Minutos antes de dizer que não se meteria na política local, pastor
Silas Malafaia teria recomendado aos líderes das igrejas Assembleia de
Deus e Restauração a não apoiarem as candidaturas de Vanessa Grazziotin
(PCdoB) e do ex-senador Artur Virgílio (PSDB), que encabeçam as
pesquisas eleitorais em Manaus; O que está por trás da conquista do voto
religioso?
247 - Pouco depois da Assembleia de Deus oficializar
o seu apoio à candidatura de Vanessa Grazziotin (PCdoB), a disputa pelo
chamado voto evangélico ganha novos contornos na disputa pela
prefeitura da capital amazonense. Uma conversa entre o pastor e
vice-presidente do Conselho dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb),
Silas Malafaia, e lideranças religiosas amanuenses foi flagrada pelo
jornal A Crítica. Na ocasião, Malafaia recomendou aos líderes das
igrejas Assembleia de Deus e da Restauração a não apoiarem os dois
prefeituráveis que lideram as pesquisas de intenção de voto em Manaus: a
senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e o ex-senador Artur Virgílio
(PSDB).
Segundo matéria publicada pelo jornal, as razões para a Malafaia não querer que os evangélicos apoiem as duas candidaturas parece ser uma só: falta de prestígio. “A Vanessa tem atuação contra a gente lá no Senado, nos ajuda pouco. Não podemos esperar por ela aqui”. Sobre Arthur Virgílio a explicação segue a mesma linha.
Segundo matéria publicada pelo jornal, as razões para a Malafaia não querer que os evangélicos apoiem as duas candidaturas parece ser uma só: falta de prestígio. “A Vanessa tem atuação contra a gente lá no Senado, nos ajuda pouco. Não podemos esperar por ela aqui”. Sobre Arthur Virgílio a explicação segue a mesma linha.
Depois explicou o porquê de não apoiar Artur: “Quando ele concorria
nas eleições ao Senado liguei para ele umas cinco vezes. Pedi que os
meus assessores procurassem o número dele para ligar e dizer que apoiava
as ideias dele, mas ele nunca me atendeu nem retornou as ligações e
veja só no que deu, perdeu a vaga lá (no Senado)”, teria dito aos
líderes evangélicos Jonatas Câmara e Renê Terra Nova. O “conselho” teria
sido repassado minutos antes de um ato que reuniu cerca de 1,2 mil
pastores de cerca de 50 congregações na capital. Na ocasião, Malafaia
teria dito à plateia que não se meteria na política de Manaus.
Na nota, o pastor garante não ter dado nenhum tipo de orientação
política para Jonatas Câmara e Renê Terra Nova. Ele disse apenas ter
buscado informações sobre a campanha por não ter pleno conhecimento da
situação política na capital. Ela afirmou, ainda, não abrir mãos,
enquanto cidadão, amparado pela Constituição de ter privacidade. “Expor
uma conversa entre amigos é uma afronta e uma tentativa de violar o meu
direito de conversar o que quiser com qualquer pessoa”. Para fechar a
nota, ele também diz lamentar que uma “jornalista bisbilhoteira, que
não estava participando da conversa, venha expor pessoas no afã de
produzir notícia, sem compromisso com a verdade”.
Evangélicos
O voto evangélico é visto atualmente como algo detentor de um
fenômeno capaz de mudar o rumo de qualquer eleição. Somente em Manaus,
mais de 208 mil eleitores, segundo o censo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, declaram-se como fiéis da Assembleia de Deus.
Em todo o Brasil, os evangélicos são a comunidade religiosa que mais
cresce, representando hoje, 22,2% da população, com 42,3 milhões de
devotos. A religião fica atrás apenas do catolicismo, com 123,3 milhões
de fiéis em 2010, cerca de 64,6% dos brasileiros. Este potencial ajuda a
explicar porque durante as eleições, políticos e igrejas continuarão
fazendo do discurso religioso um importante instrumento para captação de
votos.
Do Brasil247
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