Guerrilheiro Virtual

domingo, 24 de junho de 2012

Argentina revela os bastidores do golpe paraguaio

Cristina Kirchner retira seu embaixador de Assunção e o chanceler Héctor Timerman explica, em entrevista, por que o que se deu no Paraguai não cumpriu os ritos democráticos; ele ainda revela teor da conversa entre o chanceler brasileiro Antônio Patriota e Federico Franco

Brasil 247

De maneira mais contundente do que o Brasil, a Argentina já tomou medidas em relação ao Paraguai. A presidente Cristina Kirchner retirou seu embaixador de Assunção e o chanceler Héctor Timerman concedeu uma elucidativa entrevista explicando por que o golpe paraguaio foi, de fato, um golpe. Leia:

“É triste o que ocorreu”

Página 12 – Como a Argentina caracteriza a mudança de governo no Paraguai?

O governo argentino caracteriza que estamos frente a uma quebra da ordem democrática.

Por que, se a destituição de Fernando Lugo se baseou em juízo político?

No Paraguai, foi utilizado um mecanismo previsto na Constituição, mas que foi aplicado de tal forma que feriu não só o espírito desta mesma constituição como de toda a prática constitucional do mundo democrático.

Qual foi a violação?

Praticar uma execução sumária. Dar horas de defesa a um presidente democraticamente eleito. Um tempo menor a um motorista que atravessa um sinal vermelho. É triste ver o que aconteceu no Paraguai. Foi triste ver Lugo despachando em sua mesa, sem papéis, no momento em que o Congresso o destituía.

Os chanceleres da Unasul estavam com ele naquele momento?
Sim. E isso depois de termos buscado todas as alternativas. Mas não encontramos interessa algum na oposição em dialogar conosco e em buscar alternativas à execução sumária de um presidente. O que dizíamos era claro: estávamos ali para respeitar ao mesmo tempo a soberania do Paraguai e os acordos internacionais que todos nós firmamos.”
 
Entrevista Completa, ::AQUI::
 

Um comentário:

  1. http://paraguayresiste.com/

    Temos que rechaçar a noção de 'fato consumado' que a grande mídia tenta passar. Há resistência e isso não é devidamente mostrado nos meios que apóiam, ainda que dissimuladamente, o golpe. Dar voz aos resistentes é nossa missão, agora, além de realizar atos contra essa vilania. Fuerza, hermanos!

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