Guerrilheiro Virtual

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mensalão: Mello é o correspondente do PiG

Marco Aurélio (Collor de) Mello é o correspondente do PiG no Supremo.


Saiu na capa da Folha (*):


Mello diz que relator, ‘o todo-poderoso’ Joaquim Barbosa, precisa observar regras. Ala do STF quer adiantar etapas para evitar que Peluso deixe de votar devido à aposentadoria obrigatória no dia 3

DE BRASÍLIA

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello criticou ontem colegas, entre eles o presidente da corte, Carlos Ayres Britto, por, segundo ele, tentarem acelerar o julgamento do mensalão.

Marco Aurélio citou medidas como a vontade do relator Joaquim Barbosa de iniciar a leitura de seu voto ainda hoje, e não amanhã, como previsto anteriormente.

O ministro chamou Barbosa ironicamente de “o todo-poderoso relator” e disse que o “clima está tenso” na corte.

Na sessão de anteontem, Ayres Britto consultou os colegas sobre a possibilidade de ouvir uma defesa além das programadas para o dia.

Marco Aurélio foi contra. Ontem, relatou que foi avisado pelo presidente da intenção de Barbosa de começar a leitura do voto hoje. E sobre a possibilidade de haver sessão extra na sexta.

“Fui surpreendido por uma notícia do presidente de que o ‘todo-poderoso’ relator quer começar nesta quarta. Eu disse para começarmos na quinta. E mais: ele [Ayres Brito] apontou que o relator estava querendo também uma [sessão] extraordinária na sexta, sem a presença do revisor [Ricardo Lewandowski], que tem um compromisso acadêmico”, disse.

Marco Aurélio recorreu ao gosto de Britto pela poesia para dizer: “Poeta geralmente é muito sereno em tudo o que faz. É contemplativo, mas nesse caso não está sendo”.

Na saída do julgamento de ontem, Britto afirmou que o relator irá iniciar hoje mesmo a leitura do voto, mas que não haverá sessão extra na sexta.

“Não há açodamento nenhum, nem de minha parte, nem de outro ministro”, disse, depois, via assessoria.

“O relator tem poder, mas não é um todo-poderoso no processo. Ele não dita regras. Ele observa regras”, acrescentou Marco Aurélio. Barbosa não comentou o caso até a conclusão desta edição.

O pano de fundo da polêmica é a dúvida sobre a participação do ministro Cezar Peluso, que tem que se aposentar obrigatoriamente até o dia 3 de setembro, quando completa 70 anos.

O principal argumento de parte dos ministros é que a decisão deve ser proferida por 11 e não apenas dez ministros.

Advogados dos réus avaliam, no entanto, que Peluso poderá ser um voto duro pela condenação de boa parte dos réus e torcem para que ele não participe.

De acordo com Marco Aurélio, a “segurança jurídica” é mais importante. Ele diz que o tribunal está com mais de 700 processos prontos para serem julgados, mas o plenário do Supremo virou um tribunal “de processo único”.

Questionado se o clima entre os colegas estava tenso, ele respondeu afirmativamente: “A discussão deve ser de ideias e não descambar para o lado pessoal”, afirmou, sem citar nomes.

Marco Aurélio também comentou o pedido da defesa de Roberto Jefferson para incluir o ex-presidente Lula entre os réus do mensalão, afirmando que tal questão já foi resolvida anteriormente e que agora não há mais tempo de fazer isso.








Navalha

É inacreditável, amigo navegante.

Viva o Brasil !

O PiG (**) e o açodamento para condenar o Dirceu (e, portanto, o Lula e a Dilma – porque, depois de enforcado o Lula, vão querer enforcar a Dilma) transformaram o julgamento do mensalão num reality show.

No caso do Ministro Melo, numa Vanity Fair.

Onde já se viu, amigo navegante, um Ministro (?) do Supremo sair todo dia no PiG a dar palpite ?

Fulano pode julgar, mas esse não.

Adiar, não.

O relator é um mandão.

O Nunca Dantes é “um safo”.

Onde está o decoro ?

(Sem falar no decoro do ex-Supremo Presidente Supremo, que aparece na caixinha do mensalão do Eduardo Azeredo, segundo comprovada lista publicada na Carta Capital. É o tal do “mandou subir”, dos HCs Canguru …)

Marco Aurélio (Collor de) Mello é o correspondente do PiG no Supremo.

Com a missão especial de “dar molho” ao mensalão e à condenação do Dirceu, com o voto do Ministro Peluso.

(Embora esse ansioso blogueiro duvide muito que Peluso vá para a aposentadoria logo após inscrever em sua biografia uma condenação sem provas. Os mervais ficam e a biografia fica. É imortal.)

Por falar em aposentadoria.

O que quer o Ministro Mello, ao se aposentar ?

Substituir o Alexandre Maluf Garcia no Bom Dia (?) Brasil ?

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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