É o presidente do Senado, José
Sarney, rebatendo críticas que apontam corporativismo no fato de a
Câmara e o Senado terem divulgado os salários dos servidores sem os
respectivos nomes; "Eu acho que não tem nenhuma importância divulgar
nome ou não divulgar nome"; se é assim, por que não divulga?
Ivan Richard, repórter da Agência Brasil
- O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje (1º), na
volta dos trabalhos legislativos após o recesso, que a Casa cumpriu seu
papel ao divulgar os salários dos servidores, mesmo que não tenha sido
nominal. Apesar de aguardar decisão definitiva sobre a divulgação
nominal dos servidores, Sarney ponderou que não vê tanta importância na
divulgação dos nomes.
"Cumprimos com a data marcada, apenas não divulgamos como previsto
por causa de uma decisão judiciária, que limitou a divulgação dos dados.
Vamos esperar o que a Justiça vai decidir. Já é público [a informação]
porque tem o número da matrícula, os vencimentos e todas as informações.
Elas já estão públicas. Só vai dar um pouquinho mais de trabalho para a
pessoa que quer saber", argumentou Sarney.
"Eu acho que não tem nenhuma importância divulgar nome ou não
divulgar nome", acrescentou o presidente do Senado. Ele ressaltou que
caberá à Advocacia-Geral da União (AGU) recorrer ou não da liminar que
impediu a divulgação nominal dos vencimentos. "Essa decisão de recorrer é
da AGU. A AGU já está tomando conhecimento da decisão", frisou.
Perguntado sobre o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal
(STF), o presidente do Senado ponderou que a decisão deve ocorrer sem
"influências políticas". "O que toda a nação está esperando é que seja
um julgamento isento, justo, que atenda às expectativas nacionais. Mas,
ao mesmo tempo, que seja feito sem pressão e sem emoção", disse Sarney.
"A Justiça é feita para ela não ter influência política nenhuma.
Justiça significa independência. Que ela possa julgar todos nós cidadãos
baseados nas leis e garantias constitucionais", acrescentou.
Sobre o calendário de votações no Senado em meio ao período
eleitoral, Sarney ressaltou a importância das eleições municipais para a
democracia do país, mas lembrou que as lideranças firmaram acordo para
realização de um "esforço concentrado" para votar projetos importantes,
como as medidas provisórias do Código Florestal e as que criam o
Programa Brasil Maior.
Segundo ele, a ideia é concentrar as votações durante duas semanas
por mês, deixando os senadores liberados nos outros dias para participar
da campanha eleitoral. Neste mês, as votações estão previstas para os
dias 6, 7 e 8 e na última semana de agosto.
"A intenção é realmente não fazer sessões deliberativas para que os
senadores possam participar das campanhas municipais. Sabemos
perfeitamente que as eleições municipais são a base de toda a eleição",
argumentou Sarney.
Do Brasil247
Nenhum comentário:
Postar um comentário
”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”