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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Grécia caminha para crise social

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símbolo da UE
Cortes e reduções de salários não resolvem o déficit do país...
A Europa não se encontra e a Grécia caminha para uma crise social sem precedentes, se o governo de Atenas insistir em cumprir o plano acordado com a União Europeia.

O gabinete grego aprovou neste domingo uma medida para cortar funcionários públicos, parte do plano de austeridade destinado para a liberação dos empréstimos da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Grécia. O plano prevè, ainda, a criação de uma "reserva trabalhista". Por meio dele, trabalhadores estatais receberão apenas pagamentos parciais e serão demitidos um ano depois. Estão na lista 30 mil até o final deste ano.

Além do plano de demissão, o governo planeja cortar 20% das aposentadorias acima de 1.200 euros. E, mesmo o gabinete grego tendo aprovado um amargo orçamento para 2012 repleto de sacrifícios, o país não atingirá as metas do déficit orçamentário de 2011 e de 2012 determinadas no plano de resgate. No entanto, a previsão é de que o déficit do ano que vem deva ser de 6,8 %, acima os 6,5 % acordados, porque o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve retrair 2,5 %. O fato é particularmente grave, pois a economia grega já se retraiu 5,5 % em 2011. Já, a Dow Jones calcula que, no mercado de trabalho, a taxa de desemprego deva aumentar para 16,4% em 2012, de 15,2% neste ano.

O ministro grego das Finanças, Evangelos Venizelos, jogou o cumprimento da meta para o futuro. "Ainda faltam três meses críticos para terminar 2011, e a estimativa final de 8,5% de déficit do PIB pode ser atingida caso os mecanismos de Estado e os cidadãos respondam de acordo", afirmou.

Medidas só agravarão a crise

Nesse contexto, cortar salários e demitir centenas de milhares de funcionários públicos, sem nenhum resultado de fato na redução do déficit público nos próximos três anos só deve agravar, ainda mais, a recessão que o país enfrenta há três anos, bem como o desemprego.

Sem estímulos econômicos não haverá crescimento a médio prazo. Sem crescimento, não haverá recursos para pagar a dívida e, muito menos, os juros em rápida ascensão, devido ao risco país. O quadro demonstra que não há solução isolada para nenhum país da União Europeia: da Grã Bretanha à Grécia, a Europa está sem rumo e sem saída. Todas as medidas de austeridade aplicadas até agora só agravaram a situação econômica e fiscal da região. Está claro que a saída para a Europa não pode se resumir às medidas até agora adotadas.

Do
Blog do Zé Dirceu

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