Foi inaugurado, na última semana, um portentoso estádio, com capacidade para 41 mil torcedores, de propriedade da Juventus de Turim.
Mesmo com todas as modernidades possíveis, o custo da obra do “Juventus Stadium”, foi de “apenas” R$ 275 milhões.
Demonstração clara do quanto seremos roubados até a Copa do Mundo de 2014.
Para se ter uma idéia, o “Fielzão”, com 48 mil lugares, tinha previsão de custar, segundo Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians, mais de R$ 800 milhões.
Agora, com a ampliação para tentar virar sede do Mundial, não sairá por menos de R$ 1 bilhão.
Valores que, segundo os dirigentes alvinegros, pelo menos com relação à parte do BNDES, terão que sair dos cofres do clube.
Se é que algum dia o clube conseguirá quitá-los.
Dívida que, acrescida de juros, deverá, no mínimo, dobrar de valor.
Mesmo o projeto de R$ 330 milhões, aprovado pelo Conselho Deliberativo do Corinthians, e depois engavetado por Andres Sanches, se comparado ao da Juventus, demonstra diferença de valores acima do mercado.
Mas não é apenas no estádio do Timão que os indícios de superfaturamento são escancarados.
Há casos, como o do Maracanã, entre outros, que apenas para “reforma”, sairão muito mais caros do que o estádio construído na Itália.
Confira abaixo a relação de cada estádio brasileiro escolhido para o Mundial 2014, com seus respectivos orçamentos.
SÃO PAULO (novo)
Fielzão – mais de R$ 1 bilhão
Capacidade: 68 mil
RIO DE JANEIRO (reforma)
Maracanã – mais de R$ 1 bilhão
Capacidade: 76 mil
MINAS GERAIS (reforma)
Mineirão – mais de R$ 800 milhões
Capacidade: 69.950
CURITIBA (reforma)
Arena da Baixada – próximo de R$ 300 milhões
Capacidade: 42 mil
PORTO ALEGRE (reforma)
Beira Rio – próximo de R$ 300 milhões
Capacidade: 60 mil
BRASÍLIA (reforma)
Mané Garrincha – mais de R$ 800 milhões
Capacidade: 71 mil
CUIABÁ (novo)
Verdão – mais de R$ 600 milhões
Capacidade: 43.600
FORTALEZA (reforma)
Castelão – próximo de R$ 550 milhões
Capacidade: 67.037
MANAUS (novo)
Vivaldão – próximo de R$ 550 milhões
Capacidade: 42.200
SALVADOR (novo)
Fonte Nova – próximo de R$ 700 milhões
Capacidade: 65 mil
NATAL (novo)
Arena das Dunas – próximo de R$ 500 milhões
Capacidade: 47 mil
RECIFE (novo)
Arena Pernambuco – próximo de R$ 600 milhões
Capacidade: 46 mil

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