Wilder Morais, que assumiu como
senador por Goiás após cassação de Demóstenes Torres, está sumido;
ontem, faltou a cerimônia de entrega de medalha em Goiânia; hoje, se
aparecer na Câmara Alta, será cobrado pelo DEM a dar explicações sobre
estreitas ligações com contraventor; grampo da PF mostrou intimidade
entre eles.
Goiás247_ Onde está o novíssimo senador
Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu de surpresa após a cassação de
Demóstenes Torres para desaparecer logo em seguida? A grande expectativa
de hoje no Senado é se o novo integrante dará o ar da graça no início
dos trabalhos legislativos desse segundo semestre. O senador-empresário
chega sob fogo cerrado, com o DEM exigindo explicações sobre seu
relacionamento com o contraventor Carlinhos Cachoeira e o PT exigindo
sua convocação para a CPMI.
Ontem Wilder causou constrangimento e mal estar generalizado ao
simplesmente cabular, sem maiores explicações, cerimônia de entrega da
Medalha do Guardião, alta honraria concedida pela Polícia Militar de
Goiás a autoridades que prestaram relevantes serviços à corporação (qual
seria mesmo o serviço prestado por Wilder?). Altas autoridades do
Estado, entre elas o governador Marconi Perillo, levaram um bolo do
senador.
A situação de Wilder não é das melhores. Flagrado em uma conversa
telefônica com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o senador neonato
revela que, sem a ajuda do bicheiro, nunca teria galgado qualquer
posição política (antes de assumir no Senado Wilder era secretário de
Infra Estrutura do Governo de Goiás).
Diante das revelações,
o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), exigiu que Wilder
desse uma explicação pública sobre suas relações com o contraventor
Carlos Cachoeira. Segundo diálogo grampeado pela Polícia Federal, o
contraventor Carlos Cachoeira seria responsável por sua indicação ao
posto. Wilder limitou-se a dizer no microblog Twitter que estava
querendo se livrar de uma situação constrangedora.
Se do DEM lhe são exigidas explicações, para o PT a situação de
Wilder é mais grave. O deputado Paulo Teixeira (PT/SP), vice-presidente
da CPMI, pretende propor a cassação do novíssimo senador, alegando que seu mandato é fruto de uma organização criminosa.
Bilhetagem
Outro evento relacionado a Cachoeira é o depoimento
do próprio, hoje, à Justiça do DF. Uma semana depois de prestar
depoimento na justiça de Goiás, o contraventor deixa novamente o
presídio da Papuda para prestar esclarecimentos, dessa vez ao Tribunal
de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A audiência de
instrução está marcada para esta tarde. Devem ser ouvidos durante a
audiência o bicheiro e outros sete acusados de participação nos crimes
investigados pela Operação Saint-Michel.
Entre as testemunhas de acusação está o secretário de Transportes,
José Walter Vazquez, e os promotores do Núcleo de Combate às
Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF na operação
Saint Michel que identificaram o esquema. Outro depoimento marcado é do
ex-diretor administrativo-financeiro do DFTrans Milton Martins de Lima
Júnior que foi afastado do trabalho quando as denúncias surgiram.
Como já ocorreu em outros locais onde Cachoeira prestou depoimento, o
Bicheiro deve manter a estratégia da defesa e permanecer calado durante
os questionamentos. Carlos Ramos está preso desde fevereiro.
Do Brasil247
Nenhum comentário:
Postar um comentário
”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”