Guerrilheiro Virtual

domingo, 28 de agosto de 2011

A SINA recomendou a Washington o uso de filtros para a internet em Cuba

Armando Santana Martínez / El blog de Yohandry .- A Sección de Intereses de los Estados Unidos en La Habana (SINA), investigou o uso da internet em Cuba e recomendou a Washington a introdução de filtros para violar regras estabelecidas pelos provedores da Ilha.

Um cable revelado hoje por Wikileaks intitulado "Navegar pela Rede em Havana" descreve como funcionários da SINA na capital cubana monitoraram vários sites de navegação para comprovar se os organizações "beneficiárias" de Washington podiam ser vistas em redes cubanas.

Informa o documento, qualificado de sensível, que é impossível aceder da Ilha as páginas do Directorio Democrático Cubano, O Centro Cubano para uma Cuba Libre, ou o Grupo de Apoyo a la Disidencia, todos empenhados em destruir a qualquer custo a Revolução cubana.

Esse escritório ianque informou consequentemente que "A SINA procurará melhorar as condições locais de internet e analisará como isto pode ser utilizado nas operações dos sites e em nossa forma de ação" por sua vez recomendou o uso de filtros para violar regulamentos cubanos e declarou acolher "com entusiasmo todas as contribuições que venham de Washington, de onde continua um trabalho para desenvolver programas que evitem os filtros da internet que tenham relevância aqui".

Jonathan Farrar, em 2008 chefe da SINA, tinha em seu poder uma lista de centros com acesso a Internet em Havana, e junto ao seu cônjuge quis visitar algumas dessas instalações para comprovar preços, velocidade de acesso, usuários, tecnologias e as possibilidades do Google Cuba.

O casal comparou os resultados dos Google.cu e Google.com. O primeiro, segundo Farrar, ao buscar pela palavra SINA, listou uma série de matérias sobre as ações subversivas desse escritório e os "dissidentes" na Ilha, no entanto o segundo destaca em primeiro lugar a página da Sección de Intereses en la Habana.

Num parágrafo intitulado "Onde se pode Navegar?" Farrar enfatizou que dos centros visitados "você pode acessar o site da Sección de Intereses de Estados Unidos, o Departamento de Estado, ou as Nações Unidas” e acrescenta que é possível também ler o Washington Post ou o New York Times.

"Pode-se acessar além disso os sites das organizações não-governamentais que tem a ver com os direitos humanos internacionais tais como o Observatório de Direitos Humanos e a Anistia Internacional. Inclusive, pode-se descarregar todo o informe HRW 2007 se você for paciente e esperar vinte minutos. O acesso é por via satélite, e a velocidade de acesso é somente um pouco inferior às velocidades da SINA e o da própria residência do chefe da missão", enfatiza o informe.

Cuba condenou em março último o cidadão ianque Alan Gross a 15 anos de prisão pelo delito de atos contra a independência ou a integridade do Estado, após comprovar-se sua participação direta num projeto subversivo do Governo dos EEUU para destruir a Revolução com o emprego de sistemas de comunicação fora do controle das autoridades. Seu objetivo era promover planos desestabilizadores contra diversos setores sociais, segundo nota oficial publicada na Ilha.

Armando Santana Martínez, do
portal CubaSi

Ler cable de Wikileaks “Navegar por la Red en La Habana

TRADUÇÃO NÃO OFICIAL

Havana, Sem Classificar 000660

Sensível

Tema: Navegar pela rede em Havana

1. O Chefe da Missão e seu cônjuge (que dá apoio técnico) planejaram nesta terça-feira à tarde navegar pela internet ao estilo de Havana. Ao ter em seu poder uma lista de centros com acesso à internet, o Chefe da Missão quis comprovar o que havia escutado dos usuários cubanos nas instalações com acesso à internet da Sección de Intereses de los Estados Unidos sobre as limitações no acesso à internet em outros lugares.

2. Primeiro nos dirigimos a um GOC (*imagino que seja Centro Oficial do Governo) que tem duas instalações com acesso a internet. Parecia prometedor: na entrada havia uma lista de preços: seis dólares a hora, três dólares trinta minutos. Desgraçadamente, a mulher da entrada nos informou que o lugar estava fechado nesse dia. Nossa segunda parada foi em outro lugar com acesso a internet. Mas nos informaram que não tinham acesso, felizmente alguns empregados nos disseram que havia um hotel a um quarteirão de distância e que seguramente ofereciam o serviço. Ao caminhar para a recepção, informaram-nos que nesse hotel havia o serviço de internet, mas o fecharam quando esse serviço foi habilitado para os quartos do hotel. Só um computador estava habilitado para o serviço público, mas como estava localizado num lugar aberto, quase sempre ficava defeituoso, como de fato sucedeu nesta tarde.

3. Sem dúvida, na recepção disseram-no que podíamos ir a outro hotel quatro quarteirões mais à frente. Quando chegamos, notamos que o centro com acesso à internet estava localizado no terceiro piso. Cinco terminais, seis dólares a hora, com uma clientela de cubanos e turistas de fala espanhola.

Onde se pode navegar?

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4. Ao utilizar o Google cubano (google.cu), você pode acessar o site da Sección de Intereses de Estados Unidos, o Departamento de Estado, ou as Nações Unidas. Pode ler o Washington Post ou oNew York Times. Pode-se acessar além disso os sites das organizações não-governamentais que tem a ver com os direitos humanos internacionais tais como o Observatório de Direitos Humanos e a Anistia Internacional. Inclusive, pode-se descarregar todo o informe HRW 2007 se você for paciente e esperar vinte minutos. O acesso é por satélite, e a velocidade de acesso era só um pouco inferior às velocidades de acesso na Sección de Intereses e na própria residência do Chefe da Missão.

Onde está proibida a navegação?

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5. Você não pode mudar seu explorador de Google.cu para Google.com, ou Google.ch (Suiça) ou inclusive, Google.cr (China). Você não pode acessar as páginas web de antigas e atuais concessionárias governamentais dos EEUU para programas relacionados com Cuba tais como o Directorio Democrático Cubano, ou o Centro Cubano para una Cuba Libre, ou o Grupo de Apoyo a la Disidencia. Se o Google.cu já está estabelecido nas opções de "páginas cubanas", o resultado da busca será totalmente diferente ao que se possa encontrar no Google.com. Por exemplo, se teclamos SINA no Google.com, o primeiro resultado será a página da SINA. Pior é se teclamos SINA no Google.cu, o resultado será uma lista de sites governamentais referindo-se a ações desonestas entre a SINA e a comunidade disidente em Cuba.

Considerações Finais

6. O operador da instalação com acesso à internet disse que os usuários geralmente trabalham com o e-mai, não surpreende pois tem um preço de seis dólares a hora. Comprar um cartão para acesso à internet é fácil desde que seja possível pagar, e ditos cartões só tem validade por trinta dias. A SINA procurará melhorar as condições locais de internet e analisará como isto pode ser utilizado nas operações de sites em nossa forma de ação. A SINA acolhe com entusiasmo todas as contribuições que venham de Washington, onde continua um trabalho para desenvolver programas que evitem os filtros de internet que tenham relevância aqui.

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