O Merval mordeu a isca e saiu a absolver a tucanagem tucana.
Na foto, Ataulfo Merval de Paiva
Foi o ansioso Conversa Afiada que, no post “Tucanos não são mais réus primários, porque perderam a inocência”, que levantou a tese da irremediável isonomia.
A Magistratura brasileira, que enfrenta sério déficit de credibilidade – clique aqui para ver o que DOIS Procuradores Gerais fizeram contra Gushiken – se verá mais cedo que tarde diante dos mensaleiros tucanos de Minas.
Não confundir com a Lista de Furnas, nem com os documentos que o Ministro Joaquim Barbosajá recebeu e que incriminam Gilmar Dantas (*) no mensalão tucano de Minas.
Aquele, o “pai de todos os mensalões”, que apanha o Daniel Dantas com a boca na botija.
São crimes de distinta natureza e, que, mais cedo do que tarde, com a inestimável ajuda do Paulo Preto - ele considera o Cerra sua bússola -, serão devidamente julgados por uma Magistratura recuperada e renovada.
O Conversa Afiada defendeu a tese da isonomia: pau que bate em Chico bate também em Francisco.
E o Merval mordeu a isca.
E sai nesta quinta-feira a absolver a tucanagem tucana, que compareceu em peso à sua posse na Academia Brasileira de Letras, onde ele ocupa o iluminado assento de Ataulfo de Paiva:
(…)
A insistência com que os defensores políticos dos mensaleiros falam no mensalão do PSDB de Minas, exigindo o julgamento de seus responsáveis para que seja feita justiça imparcial, coloca-os num paradoxo de difícil superação.
Como os casos são idênticos, organizados pelo mesmo operador, o lobista mineiro Marcos Valério, o que acontecer no julgamento do mensalão petista terá repercussão evidente no outro julgamento.
Portanto,se os mensaleiros, por hipótese, forem absolvidos agora pelo Supremo Tribunal Federal, também os tucanos terão, provavelmente, o mesmo veredicto.
Se,ao contrário, Dirceu e os demais envolvidos no esquema ora em julgamento forem condenados, o mesmo tratamento deverá ser dado ao atual deputado federal Eduardo Azeredo e demais envolvidos no esquema utilizado em 1998 na eleição para governador de Minas.
Não dá para culpar os tucanos de graves crimes e inocentar a turma do PT, que bebeu na mesma fonte e ampliou a abrangência do golpe no dinheiro público, levando para o plano nacional o que era um arranjo local.
O fato de o mensalão mineiro ter sido considerado o laboratório de onde saiu a expertise para a montagem do mensalão nacional, como frisou o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel em sua acusação, só faz aumentar o convencimento de que o surgimento do “carequinha” no centro das decisões em Brasília se deve à “transferência de tecnologia” que trouxe consigo.
Em tempo: para entender bem a contribuição notável de Ataulfo Merval de Paiva às Letras e às Artes, recomenda-se ler o discurso de posse de José Lins do Rego na Academia. Inusitadamente, Zé Lins espinafra a mediocridade do antecessor: Ataulfo de Paiva. A regra ali é elogiar o antecessor. Zé Lins, como sempre, inovou. O antecessor merecia o precedente.
(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…
A insistência com que os defensores políticos dos mensaleiros falam no mensalão do PSDB de Minas, exigindo o julgamento de seus responsáveis para que seja feita justiça imparcial, coloca-os num paradoxo de difícil superação.
Como os casos são idênticos, organizados pelo mesmo operador, o lobista mineiro Marcos Valério, o que acontecer no julgamento do mensalão petista terá repercussão evidente no outro julgamento.
Portanto,se os mensaleiros, por hipótese, forem absolvidos agora pelo Supremo Tribunal Federal, também os tucanos terão, provavelmente, o mesmo veredicto.
Se,ao contrário, Dirceu e os demais envolvidos no esquema ora em julgamento forem condenados, o mesmo tratamento deverá ser dado ao atual deputado federal Eduardo Azeredo e demais envolvidos no esquema utilizado em 1998 na eleição para governador de Minas.
Não dá para culpar os tucanos de graves crimes e inocentar a turma do PT, que bebeu na mesma fonte e ampliou a abrangência do golpe no dinheiro público, levando para o plano nacional o que era um arranjo local.
O fato de o mensalão mineiro ter sido considerado o laboratório de onde saiu a expertise para a montagem do mensalão nacional, como frisou o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel em sua acusação, só faz aumentar o convencimento de que o surgimento do “carequinha” no centro das decisões em Brasília se deve à “transferência de tecnologia” que trouxe consigo.
Em tempo: para entender bem a contribuição notável de Ataulfo Merval de Paiva às Letras e às Artes, recomenda-se ler o discurso de posse de José Lins do Rego na Academia. Inusitadamente, Zé Lins espinafra a mediocridade do antecessor: Ataulfo de Paiva. A regra ali é elogiar o antecessor. Zé Lins, como sempre, inovou. O antecessor merecia o precedente.
(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…

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