Policiais guardam porta de escritório onde manifestantes
jogaram tomates e ovos contra embaixador americano
Partidários do presidente sírio Bashar al-Assad atiraram tomates e ovos contra o embaixador americano no país no momento em que ele chegava a uma reunião com um líder de oposição em Damasco.
Hassan Abdul Azim, líder do partido considerado ilegal União Árabe Democrata e Socialista, com quem o embaixador Robert Ford iria se encontrar, disse à agência de notícias AFP que cerca de cem manifestantes tentaram invadir o escritório do partido.
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"Eles protestavam na rua e na entrada do prédio. Tentaram derrubar a porta do meu escritório, mas não conseguiram", afirmou.
Depois da tentativa de invasão, eles cercaram Ford, segundo Azim.
"Assim que o embaixador chegou por volta das 11h (horário local), ouvimos um barulho do lado de fora e gritos com frases hostis. Os manifestantes tentaram atacar", disse.
O líder do partido informou ainda que, três horas depois do incidente, as forças de segurança chegaram para proteger Ford.
A embaixada americana confirmou, em uma declaração à AFP, que Ford retornou em segurança para a embaixada.
Acusações
O embaixador americano na Síria já foi acusado de incitar os protestos no país e o governo sírio não aprovou a visita que Ford fez, junto com o embaixador francês, à cidade de Hama em julho, considerada um dos focos dos protestos contra o governo.
Nesta quinta-feira a Síria também acusou os Estados Unidos de incitar a violência contra seus militares.
"Declarações recentes de autoridades do governo americano... indicam claramente que os Estados Unidos estão envolvidos no estímulo a grupos armados para a prática de violência contra o Exército sírio", afirmou em uma declaração o Ministério do Exterior da Síria.
A declaração do ministério sírio se refere aos comentários feitos pelo porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, que afirmou na terça-feira que "não é surpreendente" que a oposição síria esteja agindo de forma violenta contra os militares.
A ONU estima que mais de 2,7 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início da repressão violenta às manifestações contra o governo, em março.
Assad alega que seu regime está combatendo "gangues de terroristas armados" que contam com apoio estrangeiro. O governo afirma ainda que iniciou um processo para introduzir reformas no país e está negociando com membros da oposição.
Da BBC
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