Os sete governadores tucanos, reunidos ontem em Goiás, concluíram que o PSDB tem tudo para voltar à Presidência da República, em 2014, e segundo eles, tornar o país próspero e estável. Mesmo assim, o encontro entre os representantes de 51% dos eleitores brasileiros não chegou a um consenso geral, sobre o que o partido deve fazer...
Desde o início da manhã desta sexta-feira, 30, governadores do PSDB estiveram reunidos no Palácio Pedro Ludovico Teixeira a convite do governador Marconi Perillo. Estão na capital, Sérgio Guerra, presidente nacional da sigla, Geraldo Alckmin (SP), Anchieta Júnior (RR), Beto Richa (PR), Teotônio Vilela Filho (AL), Antônio Anastásia (MG) e Siqueira Campos (TO); o governador do Pará, Simão Jatene, não pôde comparecer. Na ocasião foi apresentada pesquisa sobre o partido feita com objetico de reorganizar o PSDB, em palestra ministrada pelo marqueteiro Antonio Lavareda.
Foram discutidos assuntos referentes a atuação do partido a nível nacional, como recursos para a Saúde (Emenda 29); PEC 300 (que trata do piso salarial para policiais e bombeiros); renovações das concessões e distribuições dos royalties ao pré-sal e as eleições de 2012.
No período da tarde, os políticos assinaram, durante coletiva de imprensa, a Carta de Goiânia, que propõe dentre outros assuntos, a "reiteração dos princípios da democracia social, legalidade, transparência e combate sistemático à corrupção"; foco na melhoria das ações de saúde, com destaque para o SUS (Sistema Único de Saúde); repactuação do endividamento dos Estados com a União e solicitação à presidente Dilma Rousseff de agenda .
Sérgio Guerra e Alckimin (SP) comentaram o fato de o partido ter falhado em relação à comunicação de suas ações junto à sociedade, tarefa que, segundo Beto Richa (PR), o PT fez muito bem, chegando a tomar para si iniciativas começadas pelo partido.
Para Geraldo Alckmin, o que parece ser mais urgente dos assuntos discutidos "é a correção da tabela do SUS, que já é muito baixa e não tem sido corrigida com base na inflação, o que pode vir a por o SUS em risco." O governador paulista declarou ser favorável a Emenda 29, e contrário a criação de um novo imposto, pois segundo ele, a carga tributária já é muito alta e o Brasil passa por uma forte inflação, além da crise internacional.
Também foi destacado no encontro a participação de Goiás, Tocantis, São Paulo, Roraima, Paraná, Alagoas, Minas Gerais e Pará, representados por estes governadores, no PIB (Produto interno Bruto) do País, que corresponde a 56,7%, assim como o fato de 53% dos eleitores se concentrarem neles, reforçando a necessidade de fóruns como este sejam realizados.
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