Por Lustosa da Costa
“No tocante ao Oriente Médio, os governantes americanos tratam de modo totalmente diverso os países que têm petróleo e o cedem em condições de pai para filho às empresas ianques e os que não têm preocupação em agradar à grande potência dando-lhe seu ouro negro.
Temos o caso do Iraque, firme aliado dos EUA quando guerreou o Irã, e que, de repente, virou integrante do “eixo do mal” e seu governante um "carrasco que comandava a tortura dos adversários políticos". Os americanos precisaram de duas guerras para arrecadar tão precioso botim e ainda hoje enfrentam resistência daquele povo. Que não se rendeu ante os maus-tratos aplicados pelos EUA a homens e mulheres do país, amontoados em prisões quando o Iraque foi ocupado.
LÍBIA
Como também queria tomar posse, não só do petróleo, como das divisas acumuladas pelo Líbia, Washington passou a dizer horrores do ditador há 34 anos daquele país, horrores que, até então, não identificavam nem denunciavam.
Virou um monstro quando o Ocidente viu que podia apoderar-se de todas as suas riquezas, a partir do ouro negro... Seu governante foi derrubado e morto, depois de ter sofrido terríveis humilhações.
SÍRIA
Já com a Síria, que não é milionária de petróleo, a cantilena é outra. O próprio presidente americano proclama a crueldade do ditador ali no poder e, de todas as maneiras, ameaça derrubá-lo.
Não manda, porém, seus poderosos exércitos para saquear seu petróleo. A lengalenga é verbal. Porque eles não veem ali ouro negro para inflamar sua oratória e aquecer seus canhões.”
FONTE: escrito por Lustosa da Costa em sua coluna no Diário do Nordeste (http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1102675&coluna=1) [imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’]

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