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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Alckmin desafia Aécio e diz ser também presidenciável

Alckmin desafia Aécio e diz ser também presidenciável
Governador de São Paulo, que concorreu em 2006 e perdeu, se coloca como alternativa ao senador mineiro no PSDB; ele defendeu um processo aberto, com prévias entre os filiados. 

247 – Pela primeira vez, desde a sua tentativa frustrada de chegar à presidência da República, em 2006, o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, voltou a se colocar como uma alternativa do PSDB, à sucessão presidencial, em 2014. Até agora, o senador mineiro Aécio Neves vinha correndo sozinho na avenida tucana. “Eu vejo com simpatia, com boa possibilidade para a eleição presidencial”, disse o governador paulista ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, referindo-se à inclusão do seu nome no rol dos presidenciáveis.

O cenário com o qual o PSDB vinha trabalhando previa a eleição de José Serra como prefeito de São Paulo, onde permaneceria por quatro anos, e a cessão da vez ao senador mineiro. No entanto, Aécio não tem conseguido empolgar e também enfrenta resistências no PSDB de São Paulo.

De todo modo, qualquer que seja o quadro, qualquer candidato tucano terá que se deparar com um amplo favoritismo petista. Uma pesquisa recente da Confederação Nacional do Transporte apontou que Luiz Inácio Lula da Silva teria 69% dos votos, se concorresse à presidência em 2014, enquanto Dilma Rousseff largaria com 59%. Nos dois cenários, Aécio teria pouco mais de 10%.
Ao falar sobre sua indicação como presidenciável, Alckmin citou o nome do ex-presidente Rodrigues Alves, que governou entre 1902 e 1906 e com quem ele se identifica. Ele mencionou ainda os nomes dos governadores do Paraná e de Minas Gerais. “Ou nós trazemos o quadro do Rodrigues Alves, ou nós temos aí o Beto Richa ou o professor Anastasia”, disse Alckmin, falando sobre um quadro em que Aécio não se viabilizaria internamente.

Brasil247

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