Partido do presidente dos EUA incluiu em sua plataforma de governo o reconhecimento da cidade como capital de Israel.
Agência Estado
RAMALLAH - Políticos palestinos criticaram nesta
quinta-feira a decisão de Partido Democrata de incluir em sua plataforma
de governo o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. Nabil
Abu Rudeina, conselheiro do presidente da Autoridade Palestina (AP),
Mahmud Abbas, qualificou a decisão do Partido Democrata como "propaganda
eleitoral".
Abbas, no Cairo
Segundo ele, o não reconhecimento à reivindicação palestina de ter
Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado "destruiria o
processo de paz" e levaria a uma "guerra interminável". O reconhecimento
foi reincorporado na quarta-feira à plataforma democrata. Segundo o
texto, "Jerusalém é e continuará a ser a capital de Israel".
Na terça-feira, o reconhecimento havia sido retirado do documento, o
que levou os republicanos a colocarem em dúvida o apoio do presidente
dos Estados Unidos, Barack Obama, a Israel. Oficialmente, a política
externa norte-americana considera o status de Jerusalém uma questão a
ser resolvida por meio de negociações.
Tanto israelenses quanto palestinos reivindicam Jerusalém como
capital. A cidade, sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos, foi
capturada por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias. O governo
israelense anexou a cidade e a declarou sua capital "eterna e
indivisível". As iniciativas israelenses, no entanto, são rechaçadas
pela comunidade internacional, que defende uma solução negociada.
Os palestinos reivindicam o setor árabe da cidade, conhecido como
Jerusalém Oriental, como capital de seu futuro Estado independente e
soberano. Autoridades israelenses não comentaram o assunto.
As informações são da Associated Press
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