Guerrilheiro Virtual

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ideb 2011 consagra o Brizolão

Está aí, viva, a Obra de Brizola. Quem definha, deslocada, é a Globo.

"A solução é o Brizolão , minha jovem". (Reparem na bolsa dela ... Que chic !)

Saiu no Globo:

O Rio tem duas escolas entre as cinco melhores do Brasil, nos anos iniciais do ensino fundamental. As duas são da rede municipal. O Ciep Glauber Rocha, na Pavuna, ficou em terceiro lugar no país com o Ideb 8,5. A escola atende à crianças das comunidades Quitanda, Pedreira e Lagartixa. Se hoje o colégio apresenta índices de excelência, nem sempre foi assim.

A diretora da unidade, Ioliris Paes Alves, está há 17 anos no comando da escola. Quando ela começou o trabalho, o colégio era alvo de arrombamentos constantes.

— Já levaram até as panelas da merenda, mas fui atrás e recuperarmos. Nossas principais bandeiras são trazer os pais para a escola, incentivar a leitura e fazer reforço escolar — diz, destacando que não houve ações revolucionárias, mas pequenas ações que fazem a diferença.

Para ela, deve-se dar atenção não só a bons alunos:

— Temos que conhecer as dificuldades de cada criança. Temos que ter um olhar não só para o que desponta, mas para aquele que precisa de atenção também.

A professora Edilsa de Souza Mello esteve com os alunos avaliados.

— Eu acreditava muito neles e trabalhamos. Fizemos até um grito de guerra antes da prova. Hoje nossa escola tem vida — lembra.

Em quinto lugar no país ficou o Ciep Pablo Neruda, na Taquara. O colégio atingiu 8,3. Uma das responsáveis pelo resultado é a professora Maria Celeste Pinto Mendes. Ela acompanhou as duas turmas avaliadas pelo Ministério da Educação. Celeste adotou como tática a aplicação de simulados. Foram treze antes da prova do governo:

Todos queriam gabaritar as provas porque eu dava pequenos brindes. Uma vez, dezesseis alunos gabaritaram. A gente trabalha e gosta de desafios.







Navalha

O resultado do Ideb 2011 foi es-pe-ta-cu-lar !

Nas duas etapas do Ensino Fundamental – até o 5º ano e até o 9º ano – o Ideb 2011mostra que, na primeira, a média 5 ficou acima da meta (4,6); e, na segunda, a média 4,1 ficou acima da meta (3,9).

No ensino médio, a evolução foi mais lenta. 

Passou de 3,6 em 2009 para 3,7 em 2011, exatamente o alvo da meta.

Que bom, não ?

Significa que o progresso parte de baixo e, inevitavelmente, se reproduzirá nas etapas seguintes, com o aperfeiçoamento da Educação, especialmente a pública, ou seja, a dos pobres.

Não é preciso dizer que o PiG (*) transformou esse resultado es-pe-ta-cu-lar numa tragédia, a começar pelo trabalho da editoria “o Brasil é uma m…”, do jornal nacional.

A Folha (**), que exibe um dos mais indigentes padrões de Educação do PiG (*), diz na manchete: “Novos dados ruins (sic) fazem MEC mudar ensino médio”.

(O que a Folha deveria fazer mudar seu jornalismo no Fundamental e no Médio era copiar o New York Times e trocar o Otavinho pelo publisher da BBC.)

O Conversa Afiada aproveita a oportunidade para, outra vez, louvar o grande estadista Leonel de Moura Brizola.

Ao lado de Darcy Ribeiro e com mão de Oscar Niemeyer, ele criou o Brizolão.

A escola plantada nas regiões mais pobres, em tempo integral.

Roberto Marinho combateu o Brizolão ferozmente, como fazem seus filhos hoje (eles não têm nome próprio) em relação a qualquer iniciativa que dê ao pobre a chance de subir na vida.

O argumento central de Roberto Marinho era que a obra de Brizola ia criar uma geração de desajustados: o garoto passava o dia no bom-bom do Brizolão e, quando voltasse para casa, mergulhava de novo na penúria.

Um deslocado, um meliante em potencial – ia a argumentação.

(E o Mino ainda diz que a elite de São Paulo é a pior do Brasil. É porque ele não conhece a do Rio.)

O candidato de Roberto Marinho à sucessão de Brizola, Wellington Moreira Franco – não foi o Miro Teixeira … – prometeu na campanha preservar os Brizolões.

E, no poder, tratou de desmontá-los.

Hoje, Wellington faz parte do Panteão da Ética do PMDB, o partido que não deixa o Caneta depor na CPI.

Está aí, viva, a Obra de Brizola.

Quem definha, deslocada, é a Globo.

O Brizolão realizou o sonho da Escola Nova, de Anisio Teixeira.

Pouco a pouco, sob a inspiração de Brizola, Darci, Teixeira e Paulo Freire, os governos trabalhistas (Dilma começou Brizolista, não é mesmo, amigo navegante ? Nenhum Presidente construir mais escolas do que o Nunca Dantes) começam a educar de baixo para cima e levam o pobre à Universidade.

Com as cotas raciais e as cotas para escolas públicas.

Para desespero do Roberto Marinho, seus filhos (que não têm nome próprio) e seus merválicos “escrevinhadores”.

Em tempo:

Observe, amigo navegante, o nome dos Brizolões de Excelência.

Glauber Rocha e Pablo Neruda.

Fosse em São Paulo se chamariam Di Genio e Paulo Renato.

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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