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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ilusão e temor depois de pacto entre governo e policiais bolivianos

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La Paz, 27 jun (Prensa Latina) O acordo alcançado na madrugada de hoje entre o governo boliviano e policiais amotinados há uma semana devolve a esperança de que tudo voltará ao normal no país, ainda que alguns ainda são céticos.

Os agentes de baixo escalão devem abandonar suas posições de força e voltar a suas tarefas habituais depois da assinatura do convênio, anunciada pelos participantes no diálogo.

No entanto, muitos ainda se mantêm desconfiados, porque na madrugada do domingo anterior as partes também assinaram um acordo e os sublevados não o aceitaram, depois do qual radicalizaram suas posições e iniciaram passeatas de protesto principalmente pela capital.

Na manhã da segunda-feira tomaram a Praça Murillo, onde se encontram o Palácio de Governo, a Assembleia Legislativa e a Chancelaria e enfrentaram representantes dos movimentos sociais presentes no lugar.

Os manifestantes desfilaram em frente à sede dos ministérios de Governo e Comunicação em atitude ameaçadora e bateram em jornalistas de vários meios, os quais consideraram a serviço de instituições estatais.

Por agora, só uma parte daqueles que saem cedo ao trabalho confiam que a revolta chegou a seu fim, enquanto que outros acham que os amotinados encontrarão um motivo adicional para manter sua atitude, segundo programas radiais nos quais participa diretamente a população. Inclusive, umas palavras da representante dos sublevados nas negociações, Esther Corsón, deixa entrever a possibilidade de que se mantenham as posições de força: "não negociamos a renúncia do Comandante Geral (o coronel Víctor Maldonado), porque não estava na agenda".

Finalmente, os amotinados conseguiram um aumento de 100 bolivianos (15.5 dólares) a seu salário básico e a revogação da Lei 101 de Regime Disciplinar.
Desde o início da mobilização, na quinta-feira anterior, os policiais pediram que seu salário fosse igualado ao das Forças Armadas, aposentadoria com o último salário e a revogação da referida lei.

À medida que passaram os dias, agregaram outras petições, entre elas a melhora de suas condições de trabalho e de vida e enfatizaram que os envolvidos nos atos de vandalismo não fossem castigados.

Muitos dos protagonistas da revolta queimaram colchões, computadores e móveis durante os dias que durou a sedição, em uma atitude reprovada pelo presidente Evo Morales em uma de seus discursos públicos.

Durante os dias que durou o motim policial, só as instituições vinculadas à polícia suspenderam o trabalho, o resto do país continuou seu ritmo normal, como as entidades financeiras e bancárias.

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