Guerrilheiro Virtual

domingo, 2 de outubro de 2011

O Brasil deve mesmo aproveitar crise internacional para derrubar juros

Está certíssima a presidenta Dilma Rousseff quando destaca, como o fez agora, que o país deve aproveitar a crise internacional para implementar uma queda dos juros cada vez maior - a taxa Selic está hoje em 12% ao ano. "Graças ao nosso compromisso com a robustez fiscal estamos abrindo espaço para que o Banco Central, diante da crise e da ameaça de deflação e depressão nas economias desenvolvidas, possa iniciar um ciclo cauteloso e responsável de redução da taxa básica de juros", acentuou a chefe do governo. São estes juros que provocam despesas elevadas com a dívida interna e obrigam o governo a elevar o superávit fiscal. Até agosto pp. já economizamos R$ 96,540 bilhões para pagar juros. É dinheiro que deixamos de investir, mas que fazem uma falta imensa aos programas e projetos de melhoria da infraestrutura do país.
 
Concordo integralmente com a presidenta Dilma Rousseff quando ela destacou nesta 6ª feira (ontem), em pronunciamento para 400 empresários em São Paulo, que o país deve aproveitar a crise internacional para implementar uma queda dos juros cada vez maior (a taxa Selic está hoje em 12% ao ano).

"Graças ao nosso compromisso com a robustez fiscal - acentuou a presidenta - estamos abrindo espaço para que o Banco Central, diante da crise e da ameaça de deflação e depressão nas economias desenvolvidas, possa iniciar um ciclo cauteloso e responsável de redução da taxa básica de juros."

"Quanto mais a deflação ameaçar a economia internacional, quanto mais a situação financeira ficar grave, mais nós vamos aproveitar para levar as condições monetárias do nosso país ao nível que a conjuntura externa permitir", prosseguiu a presidenta.


Uma advertência para reflexão


Merece destaque e reflexão, principalmente, a advertência contida em sua fala, no trecho em que ela alerta ser "inadmissível" que o Brasil erre desta vez na condução de sua política monetária, em um momento tão difícil do cenário macroeconômico mundial.

"Enquanto a deflação ameaçar a economia internacional, enquanto a situação financeira ainda estiver grave, nós vamos nos aproveitar, usar todos os instrumentos para isso (baixar os juros)."

Assim, frisou, "o Brasil não pode desta vez errar na avaliação do que vai acontecer aqui como repercussão do que está acontecendo lá fora. Não é admissível que, se de fato se configure uma recessão e um processo deflacionário no resto do mundo, nós não levemos isso em conta aqui"


Deterioração das contas públicas é causada por juros altos


Sua visão e a forma como conduz essa questão e a economia como um todo estão absolutamente corretas. A deterioração  das contas públicas esse ano tem somente uma causa: os juros altos, a subida da Selic, que agora inicia uma curva, espero, descendente.

Já pagamos esse ano, até agosto, a bagatela de R$ 160,207 bi de juros da dívida interna. São estes juros que provocam despesas de tão alto montante e obrigam o governo a elevar o superávit fiscal.

Até agosto pp. já economizamos R$ 96,540 bi para pagar juros. É dinheiro que deixamos de investir, mas que faz uma falta imensa aos programas e projetos de melhoria da infraestrutura do país. Ainda bem que pelo crescimento e aumento da arrecadação, tudo indica que o déficit nominal vai cair.

Nos últimos 12 meses ele ficou em 2,41%, uma proeza para um mundo de déficits nominais acima de 10%, e de dividas públicas acima de 100% do PIB - já nós, nessa conjuntura, continuamos com uma dívida pública  em torno dos 40% do PIB. Como vemos, os dados são muito claros: pagamos literalmente um preço alto demais pelos juros elevados. Dai a importância do discurso da presidenta.

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