontro significa uma submissão aos interesses de Israel e opinou que a "Autoridade Nacional Palestina prefere a via dos assentamentos e das conversas".
O Hamas não reconhece Israel e rejeita qualquer negociação com o país, a não ser questões referentes ao dia a dia da população de Gaza. O grupo tomou pela força o controle da faixa em junho de 2007 após confronto com as forças leais ao presidente palestino.
"Pedimos que Abbas se arrependa de celebrar o encontro que dá à ocupação de Israel a oportunidade de cometer mais crimes contra nosso povo", acrescentou Abu Zuhri. O porta-voz do Hamas disse que em lugar de manter encontros com os israelenses, "Abbas deveria dar uma opção à reconciliação palestina".
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), segunda formação de peso na Organização para a Libertação da Palestina (OLP) após o partido Fatah, liderado por Abbas, afirmou em nota de imprensa que a reunião "serve aos interesses de Israel e nunca aos nossos".
Mofaz solicita uma reunião com Abbas desde que em maio o seu partido, o Kadima, conseguiu formar a maior coalizão da história de Israel, com 94 dos 120 deputados.
Os palestinos deixaram as negociações em outubro de 2010, após apenas três semanas de conversas, quando Israel rejeitou prorrogar uma moratória parcial da construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia (Jerusalém Oriental ficava excluída da medida), uma prática condenada pela comunidade internacional.
Nesse breve período, Abbas e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reuniram-se em três ocasiões: em Washington, junto com o presidente dos EUA, Barack Obama, no Egito e em Jerusalém.
Netanyahu argumentou que está disposto a retomar o diálogo em qualquer ocasião e sem condições prévias, enquanto os palestinos insistem em que sem o fim da construção de assentamentos não faz sentido retomá-lo.
Com Efe
Do Portal Vermelho
A declaração foi feita à rádio Voz da Palestina, dias depois da imprensa israelense antecipar sobre a possível realização do encontro, que não tinha sido confirmado por nenhuma fonte oficial.
O movimento islamita Hamas pediu que Abbas não se encontre com o vice-primeiro-ministro israelense. O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami abu Zuhri, declarou em comunicado de imprensa que o encontro significa uma submissão aos interesses de Israel e opinou que a "Autoridade Nacional Palestina prefere a via dos assentamentos e das conversas".
O Hamas não reconhece Israel e rejeita qualquer negociação com o país, a não ser questões referentes ao dia a dia da população de Gaza. O grupo tomou pela força o controle da faixa em junho de 2007 após confronto com as forças leais ao presidente palestino.
"Pedimos que Abbas se arrependa de celebrar o encontro que dá à ocupação de Israel a oportunidade de cometer mais crimes contra nosso povo", acrescentou Abu Zuhri. O porta-voz do Hamas disse que em lugar de manter encontros com os israelenses, "Abbas deveria dar uma opção à reconciliação palestina".
A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), segunda formação de peso na Organização para a Libertação da Palestina (OLP) após o partido Fatah, liderado por Abbas, afirmou em nota de imprensa que a reunião "serve aos interesses de Israel e nunca aos nossos".
Mofaz solicita uma reunião com Abbas desde que em maio o seu partido, o Kadima, conseguiu formar a maior coalizão da história de Israel, com 94 dos 120 deputados.
Os palestinos deixaram as negociações em outubro de 2010, após apenas três semanas de conversas, quando Israel rejeitou prorrogar uma moratória parcial da construção dos assentamentos judaicos na Cisjordânia (Jerusalém Oriental ficava excluída da medida), uma prática condenada pela comunidade internacional.
Nesse breve período, Abbas e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reuniram-se em três ocasiões: em Washington, junto com o presidente dos EUA, Barack Obama, no Egito e em Jerusalém.
Netanyahu argumentou que está disposto a retomar o diálogo em qualquer ocasião e sem condições prévias, enquanto os palestinos insistem em que sem o fim da construção de assentamentos não faz sentido retomá-lo.
Com Efe
Do Portal Vermelho
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