Via facebook do Milton Temer
Grileiro brasileiro, no Paraguai, "confia" que o governo "franquista" lhe devolva terras, hoje produtivas a partir do trabalho de sem-terras paraguaios ali assentados. Os sem-terra denunciam a ilegalidade da posse em nome do grileiro brasileiro - mais um 'rei da soja' que garante 'subsídios' às bancadas ruralistas no congresso paraguaio, como no brasileiro -. Contra ele, apresentam, inclusive, denúncia de assasssinatos. Lá, como nas áreas rurais brasileiras, os latifundiários se consideram acima de qualquer suspeita da mesma forma: criminosamente, contando quase sempre com a cobertura "jurídica".
Via BBC Brasil
A colheita de milho deste ano foi boa em Ñacunday, no leste do Paraguai. Mesmo assim, integrantes de um grupo sem-terra local continuam preocupados.

Famílias ocupam terra cuja posse é de um fazendeiro brasileiro
Há oito meses, cerca de 5 mil famílias de agricultores ocuparam as terras para pressionar o governo a assentá-las na região. Enquanto esperam, vivem em barracas precárias e plantam milho e verduras para subsistência.
Mas a área do acampamento é reivindicada por um proprietário de terras brasileiro, que conseguiu na Justiça o direito de reavê-la. A ordem de reintegração de posse pode ser dada a qualquer momento.
Conhecido no Paraguai como o rei da soja, o catarinense Tranquilo Favero é tido como o maior inimigo dos sem-terra de Ñacunday.

Boneco simboliza ódio de sem-terra a fazendeiro brasileiro
Federico Ayala, líder sem-terra, acusa Favero e outros brasileiros de ocupar ilegalmente as terras de Ñacunday e de ordenar a morte de cinco camponeses nos últimos três meses.
Advogados de Tranquilo Favero afirmam que as acusações são infundadas e que ele detém os títulos da terras. O proprietário espera que com a troca de governo no país o despejo das famílias ocorra o quanto antes.
Já os sem-terra reprovaram o impeachment do presidente Fernando Lugo, responsável pela implantação de uma escola no acampamento.
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