Governantes até podem seguir ilesos a crises morais e escândalos administrativos, mas nenhuma gestão é imune ao desemprego e à diminuição do poder aquisitivo da população.
Por sua vez, a percepção disseminada de ganhos econômicos, especialmente entre os mais carentes, gera prestígio eleitoral duradouro aos que são identificados como responsáveis pelo feito.
Cada vez mais os índices detalhados de popularidade dos governos são analisados em conjunto com a percepção econômica dos moradores de cada região.
A atual deterioração econômica dos Estados Unidos, por exemplo, gerou enorme crise de confiança na economia local e, por consequência, o mais baixo índice de popularidade enfrentado por Obama desde sua posse.
A síndrome do bolso vazio apagou a euforia pela morte de Bin Laden. Em resposta, Obama programou visitas aos Estados de Minnesota, Iowa e Illinois, locais onde a queda da confiança dos consumidores mais prejudicou sua imagem.
No Brasil, basta confrontar as curvas históricas das avaliações de Fernando Henrique e Lula com as de perspectivas econômicas da população para comprovar essa relação. Nos últimos 16 anos, a popularidade do governo federal acompanhou o movimento das expectativas do eleitorado quanto ao desemprego e ao poder de compra dos salários.
É cedo ainda para avaliar a relação entre expectativas econômicas da população e o início do governo Dilma. Sua aprovação é linear, já que aproximadamente metade dos moradores de cada região do país considera seu governo ótimo ou bom.
Um olhar mais atento, considerando as notas atribuídas ao governo pela população, revela que os nordestinos conferem a Dilma notas nove e dez, acima da média verificada no Sudeste e no Sul. A sua nota média nessa região é de 7,1 contra 6,6 nas demais regiões.
O aval conferido pelos nordestinos à sucessora de Lula tem, certamente, peso nessa média. Mas os reflexos visíveis do crescimento constante da economia do Nordeste têm sido decisivos para alinhar o bolso de seus habitantes com a admiração pela gestão petista.
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