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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Senador de Cachoeira por um fio na volta do recesso

Senador de Cachoeira por um fio na volta do recesso 
Wilder Morais, que assumiu como senador por Goiás após cassação de Demóstenes Torres, está sumido; ontem, faltou a cerimônia de entrega de medalha em Goiânia; hoje, se aparecer na Câmara Alta, será cobrado pelo DEM a dar explicações sobre estreitas ligações com contraventor; grampo da PF mostrou intimidade entre eles.

Goiás247_ Onde está o novíssimo senador Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu de surpresa após a cassação de Demóstenes Torres para desaparecer logo em seguida? A grande expectativa de hoje no Senado é se o novo integrante dará o ar da graça no início dos trabalhos legislativos desse segundo semestre. O senador-empresário chega sob fogo cerrado, com o DEM exigindo explicações sobre seu relacionamento com o contraventor Carlinhos Cachoeira e o PT exigindo sua convocação para a CPMI.

Ontem Wilder causou constrangimento e mal estar generalizado ao simplesmente cabular, sem maiores explicações, cerimônia de entrega da Medalha do Guardião, alta honraria concedida pela Polícia Militar de Goiás a autoridades que prestaram relevantes serviços à corporação (qual seria mesmo o serviço prestado por Wilder?). Altas autoridades do Estado, entre elas o governador Marconi Perillo, levaram um bolo do senador.

A situação de Wilder não é das melhores. Flagrado em uma conversa telefônica com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o senador neonato revela que, sem a ajuda do bicheiro, nunca teria galgado qualquer posição política (antes de assumir no Senado Wilder era secretário de Infra Estrutura do Governo de Goiás).

Diante das revelações, o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), exigiu que Wilder desse uma explicação pública sobre suas relações com o contraventor Carlos Cachoeira. Segundo diálogo grampeado pela Polícia Federal, o contraventor Carlos Cachoeira seria responsável por sua indicação ao posto. Wilder limitou-se a dizer no microblog Twitter que estava querendo se livrar de uma situação constrangedora.

Se do DEM lhe são exigidas explicações, para o PT a situação de Wilder é mais grave. O deputado Paulo Teixeira (PT/SP), vice-presidente da CPMI, pretende propor a cassação do novíssimo senador, alegando que seu mandato é fruto de uma organização criminosa.

Bilhetagem

Outro evento relacionado a Cachoeira é o depoimento do próprio, hoje, à Justiça do DF. Uma semana depois de prestar depoimento na justiça de Goiás, o contraventor deixa novamente o presídio da Papuda para prestar esclarecimentos, dessa vez ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A audiência de instrução está marcada para esta tarde. Devem ser ouvidos durante a audiência o bicheiro e outros sete acusados de participação nos crimes investigados pela Operação Saint-Michel.

Entre as testemunhas de acusação está o secretário de Transportes, José Walter Vazquez, e os promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF na operação Saint Michel que identificaram o esquema. Outro depoimento marcado é do ex-diretor administrativo-financeiro do DFTrans Milton Martins de Lima Júnior que foi afastado do trabalho quando as denúncias surgiram.

Como já ocorreu em outros locais onde Cachoeira prestou depoimento, o Bicheiro deve manter a estratégia da defesa e permanecer calado durante os questionamentos. Carlos Ramos está preso desde fevereiro.

Do Brasil247

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