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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Serra deixou evangélicos falando sozinhos

Uma vereadora paulistana do partido do Kassab (PSD-SP), evangélica e candidata à reeleição, foi a uma reunião no quartel-general tucano no edifício Joelma, onde levou cerca de 30 pastores e lideranças, que lá foram na expectativa de um encontro com José Serra (PSDB-SP), segundo o jornal "Estadão".

E, parece inacreditável, mas Serra faltou!


Coube ao vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), a dura tarefa de explicar a ausência do tucano, e a emenda saiu pior do que o soneto:

"Não podemos estressar o candidato. Não podemos tirar a energia. Ele tem que estar descansado para aparecer na televisão".
Os pastores reclamaram que os demotucanos só os procuram para usá-los em época de eleição, depois os tratam com descaso.

Entre as frases ouvidas, segundo o "Estadão":


"Agora somos chamados para eleger Serra, mas vamos ser excluídos"
.

"Ele chegou na nossa instituição (na eleição anterior). Prometeu situações que, infelizmente, foram esquecidas"
.

Em 2010, Serra tentou eleger-se fazendo populismo religioso, só que foi mais irreal do que uma nota de R$ 3,00. O que o tucano fala, o passado o condena.


Serra desrespeita religiosos, ao simular representar papel de pastor em vez de candidato


Além disso, a atitude de Serra, às vezes, ofende a muitos evangélicos, quando os tenta manipular, em vez de tratá-los como qualquer cidadão, que pensa e forma convicção de voto naquele que acha ser o melhor candidato para sua cidade, seu estado, seu país.


Serra acha que caso se apresente como se fosse "um pastor", será suficiente para arrebanhar votos de quem é fiel. Isso é querer chamar os outros de bobos.


A relação de Serra (e qualquer candidato) com o eleitor religioso não é entre pastor e fiel, e sim de homem público para resolver os problemas que dependem da mão do ser humano, e não de Deus.


Deus existe para todos. Não é filiado a nenhum partido e não apoia nenhum candidato, assim como não torce para nenhum time de futebol. Nos deu inteligência e força para usarmos para o bem, e há quem use para o mal. A fé pode ajudar e inspirar o ser humano na realização de boas coisas, mas não é religião que resolve os problemas materiais que depende do trabalho de cada um de nós, inclusive o trabalho coletivo da sociedade na forma de governos. Só ter fé não resolve as enchentes provocadas pela impermeabilização do solo urbano e ocupação das várzeas dos rios, feita pela mão do homem. O trânsito de São Paulo também não resolve com fé. É consequência do mau planejamento e de desvios da corrupção tucana no metrô, rodoanel, avenidas marginais, tudo isso feito pela mão do homem, e é a mão do homem que tem que consertar a lambança. Espera-se de candidatos a prefeitos que apresentem essas soluções ao cidadão, seja evangélico, católico, de qualquer religião ou até mesmo de nenhuma religião.

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