
Um dia após a paralisação nacional de 48 horas no Chile, convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em apoio às demandas estudantis, o presidente Sebastián Piñera chamou todos para se sentarem "em torno de uma mesa, em clima de paz e não de guerra, com vontade e não com intransigência".
As marchas, que fizeram parte da agenda da greve, aconteceram em todo o país e levaram mais de 600 mil pessoas às ruas, uma das maiores mobilizações sociais desde a retomada da democracia no país, em 1990.
Apesar disso, houve confrontos com a polícia e um adolescente morreu, centenas de pessoas ficaram feridas e mais de mil manifestantes foram presos.
Piñera declarou que "chegou o tempo de reagir, buscando juntos as soluções que permitirão ao nosso país ter uma educação de qualidade e com um financiamento adequado e justo para todos os seus filhos".
O mandatário, sem identificar a quem se referia, disse que há alguns que querem destruir o país e causar danos aos chilenos, "mas sei que a imensa maioria, e aqui não faço nenhuma distinção entre governo e oposição, quer justamente o contrário".
Por isso, segundo ele, "depois de mais de três meses [de paralisação estudantil] da qual temos visto florescer a violência e o enfrentamento, chegou o tempo da paz, da unidade, do diálogo e dos acordos".
Piñera convocou a todos, professores, estudantes, pais e reitores, "a iniciarmos agora mesmo este diálogo, na Presidência, no Congresso porque eu sei que isso é o que a imensa maioria dos chilenos espera e exige de nós", completou.
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