As classes A,B e C, que representavam 49% das famílias brasileiras em 2003, passaram a compor 61% das famílias em 2009, de acordo com estudo apresentado ontem pela Federação do Comércio de bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). De acordo com os dados, o número de famílias das classes de maior renda saltou de 48,5 milhões para 57,8 milhões no período.
O diretor-executivo da Fecomercio-SP, Antonio Carlos Borges, explicou que está havendo uma mudança estrutural muito forte nas classes de renda do Brasil e que os empresários, não só do comércio, devem ficar atentos a isso. "A classe média é o motor da economia em qualquer país do mundo. Se a classe média vive em crise a economia cai. Se vai bem, a economia cresce."
Borges ressaltou que, de acordo com o padrão de análise da Fecomercio, a classe C passou a ser a nova classe média, porque a renda dessas famílias passou a ser igual à renda média da população brasileira. "Estamos falando de um conjunto de pessoas, que é a média Brasil, com renda de R$ 2.900, que vai ao mercado buscar bens, está empregado, sua renda está crescendo."
O aumento dos gastos com alimentação fora de casa, de 26,6% no período, e das despesas com celular, de 63,3%, são provas de mudança no padrões dos consumidores.
Classe C vai elevar em 40% riqueza do País até 2020
Consumo das famílias deve chegar a R$ 3,53 trilhões em oito anos, estimulado, sobretudo, pelas compras da classe média
Pesquisa da Federação do Co-mércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio/SP) mostra que a classe média será a principal responsável por sustentar um crescimento acumulado de 40% projetado pela enti-dade para a economia bra-sileira até 2020. O estudo "A evolução da classe média e o seu impacto no varejo", divul-gado ontem, chama de classe média as famílias que formam a classe C definida pelas faixas de rendimento da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por esse critério, integram a classe média famílias com renda mensal de R$ 1,4 mil a R$ 7 mil. A pesquisa prevê que o con-sumo familiar no Brasil será de R$ 3,53 trilhões em 2020, ante R$ 2,34 trilhões estimados para 2011. O montante representará 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2020.
Para a entidade, o crescimento do poder aquisitivo da população ficará mais evidente na classe C, que, atualmente, represen-ta 54% dos brasileiros e possui uma capacidade de consumo de mais de R$ 1 trilhão, o que equivale a 51% de toda o rendi-mento das famílias. A previsão é que já em 2015 a classe média seja responsável pelo consumo equivalente ao das classes A e B somadas. Segundo a pesquisa, o País passa por um forte processo de crescimento do mercado consumidor. Em 2003, as classes A, B e C representavam cerca de 49% das famílias brasileiras e atualmente essa proporção chega a 61%. "Em 2003, menos da metade dos brasileiros se encontrava em um patamar médio de consumo, enquanto hoje quase dois terços da população já alcançou esse patamar", afirma o estudo. "O Brasil de 2020 será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais."
A renda per capita da po-pulação, que em 2010 era de R$ 19.342, deve crescer 30% nas classes A (rendimento mensal acima de R$ 11 mil) e B (entre R$ 7 mil e R$ 11 mil) e 50% nas demais. Entre 2002 e 2010, a taxa de desemprego passou de 11,7% para 6,7%, de acordo com o estudo. A massa real de salários aumentou em torno de 30% no mesmo período.
"O Brasil tornou-se uma economia de classe média".
.
Classe C vai elevar em 40% riqueza do País até 2020
Consumo das famílias deve chegar a R$ 3,53 trilhões em oito anos, estimulado, sobretudo, pelas compras da classe média
Pesquisa da Federação do Co-mércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio/SP) mostra que a classe média será a principal responsável por sustentar um crescimento acumulado de 40% projetado pela enti-dade para a economia bra-sileira até 2020. O estudo "A evolução da classe média e o seu impacto no varejo", divul-gado ontem, chama de classe média as famílias que formam a classe C definida pelas faixas de rendimento da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por esse critério, integram a classe média famílias com renda mensal de R$ 1,4 mil a R$ 7 mil. A pesquisa prevê que o con-sumo familiar no Brasil será de R$ 3,53 trilhões em 2020, ante R$ 2,34 trilhões estimados para 2011. O montante representará 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2020.
Para a entidade, o crescimento do poder aquisitivo da população ficará mais evidente na classe C, que, atualmente, represen-ta 54% dos brasileiros e possui uma capacidade de consumo de mais de R$ 1 trilhão, o que equivale a 51% de toda o rendi-mento das famílias. A previsão é que já em 2015 a classe média seja responsável pelo consumo equivalente ao das classes A e B somadas. Segundo a pesquisa, o País passa por um forte processo de crescimento do mercado consumidor. Em 2003, as classes A, B e C representavam cerca de 49% das famílias brasileiras e atualmente essa proporção chega a 61%. "Em 2003, menos da metade dos brasileiros se encontrava em um patamar médio de consumo, enquanto hoje quase dois terços da população já alcançou esse patamar", afirma o estudo. "O Brasil de 2020 será um dos maiores mercados consumidores e uma das maiores economias globais."
A renda per capita da po-pulação, que em 2010 era de R$ 19.342, deve crescer 30% nas classes A (rendimento mensal acima de R$ 11 mil) e B (entre R$ 7 mil e R$ 11 mil) e 50% nas demais. Entre 2002 e 2010, a taxa de desemprego passou de 11,7% para 6,7%, de acordo com o estudo. A massa real de salários aumentou em torno de 30% no mesmo período.
"O Brasil tornou-se uma economia de classe média".
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”