SÃO PAULO.
Uma gravação interceptada pela Polícia Federal (PF), no rastro da Operação Monte Carlo, relaciona o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, ao esquema operado pela quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Um relatório da Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, revelado pelo jornal "Correio Braziliense", mostra que o também ex-deputado federal é citado em diálogo como detentor de R$ 7 milhões em uma conta que seria operada pelo grupo do bicheiro.
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Segundo a Polícia Federal, "Fábio" participou de teleconferência com Alex Antonio e Gleyb Ferreira para detalhar a transação financeira. O relatório da Polícia Federal não dá maiores informações sobre a origem dos recursos. O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno, informou que vai pedir nesta terça-feira a convocação do candidato do PRB para prestar esclarecimentos na CPI do Carlinhos Cachoeira.
Em palestra, na capital paulista, Celso Russomanno afirmou que irá autorizar a Polícia Federal a quebrar seus sigilos fiscal e bancário para esclarecer a questão. O candidato do PRB disse que o seu suposto envolvimento com o grupo criminoso "não existe" e que não conhece as pessoas citadas no relatório da Polícia Federal. Ele defendeu a apuração completa da suspeita de irregularidade, disse que está disposto a participar de uma acareação e atribuiu a denúncia ao seu desempenho nas pesquisas de intenções de voto.
A última edição do Datafolha mostra Celso Russomanno em empate técnico com o candidato do PSDB, José Serra, que está na dianteira da disputa municipal.
- Eu vou fazer um ofício e colocar à disposição da Polícia Federal todo o meu sigilo financeiro, desde os meus 18 anos. Isso não existe, não conheço essas pessoas e não tenho contato com elas. Eu quero a apuração de tudo, não se brinca com o nome das pessoas. Quem não deve, não teme. E eu não tenho nada a esconder - afirmou Celso Russomanno.
O candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita, que participou do mesmo evento, defendeu que a denúncia seja apurada e considerou que, durante as eleições, é o momento de se colocar tudo a limpo. Segundo ele, ou tudo termina em "pizza" ou deve-se passar tudo a limpo, "doa a quem doer".
- É uma história muito estranha e eu acho que ela precisa ser esclarecida. O candidato precisa esclarecer quem é o assessor, já que é uma escuta telefônica. É algo muito sério - afirmou Gabriel Chalita.
Do Yahoo


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