Guerrilheiro Virtual

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A família trambiqueira do governador Geraldo Alckmin

Inquilinos de um prédio de propriedade de familiares da primeira-dama do Estado, Lu Alckmin, espossa do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) não conseguem obter alvará porque o edifício está em situação irregular e apresenta documento falso.O edifício Royal Street, na av. Brigadeiro Faria Lima, área nobre da zona oeste de São Paulo, não tem Habite-se, documento que comprova a regularidade de sua situação na prefeitura.

Mesmo assim, a Wall Street, empresa dona do prédio, tem entregue às empresas que alugam escritórios no local um Habite-se que teria sido emitido em 2000.A prefeitura confirmou que o alvará é falso e a funcionária que o emitiu, que trabalhava na Subprefeitura de Santana, foi exonerada acusada de cometer a fraude.A Folha teve acesso a três pedidos de licenciamento que tramitam na Subprefeitura de Pinheiros por empresas instaladas no Royal Street. O documento falso aparece em todos os processos....

Segundo a subprefeitura, nenhuma empresa instalada no Royal Street tem alvará, já que o Habite-se é exigido para a emissão da autorização.É o caso do escritório brasileiro da multinacional DKT, fabricante dos preservativos Prudence, que tenta desde março obter o alvará.A MB Associados, escritório de consultoria que tem entre os sócios o economista José Roberto Mendonça de Barros, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo FHC, está na mesma situação.A consultoria se mudou para o Royal Street no começo deste ano e, no dia 11 de março, deu entrada com o pedido de alvará na Subprefeitura de Pinheiros apresentando o documento falso.

O outro processo ao qual a Folha teve acesso é o da Veloce Logística, que tramita na subprefeitura desde 26 de fevereiro do ano passado.Todas essas empresas estão sujeitas a interdição e multas por funcionarem sem alvará. O edifício, segundo a Folha apurou, deve ser interditado nas próximas semanas devido à irregularidade.

A Wall Street é acusada pela Corregedoria-Geral do Município de outra fraude, relacionada ao pagamento de outorga onerosa, uma taxa exigida para a autorização de construção de prédios altos.Em 1994, a empresa apresentou um carnê fraudado do IPTU do prédio e, com isso, pagou valor menor. Na Folha

Nenhum comentário:

Postar um comentário

”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”