Guerrilheiro Virtual

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

DITADOR SÍRIO É CLONE DE PINOCHET - 2

Despacho desta 5ª feira da agência espanhola EFE serve como complemento do meu post anterior sobre as indiscutíveis afinidades entre a tirania síria da atualidade e a ditadura do carniceiro Pinochet nas décadas de 1970 e 1980.

Melancolicamente, internautas que se supõem esquerdistas contrapuseram ao meu artigo a velha ladainha de que vale tudo para contrariar os EUA e Israel, inclusive endossar matanças e atrocidades.

Se vivessem no século passado, talvez defendessem Hitler porque estava confrontando o Império Britânico...

Essa postura tipicamente stalinista -- lembrem-se, jogando os princípios no ralo e priorizando os interesses imediatos da URSS, Stalin chegou até a pactuar com a Alemanha nazista, que pôde, então, lançar-se sem receios à conquista da Europa -- torna a revolução execrável para os cidadãos idealistas que mais valeria a pena trazer para nossas fileiras.

Eu continuarei fiel à promessa original de Marx: conduzir a humanidade para um estágio superior de civilização, ao qual jamais chegarão os Bashar al-Assads.

O único lugar para tais bestas-feras é a lixeira da História.

ONU: REPRESSÃO NA SÍRIA PODE SER CRIME CONTRA A HUMANIDADE

A ONU afirmou nesta quinta-feira que existem indícios de crimes contra a humanidade na sistemática repressão por parte do Governo da Síria das revoltas civis opositoras.

O alto comissariado da ONU para os Direitos Humanos divulgou um relatório que revela inúmeros casos de assassinatos, desaparecimentos, tortura e detenções ilegais no país.

"Foram evidenciados casos de violação de Direitos Humanos, com ataques generalizados e sistemáticos contra a população civil, que podem representar crimes contra a humanidade, como estabelece o artigo 7 do Estatuto de Roma", afirma o relatório.

A ONU se baseou em declarações de testemunhas de "várias execuções sumárias" no marco da repressão das manifestações contra o regime do presidente Bashar al Assad e oferece as identidades de 353 vítimas dessas execuções.

O Alto Comissariado denuncia também que membros das forças de segurança sírias fizeram-se passar por manifestantes "para estimular os distúrbios" e considera desproporcional a resposta do Governo de Damasco "aos violentos incidentes causados por uma minoria dos participantes de algumas manifestações".

"O uso desproporcional da força por parte do Exército e das forças de segurança sírias vulnera as obrigações internacionais contraídas pela Síria em matéria de Direitos Humanos", acrescenta o organismo das Nações Unidas, que ressalta o espírito "majoritariamente pacífico" dos protestos civis.

O relatório destaca que a maioria de mortes durante as manifestações foram provocadas pelos disparos realizados por forças governamentais, tanto militares quanto policiais, e que existia um "modus operandi" para causar baixas entre os civis.

"Civis foram assassinados pelas tropas no terreno, franco-atiradores que estavam nos telhados e pela força aérea", afirma.

"A existência de uma aparente política de ''disparar para matar'' fica evidente pelo fato de a maioria dos ferimentos de bala nas vítimas estar localizada na cabeça, no peito e em geral na parte superior do corpo", acrescenta.

Além disso, depoimentos de desertores do Exército e de policiais revelaram que eles receberam ordens de utilizar munição real contra os manifestantes.

"Os que não disparavam contra os civis recebiam disparos pelas costas de outros oficiais da segurança ou de unidades dos "shabiha" (pistoleiros do regime)", revelaram.

"Os oficiais disparavam frequentemente de maneira indiscriminada contra os civis, a curta distância e sem aviso prévio. Muitas crianças e mulheres foram assassinadas", denuncia o Alto Comissariado, que também recolheu depoimentos de testemunhas que disseram ter sido frequente o uso de tanques, helicópteros e metralhadoras em áreas urbanas de todo o país.

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