"Isso é coisa de crime organizado, de máfia. O cara (Aref) tem quase 70 anos de idade, acha que ele ia fazer sozinho? O que eu fico indignado é esse prefeito achar que é uma coisa pessoal (quando a gente faz) denúncias contra ele (sua administração)", declarou Datena sobre o caso.
Hussain Aref Saab, o diretor responsável pela aprovação de grandes e médias construções na capital paulista durante sete anos dos mandatos do prefeito Gilberto Kassab (PSD), adquiriu 106 imóveis ao longo do período, enquanto sua renda declarada é de R$ 20 mil mensais. Ao todo, o ex-funcionário tem 118 imóveis, dos quais 24 são vagas extras de garagens.
De 2005 até 2012, Saab, de 67 anos, acumulou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões. Suspeito de participar de esquemas de corrupção e alvo de investigações, deixou o cargo no mês passado, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira, 14, no jornal Folha de São Paulo. Kassab foi quem determinou a apuração do Ministério Público e da Corregedoria Geral do Município após receber denúncias anônimas.
Hoje no Jorna da Tarde:MP investiga assessor de Kassab
O Ministério Público Estadual (MPE) abre inquérito civil hoje para investigar crime de improbidade administrativa, por enriquecimento ilícito, praticado por Hussain Aref Saab
A recomendação da Corregedoria-Geral do Município (CGM), que também investiga Aref, denunciou por corrupção, formação de quadrilha e prevaricação.
O MPE afirmou que já tem conhecimento de 80 bens registrados no nome do ex-diretor.
São apartamentos residenciais – a maioria adquirida em lançamentos recentes, e localizada em regiões da zona sul da cidade. O Aprov é responsável pela concessão de licenças para a construção de empreendimentos com mais de 500 m².
Um imóvel, em especial, despertou a atenção da Corregedoria. Trata-se de um apartamento na Rua Coriolano, no bairro da Lapa, zona oeste. Um mês depois de comprar a unidade, em abril de 2009, Aref concedeu licença para a mesma construtora iniciar outra obra, dessa vez na Rua dos Piemonteses, em Raposo Tavares.
Tanto a Corregedoria quanto o MPE querem saber se há relação entre os fatos, ou seja, se o ex-diretor adquiria, com regularidade, imóveis de construtoras avaliadas por ele. Ou se ganhava unidades para beneficiar as empresas na “fila”da burocracia.
A suspeita de corrupção já é apurada pelo MPE desde o fim de 2011. A investigação da Corregedoria começou em março, após uma denúncia anônima. Segundo o delator, que se identificou como “cidadão indignado que já presenciou o esquema de corrupção”, Aref tornaria mais ágil a aprovação de obras mediante propina.
Aref teria a ajuda de outros dois funcionários públicos: sua assessora Aurea Zapletal e Paulo Castaldelli, ex-diretor do Aprov 1. A CGM recomendou o afastamento dos dois. A Secretaria de Negócios Jurídicos disse ter aberto inquérito administrativo contra eles.
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