Goiás247 - A Procuradoria-Geral da República recebeu um relatório da Polícia Federal (PF) que traz indícios da participação do procurador-geral de Justiça de Goiás, Benedito Torres Neto, nos negócios de seu irmão, o senador cassado Demóstenes Torres (Ex-DEM), e do contraventor Carlinhos Cachoeira, alvos da Operação Monte Carlo que desarticulou o esquema de jogos ilegais em Goiás, informa o Radar online.
O caso, que já era investigado disciplinarmente no âmbito do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), vai agora ganhar contornos criminais. No relatório enviado, a PF pede que a Procuradoria faça as "diligências que entender cabíveis" para apurar se Benedito Torres usou o cargo de chefe do Ministério Público de Goiás para perseguir adversários do bicheiro e ajudar aliados.
Quando o caso estourou em abril, Benedito Torres Neto considerou "irresponsáveis" as falas do seu irmão, de que teria intercedido junto a ele para que o MP Estadual atendesse interesses do empresário Carlinhos Cachoeira, de acordo com gravações interceptadas pela PF entre o senador e o empresário e reveladas pelo jornal Correio Braziliense.
Já ao jornal goiano O Popular, Benedito disse que não sabia "dessas bravatas". Ele afirmou na entrevista publicada em 15 de abril de 2012 que todos os pedidos de Cachoeira foram contrariados e ressaltou que não vive à sombra do irmão. "Se alguém pensa que existe sobreposição do trabalho do Demóstenes ao meu, está enganado." Se negou, entretanto, a romper com o então senador. "Como irmão não posso deixá-lo. É uma questão de humanidade."
Do Brasil247
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