BRASÍLIA - A presidenta Dilma Rousseff embarca na noite deste sábado para Hannover, onde participará da abertura da CeBIT, a maior feira de tecnologia da informação do mundo, a convite da chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, no encontro reservado com Merkel, a presidente vai abordar a crise econômica e criticar a estratégia dos países desenvolvidos de injetar dinheiro na economia para superar as dificuldades.
Segundo ele, na reunião G-20 no fim do ano passado, Dilma já havia tratado de crise econômica com Merkel. O governo brasileiro não concorda com a estratégia para superar a crise adotada pelos países desenvolvidos, que liberaram US$ 4,7 trilhões, sem vincular esse dinheiro à atividade produtiva. Marco Aurélio disse que a presidente quer chegar à reunião dos Brics (grupo Brasil, Rússia, Índia e China), em Nova Déli, de 28 a 30 de março, com uma posição sobre a evolução da crise e o caminho adotado pelos países desenvolvidos.
- Queremos chegar a essa reunião com uma percepção mais clara de como está evoluindo a crise e as respostas dos países desenvolvidos. Esperamos que as economias europeia e norteamericana se recuperem, mas acreditamos que se recuperarão se essa enxurrada de dinheiro passada para dezenas de bancos for usada exclusivamente para fins especulativos - afirmou.
Na agenda da conversa entre Dilma e Merkel também deverão entrar assuntos como o comércio entre os dois países, questões de ciência, tecnologia e inovação, especialmente o programa Ciência sem Fronteiras, e energia, além dos temas internacionais, incluindo a situação da Síria, da Palestina e do Irã. Dilma embarca neste sábado, acompanhada de cinco ministros e os governadores Jaques Wagner (BA) e Tarso Genro (RS), e retorna ao Brasil na próxima terça-feira.
- Em todos esses assuntos, a presidente vai reafirmar aquilo que é próprio da política externa brasileira: a busca de soluções negociadas, mesmo quando essas soluções parecem muito difíceis. Muitas vezes o recurso à força que pode parecer dar uma certa tranquilidade ou resolver rapidamente a crise, mas não faz mais do que agravar - argumentou Marco Aurélio, que integra a comitiva presidencial.
Do Yahoo

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