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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Capo da máfia do futebol vai ser investigado pela Procuradoria Geral da República

Via UOL

Procurador criminal recebe pedido para investigar Ricardo Teixeira, no Rio de Janeiro
Roberto Pereira de Souza

Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL, na mira da Justiça
Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL, na mira da Justiça

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O procurador federal Marcelo Freire, da vara criminal, está com a missão de analisar o pedido de investigação contra Ricardo Teixeira, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Freire está lendo os documentos e ainda não divulgou qual será o primeiro passo da investigação.

O pedido de inquérito criminal foi feito junto a Procuradoria Geral da República, em Brasília, em julho. Depois de análise feita pelo Grupo de Trabalho que reúne procuradores federais, representantes das 12 sedes da Copa 2014, decidiu-se pelo envio da petição ao Rio de Janeiro, cidade onde reside o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.

A petição é assinada pelo presidente do Partido Republicano Brasileiro,Marcos Pereira. A bancada do PRB é formada majoritariamente por evangélicos. O partido usou a série de denúncias que a Rede Record levou ao ar contra os negócios de Teixeira dentro e fora do Brasil.

No Rio de Janeiro, foi tomada outra decisão para agilizar o processo: distribuir o caso para uma vara criminal e o contemplado acabou sendo o procurador Marcelo Freire.

Ricardo Teixeira também preside o Comitê Organizador Local da Copa 2014. As denúnicas contra ele são antigas desde a saída de seu ex-sogro João Havelange nos 70. Há quase dez anos, foi formada no Senado uma Comissão Parlamentar de Inquérito para levantar as piores denúncias contra Teixeira e a CBF.

O relatório de número 2 da CPI é bastante revelador, quanto ao estilo empreendedor de Teixeira: em alguns anos, ele chegou a trazer do exterior US$ 36 milhões, na forma de empréstimo para a CBF, junto a bancos estrangeiros. Um dos bancos era dirigido por financistas brasileiros. O que causou espanto foi a descoberta do  nome do único avalisa:  era o próprio Teixeira.

Interrogado, o presidente da CBF foi simplista:

"Faço a mesma coisa que João Havelange fazia enquanto dirigia o o futebol brasileiro".

Havelange deixou de dirigir o futebol brasileiro em 1974, quando assumiu a Fifa. Recentemente, a BBC de Londres fez uma série de reportagens sobre corrupção no futebol internacional. Parte das denúncias, segundo o jornalista escocês Andrew Jennings, atingiram Ricardo Teixeira e João Havelange.

Em visita ao Brasil, Jennings afirmou que os dois brasileiros teriam feito um acordo com a Justiça suíça para não serem incriminados. O jornalista garante que Havelange e Teixeira teriam devolvido cerca de US$ 9  milhões, recebidos supostamente como proprinas eleitorais e negócios ilícitos.

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