O consumo da classe D já ultrapassa o da classe B em diversos categorias de produtos como eletroeletrônicos, eletrodomésticos, móveis, itens de higiene e beleza e medicamentos, de acordo com pesquisa do instituto Data Popular.
Em 2011, as famílias deste segmento consumiram R$ 363,3 bilhões, valor correspondente ao PIB do Chile.
Apenas com eletroeletrônicos, por exemplo, a classe D teve um gasto de R$ 10,9 bilhões no ano passado, 25,3% a mais que a classe B. Ela também teve gastos superiores em artigos de higiene e beleza - R$ 9,6 bilhões, 11,6% a mais que a classe B - e medicamentos - total de R$ 16,0 bilhões, 40,4% a mais.
A categoria em que a classe D mais se destaca é o transporte urbano, com um gasto de R$ 14,8 bilhões, 82,7% a mais que a classe B.
"Acreditamos que a classe D tem tudo para ser a nova classe C, mas com outros códigos a serem desvendados", explica Renato Meirelles, sócio diretor do Data Popular.
São classificadas como pertencentes a esta segmento famílias com renda per capita máxima entre R$ 79 e R$ 327. O estudo foi realizado com dados de pesquisas do IBGE e do Data Popular.
Pelo Brasil
A maior parte do consumo das famílias de classe D, R$ 151,7 bilhões (41,8%) ocorreu na região Sudeste. Em segundo lugar, vem a região Nordeste, com R$ 106,7 bilhões (29,4%).
A região Sul contribuiu com 14,1%, o Centro-Oeste, com 7,8% e o Norte, 7,0%.
Das dez cidades com menor percentual de domicílios de classe D, metade se encontra no Rio Grando do Sul e a outra metade em Santa Catarina. Na outra ponta, as dez cidades com maior percentual de famílias do segmento estão nas regiões Nordeste e Norte.
"As pessoas geralmente acreditam que a Classe C é mais presente no Nordeste, mas ela está é concentrada na região Sul. No Nordeste e no Norte, a classe predominante é a D", diz Meirelles.
No Falha

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