Petista provoca Serra, lembra renúncia de 2006, e afirma que tucano mantém sonho presidencial
Em entrevista ao portal Terra, Haddad afirmou que o foco da disputa deve ser a administração da cidade e não o projeto nacional de Serra, que ainda aspira disputar a Presidência da República. “Há quem diga que ele disputará a eleição de 2014, quer dizer, nem foi realizada a eleição de 2012 e já estão pensando na questão nacional”, prosseguiu o candidato petista à sucessão de Gilberto Kassab (PSD).
O pré-candidato do PT disse que tem interesse no futuro da cidade de São Paulo e não no “futuro do País” ou nas “duas visões distintas de Brasil”, como mencionou o tucano no discurso em que admitiu, depois de longas semanas de hesitação, sua disposição de entrar na corrida eleitoral paulistana. “Estamos interessados na cidade e não estamos pensando num segundo passo: o que será de mim daqui a dois anos”, alfinetou o petista.
Haddad ressaltou que as próprias lideranças do PSDB – como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente nacional do partido, deputado federal Sérgio Guerra (PE), e até o senador presidenciável Aécio Neves (MG) – não descartam a possibilidade de Serra tentar de novo lançar-se candidato às eleições presidenciais de 2014. Fernando Henrique afirmou, em entrevista ao Estado, que Serra poderá sair “revitalizado” da disputa municipal e que não se pode afirmar, pelo dinamismo da política, que ele estaria fora do páreo em 2014.
Recuo. Na opinião de Haddad, o PT acertou na estratégia ao lançar um nome novo em 2012 – enquanto o PSDB “ensaiou” implementar a mesma iniciativa, mas “sentiu-se inseguro e recuou”. O petista citou os governadores Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Campos (PSB-PE), Marcelo Déda (PT-SE), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e até o ex-tucano e prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), como exemplos da nova geração de administradores que renovaram “com a força da boa política”.
Apesar de afirmar que o sentimento geral da população paulistana é de “abandono”, Haddad evitou críticas diretas a Kassab e não quis dar nota à sua administração. “Não gosto de dar nota para administrador público, acho que é a população quem tem de dar”, justificou.
No entanto, ao opinar sobre o preço da tarifa de ônibus na cidade (que é de R$ 3,00), o petista disse que o valor é incompatível com o bolso dos usuários e que a qualidade da integração do sistema está aquém das necessidades da cidade. “O prefeito carregou no reajuste”, criticou.
O ex-ministro da Educação voltou a dizer que se sente aliviado com a decisão de Kassab de manifestar apoio a Serra e encerrar o flerte com o PT e sua candidatura em São Paulo.
“A militância, de uma maneira geral, estava muito refratária a essa aproximação. Eu também estava me sentindo um pouco desconfortável”, admitiu.
Postado por Luis Favre
Do Blog do Favre
DAIENE CARDOSO , AGÊNCIA ESTADO – O Estado de S.Paulo
“O paulistano quer um prefeito para a cidade, que cumpra o seu mandato. O cidadão quer alguém que cuide da cidade”, provocou ontem o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, antecipando um tema que os petistas pretendem explorar de forma recorrente na campanha: em 2006, José Serra renunciou à Prefeitura e disputou o governo do Estado. O pré-candidato tucano, ao anunciar anteontem a intenção de entrar na disputa municipal, nacionalizou o debate.
Em entrevista ao portal Terra, Haddad afirmou que o foco da disputa deve ser a administração da cidade e não o projeto nacional de Serra, que ainda aspira disputar a Presidência da República. “Há quem diga que ele disputará a eleição de 2014, quer dizer, nem foi realizada a eleição de 2012 e já estão pensando na questão nacional”, prosseguiu o candidato petista à sucessão de Gilberto Kassab (PSD).
O pré-candidato do PT disse que tem interesse no futuro da cidade de São Paulo e não no “futuro do País” ou nas “duas visões distintas de Brasil”, como mencionou o tucano no discurso em que admitiu, depois de longas semanas de hesitação, sua disposição de entrar na corrida eleitoral paulistana. “Estamos interessados na cidade e não estamos pensando num segundo passo: o que será de mim daqui a dois anos”, alfinetou o petista.
Haddad ressaltou que as próprias lideranças do PSDB – como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente nacional do partido, deputado federal Sérgio Guerra (PE), e até o senador presidenciável Aécio Neves (MG) – não descartam a possibilidade de Serra tentar de novo lançar-se candidato às eleições presidenciais de 2014. Fernando Henrique afirmou, em entrevista ao Estado, que Serra poderá sair “revitalizado” da disputa municipal e que não se pode afirmar, pelo dinamismo da política, que ele estaria fora do páreo em 2014.
Recuo. Na opinião de Haddad, o PT acertou na estratégia ao lançar um nome novo em 2012 – enquanto o PSDB “ensaiou” implementar a mesma iniciativa, mas “sentiu-se inseguro e recuou”. O petista citou os governadores Cid Gomes (PSB-CE), Eduardo Campos (PSB-PE), Marcelo Déda (PT-SE), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e até o ex-tucano e prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), como exemplos da nova geração de administradores que renovaram “com a força da boa política”.
Apesar de afirmar que o sentimento geral da população paulistana é de “abandono”, Haddad evitou críticas diretas a Kassab e não quis dar nota à sua administração. “Não gosto de dar nota para administrador público, acho que é a população quem tem de dar”, justificou.
No entanto, ao opinar sobre o preço da tarifa de ônibus na cidade (que é de R$ 3,00), o petista disse que o valor é incompatível com o bolso dos usuários e que a qualidade da integração do sistema está aquém das necessidades da cidade. “O prefeito carregou no reajuste”, criticou.
O ex-ministro da Educação voltou a dizer que se sente aliviado com a decisão de Kassab de manifestar apoio a Serra e encerrar o flerte com o PT e sua candidatura em São Paulo.
“A militância, de uma maneira geral, estava muito refratária a essa aproximação. Eu também estava me sentindo um pouco desconfortável”, admitiu.
Do Blog do Favre
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