
Sob o prestimoso silêncio da mídia demotucana e o peculiar conformismo da esquerda local, a Assembléia Legislativa de São Paulo começou a enterrar a denúncia de que os deputados recebem propinas para incluir emendas no Orçamento. Como em qualquer CPI que se ameaça no Estado, tudo será decidido sob sigilo e cairá no esquecimento antes de chegar a domínio público.
O deputado Roque Barbiere pertence ao mesmo PTB de Roberto Jefferson, a primeira e maior fonte do escândalo que em 2005 ganhou a alcunha “mensalão”. O paralelo também ajuda a perceber as semelhanças entre as supostas irregularidades das duas épocas, além de adicionar mais um episódio vexatório às reputações dos fariseus.
Mas agora as coisas transcorrerão de maneira um pouco diferente. Embora sejam fáceis de averiguar, as inconfidências de Barbiere não causarão investigações por parte dos jornais e revistas sediados em São Paulo, nem o deputado concederá aquelas entrevistas dedurando nomes e cifras, e muito menos surgirão bravos procuradores dispostos a perseguir as “quadrilhas” legislativas que desviam verbas públicas para os financiadores de suas campanhas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”