Recém-eleito diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), o brasileiro José Graziano da Silva ressaltou que a experiência brasileira de combate à fome se tornou um modelo bem-sucedido de política pública. “O Brasil, hoje, representa esperança. É visto no mundo como um país que mostra o caminho certo de desenvolvimento inclusivo”, disse, em entrevista coletiva concedida no Itamaraty, nesta quarta-feira (3/8), após audiência com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.
Entre as razões para o destaque do país junto à comunidade internacional nessa área, de acordo com Graziano, está a institucionalização de um conjunto de leis que garantem a segurança alimentar.
“Compete ao Estado assegurar o direito à alimentação de qualidade à população. No Brasil, isso tem sido feito por meio de programas como o da merenda escolar, o de atenção à gestante e ao trabalhador”, lembrou.
Encontro com a presidenta - Segundo Graziano, a conversa com a presidenta Dilma girou em torno de como o Brasil pode ajudar outros países a combaterem a fome. A intenção, ainda de acordo com ele, é que sejam elaboradas políticas de colaboração, com a definição de áreas, países e recursos.
“Quem acaba com a fome não é um governo, é toda a sociedade”, destacou.
O novo diretor-geral avalia que a FAO tem o papel de organizar o processo de distribuição de alimentos junto às várias agências mundiais. E disse que, à frente da organização, pretende dedicar atenção a esse trabalho de coordenação, para que as ações sejam ainda mais rápidas e efetivas.
Agrônomo, professor, escritor e ex-ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome enquanto a pasta existiu (entre 2003 e 2004), José Graziano coordenou, à época, a elaboração do programa Fome Zero e deu início à sua implementação. Foi eleito para o cargo de diretor-geral da FAO em junho deste ano, com o apoio de 92 países. O cargo será assumido por Graziano em 1º de janeiro de 2012.

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