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domingo, 21 de setembro de 2014

A 'mudança' tucana e o humor nacional

 
Como constata o site Carta Maior, a respeito da avaliação tucano/midiático da Pnad, "A renda das famílias cresceu 4% acima da inflação; a dos 10% mais pobres, 2,2%; nos EUA, no mesmo período, a renda cresceu apenas 0,3%. A mídia festeja a 'vigorosa recuperação americana' e vê retrocesso na Pnad".
 
Sonham pro Brasil o mesmo cenário que a dura realidade impõe à terra do 'Tio Sam', preservando os ganhos espetaculares do cassino financeiro abastecido trilionariamente pelo tesouro estadunidense, às custas de uma taxa de desemprego que não recua dos dois dígitos. Aqui, na visão deles, o 'retrocesso', é traduzido na erradicação da miséria na ordem de 75% do que representava há 11 anos.
 
Enquanto isso, Aécio continua prometendo mudanças, FHC falando em desordem e seus asseclas clamando por parcimônia nos gastos governamentais, a que não tiveram quando desviaram dos cofres públicos mais R$30 Bilhões para socorrer banqueiros falidos, com o famigerado PROER, muito menos pra comprar parlamentares, persuadindo-os a votar a reeleição de FHC.
 
Menos conhecido nacionalmente, mas certamente o mais audacioso na pregação do novo, o governador do Pará e candidato à reeleição, o tucano Simão Jatene, faz campanha alertando o povo paraense que não se deve voltar ao passado.Todavia, se você for fazer as contas, constatará que Simão é governo no estado desde 1982, seja como secretário, dirigente de instituto ou governador. Se vivo fosse, o general Golbery assinaria embaixo da frase de efeito cunhada por Jatene, hoje, o resultado faz dele um dos piores governantes do país, segundo pesquisa do insuspeito(pra ele) IBOPE. 
 
Felizmente, parece que a população começa a ficar indiferente a essa cantilena recorrente que a direita utiliza toda vez que se encontra em apuros eleitorais e não vê perspectiva do recurso à ruptura institucional. Só ainda não havíamos descido a tal nível do besteirol produzido. Este, politicamente, pode até não surtir efeito, contudo certamente contribuirá significativamente com o segmento profissional do humor, por sinal, já necessitado de matéria prima renovada. 

sábado, 20 de setembro de 2014

Ex-vice de Aécio é procurado pela Polícia.


O ex-senador Clesio Andrade, ex-vice governador de Aécio Neves (PSDB), é procurado pela Polícia Civil do DF para cumprir mandato de condução coercitiva – quando a pessoa é detida para prestar depoimento.

O motivo é a Operação São Cristóvão, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal.

É investigado por desvio de mais de R$ 20 milhões da União repassados ao Sest/Senat entre 2011 e 2012 para a realização de cursos profissionalizantes.

A Polícia Civil pede a prisão temporária do ex-senador.

Andrade é réu no mensalão tucano, de 1998. Filiado ao PFL, foi escolhido por Aécio para ser seu vice-governador, exercendo o mandato de 2003 a 2007.

Com o escândalo do mensalão em 2005, submergiu para suplência de senador nas eleições de 2006 na chapa composta por Aécio candidatando-se à reeleição e com Eliseu Resende (PFL) candidatando-se ao senado. Com a morte de Eliseu, Clesio Andrade assumiu a cadeira no senado, renunciando recentemente quando ia ser julgado no STF pelo mensalão tucano. Com a renúncia seus advogados pediram para o processo sair do STF e voltar para a primeira instância em Minas Gerais, e conseguiram evitando a condenação definitiva.

A amizade e compadrio político com Aécio levou o então governador tucano a nomear a mulher de Clésio para o Tribunal de Contas do Estado de Minas, órgão responsável por aprovar as contas de Aécio e do próprio marido no primeiro mandato.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Denúncia da Folha contra Aécio prenuncia ofensiva do jornal contra Dilma - "Não se deixe iludir pela inédita denúncia da Folha contra Aécio Neves." "o objetivo é ganhar credibilidade para, em seguida, atacar um petista. Principalmente se for ano eleitoral."


Não se deixe iludir pela inédita denúncia da Folha contra Aécio Neves. Sempre que esse jornal publica alguma coisa contra um tucano graúdo – e, em 2014, o neto de Tancredo Neves é o tucano mais graúdo da praça –, o objetivo é ganhar credibilidade para, em seguida, atacar um petista. Principalmente se for ano eleitoral.



Há inúmeros episódios iguais, na Folha. De forma recorrente, toda vez que esse jornal divulga denúncias (invariavelmente fracas, apesar de existirem outras mais fortes) contra tucanos é para preparar ataque pesado contra petistas.

Para que se tenha uma ideia, após mais de um ano de artilharia incessante e diária contra Dilma finalmente aparece em um veículo de alcance nacional denúncia vistosa contra um político que, durante seus governos de Minas Gerais, sofreu toneladas de denúncias da oposição, as quais a mídia mineira e a nacional esconderam e escondem descaradamente.

Um grupo de deputados mineiros de oposição, aliás, criou o site “Minas Sem Censura” para repercutir tudo o que a mídia local esconde para defender o “coronel” Aécio Neves, eminência parda que governa o Estado com mão de ferro e criminaliza adversários políticos, chegando a mandar prendê-los simplesmente por lhe fazerem críticas, com o beneplácito do judiciário e da imprensa.
 
Nunca faltou denúncia contra Aécio Neves. O site supracitado publicou dezenas. Houve investigações no Ministério Público, na Justiça, mas nada nunca alcançou a grande mídia nacional, o que permitiu à mídia mineira esconder tudo.

Nesse contexto, a manchete de primeira página da última edição dominical da Folha de São Paulo contra Aécio Neves deve seguir o roteiro de outras oportunidades em que aquele jornal fez uma denúncia “fraca” contra um tucano para que denúncia “forte” contra petista ganhasse credibilidade.

O caso mais revoltante dessa estratégia da Folha ocorreu no fim de 2009, a cerca de um mês do ano eleitoral em que Dilma Rousseff, com o apoio de Lula, derrotou o tucano José Serra. Míseros 12 dias separaram notícia fraca contra Fernando Henrique Cardoso de um ataque virulento e imoral contra Lula.

Após 18 anos do nascimento de filho do ex-presidente tucano com uma jornalista da Globo um grande órgão de imprensa publicou história que todos os que se interessam por política sabiam havia muito, graças à imprensa “alternativa”. E, mesmo assim, porque FHC decidiu assumir publicamente o filho.

Em 15 de novembro de 2009, a Folha publicou a matéria “FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista”, assinada pela colunista Mônica Bergamo.

Apesar de não ser exatamente uma “denúncia”, a notícia (velha) tinha um quê de negatividade para o ex-presidente tucano. Afinal, ele cometerá traição à esposa, Ruth Cardoso, que falecera um ano antes. Mas graças às suas boas relações com a mídia o tucano conseguiu manter o caso escondido por quase duas décadas.


O que mais impressiona nesse episódio é que entre o dia em que foi feita a “denúncia” contra FHC e o dia em que a Folha publicou um ataque asqueroso contra Lula, passaram-se míseros 12 dias.

No dia 27 do mesmo mês de novembro de 2009, a Folha publicou “análise” de um sujeito chamado “César Benjamin” sob a rubrica “Especial para a Folha”. Não se tratava de análise alguma, mas de um ataque criminoso.


Chegava às telas de cinema o longa-metragem Lula, filho do Brasil, baseado em livro homônimo da jornalista Denise Paraná. O filme provocou a ira da mídia tucana, pois não combinava com seus ataques incessantes ao ex-presidente e revelava ao Brasil a história épica do líder metalúrgico que chegou à Presidência da República.


O texto de Benjamin foi escrito para rotular o filme como “mistificação”. Esse indivíduo esteve preso com Lula em 1971 e, no que a Folha chamou de “análise”, o autor acusou o então presidente da República de ter tentado estuprar um colega de cela.

Esse processo de fazer algum ataque episódico a tucanos para em seguida intensificar os ataques incessantes contra petistas é recorrente na Folha e vem de anos. Os casos supracitados são apenas os mais escandalosos na história recente, mas há muitos outros anteriores e posteriores.

Por outro lado, a denúncia é fraca. Aécio pode se defender de várias formas. A matéria acusa o governo do tucano de ter mandado construir um aeroporto na fazenda de um tio, mas o caso desencadeou uma disputa na Justiça entre esse parente do então governador de Minas Gerais e o governo do Estado. Não vai dar em nada, pois.

O que se deve ter em mente é que essa denúncia fraca e espalhafatosa prenuncia alguma armação da Folha contra Dilma nos próximos dias. Não deve passar do fim deste mês. Além disso, em um momento em que cresce a percepção de partidarismo antipetista da mídia do eixo São Paulo-Rio, essa “denúncia” pretende ser um tipo de “antídoto”.

 

Aécio construiu aeroporto pra si mesmo, com dinheiro público

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 Miguel do Rosário 
Notícia contra Aécio na capa da Folha? Esse é o primeiro espanto, tanto que merece algumas especulações. A Folha tem procurado se descolar um pouco do tipo de jornalismo partidário e unilateral praticado pelo Globo. Contrataram o Ricardo Melo, para fazer um contraponto à esquerda.

Agora deram um passo ainda maior e contrataram Guilherme Boulous, dirigente do MTST. Lá tem o Jânio de Freitas, que sempre bate na própria linha do jornal. E a Ombudsman costuma criticar abertamente o tucanismo da empresa.

O que parece haver é um conflito entre o lado familiar da companhia, que tende a um tucanismo sectário, e o lado profissional, preocupado em manter um jornal lucrativo.

O problema é que, no Brasil, um escândalo só vale se houver uma campanha. Ou seja, os outros jornalões também tem de entrar. As revistas, idem. Daí o caso se espalha para todos os veículos de médio porte do país.

Isso ainda não acontece. De vez em quando, Folha ou Estado divulgam algum escândalo tucano. Mas não se cria uma campanha jornalística, como ocorre com qualquer escândalo petista. E o assunto morre.

Esse escândalo do aeroporto é muito grave, porque revela um síntese escandalosa do famigerado patrimonialismo brasileiro.

Coisa de coronel nordestino das antigas. 

Aécio Neves não apenas construiu um aeroporto na fazenda de seu tio, ao custo de R$ 14 milhões, mais R$ 1 milhão pela desapropriação do terreno (valor que seu tio contesta e quer mais). Ele construiu para seu uso particular, porque a sua fazenda “preferida”, aquela onde ele mais costuma ir quando se cansa das noitadas no Rio, fica ali ao lado.

O pior de tudo é que o aeroporto, pronto em 2010, é usado apenas por ele, Aécio Neves, que não se deu ao trabalho sequer de concluir a documentação para torná-lo realmente público.

Outro fato interessante: por que se demorou tanto tempo para se descobrir tal coisa? Por que a imprensa de Minas nunca divulgou isso?

Uma das razões da Folha divulgar tal fato com tanto alarde é a constatação de que isso viria à tôna nessas eleições, e a melhor maneira de tratar o episódio é divulgá-lo e dar o direito de resposta a Aécio.

A Folha dá quase metade de página, e na mesma edição, para Aécio responder à denúncia.

É melhor assim do que ver a denúncia cair nas mãos de um “blog”…

A prova de que esse raciocínio é correto está na coluna Painel, da mesma Folha. A coluna dá quatro notas para tentar explicar contradições na declaração de bens de Aécio, reveladas por um “blog”, ao qual a coluna acrescenta o adjetivo “petista”.  

Fosse um blog contra o PT, não poria o nome “tucano”…
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Altamiro Borges: O mensalão tucano morre de inanição midiática


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Rindo à toa

O “mensalão tucano” está morrendo

Por Altamiro Borges, em seu blog
Aos poucos, todos os envolvidos no escândalo do “mensalão tucano” – que a mídia insiste em chamar de “mensalão mineiro” – vão escampando de qualquer possibilidade de punição. Diferente dos fuzilados no midiático julgamento do “mensalão do PT”, nenhum deles deve ir para a cadeia.

Nesta semana, o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), outro réu no caso, renunciou ao seu mandato como artifício para abortar a conclusão do seu julgamento, em lenta tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele alegou motivos de saúde, mas até a Folha denunciou, em editorial na quinta-feira (17), a “nova manobra tucana”. Caberia perguntar por que o jornal nunca deu manchete ou apurou seriamente este escândalo.

O diário da famiglia Frias – ativo porta-voz do tucanato – até lembra que “Clésio repetiu a estratégia adotada pelo ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que abdicou de seu mandato em fevereiro. Abandonando a função, eles deixam de figurar na lista das autoridades que, segundo a Constituição, devem ser julgadas pelo STF.

O objetivo é transferir o processo para a primeira instância da Justiça, onde o amplo repertório de recursos permite que a análise do caso se estenda. Faz parte desse cálculo a expectativa de eventual prescrição dos crimes”. Em outras palavras, os envolvidos no milionário esquema de Caixa-2 do PSDB de Minas Gerais vão escapando de qualquer punição.

O empresário do ramo de transporte Clésio Andrade foi vice-governador de 2003 a 2006, na gestão de Aécio Neves. Na época, ele era filiado ao PFL – atual DEM. Antes de chegar ao governo, ele se tornou sócio da agência de publicidade de Marcos Valério.

“Essa associação tornou-se peça central da engrenagem do mensalão tucano, que, segundo a Procuradoria-Geral da República, envolveu empréstimos fraudulentos, lavagem de dinheiro e desvio de verbas estatais com vistas a financiar a campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas, em 1998”, explica a Folha. O jornal apenas deixou de informar que o esquema também bancou as campanhas de Aécio Neves e FHC, segundo confissão de Eduardo Azeredo.

O mensalão tucano é considerado o precursor do mensalão petista, a partir da engrenagem montada pelas agências de publicidade de Marcos Valério. Até hoje nada foi apurado com rigor. O Poder Judiciário, conhecido por seus vínculos com o tucanato, posterga o julgamento do caso.

Já a mídia privada blinda os tucanos envolvidos. Eles não aparecem nas manchetes dos jornalões, não merecem as críticas ácidas dos colunistas da tevê e nem são alvos da caçada implacável do tal “jornalismo investigativo” – sempre tão seletivo nas suas pautas. Graças a estas cumplicidades, todos os envolvidos no “mensalão tucano” ficam impunes. Clésio Andrade era o único réu do caso que ainda tinha o processo tramitando no STF. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A retórica sessentista de Aécio sobre o Mais Médicos

A retórica sessentista de Aécio Neves sobre Cuba e o Mais Médicos só prova que a 'novidade' é menos moderna que a velharia 
aécio neves mais médicos cubanos 
Aécio Neves, em sabatina realizada pela Folha, onde falou sobre o Bolsa Família e o Mais Médicos (Jorge Araujo/Folhapress)

Marcus Lima, GGN 

A novidade é menos moderna que a velharia. Isso me assusta no renovador Aécio. Seja por um discurso que em diversas área, é indigente intelectualmente e faz pão e circo para uma classe média reacionária usando um idealismo digno da época da guerra fria, seja porque há um imenso vazio, um vácuo de qualquer ideia que não seja baseada em exemplos. Vamos aos fatos:

A PROPÓSITO: Aécio Neves promete manter Bolsa Família e Mais Médicos

1) O revalida é um dos instrumentos do Conselho Federa de Medicina, usado para manter a reserva de mercado, restringindo o acesso de médicos estrangeiros ao país. Assim como a dificuldade de abrir faculdades de medicina, foi uma ferramenta para artificialmente limitar o número de médicos e aumentar o seu ganho. Aí, existem factóides, como se faltassem médicos no interior do Brasil, em locais distantes. Para citar: em Campinas, uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes, há 75 km de São Paulo, uma das cidades mais ricas do país, HÁ 68 MÉDICOS DO MAIS MÉDICOS. Enfrentar o revalida foi um acerto, não um erro.

2) Como tudo que envolve Cuba, o candidato despreza números, e apela para ideologia. Primeiro, para a ideia de que relações internacionais devem se conduzir dessa forma: esmagando Cuba, ignorando seu sistema e princípios. A frente, se verá o reverso da coragem. Depois, ” como financiamos o governo Cubano”. Então é assim, importamos médicos somos comunistas por financiarmos o comunismo? Financiamos o Comunismo Chinês então. Financiamos Guantánamo, afinal importamos I Phones. Enfim, é de novo meter ideologia, e ignorar os números: de novo, os números da saúde cubana e seus indicadores são invejáveis, até para nações desenvolvidas.

3) Ao contrário da coragem contra os fracos, Aécio e mais recentemente, o Armínio Fraga, defendem a fraqueza diante dos fortes. Segundo Aécio, “O Brasil se deixou conduzir por nações com pouco apreço pela democracia”. Isso me preocupa, porque grave não é se essas nações são democráticas ou não, ao contrário do que sugere, mas perigoso é o Brasil de deixar conduzir por qualquer nação, ao invés de planejar sua inserção no mundo globalizado de acordo com seus interesses internos. Já Armínio, disse, e, vídeo, que o Brasil tem de deixar de lado a Venezuela, e se atrelar as ” locomotivas do mundo”. É de novo, uma defesa de submissão na política externa, que mistura de forma desonesta indigência intelectual com má fé pura. Primeiro, porque no mundo todo, o que se faz hoje em política externa, é pragmatismo. Ou seja: não é a política externa que deve servir de plataforma para projeção de ideologias e lemas, mas para defesa de seus interesses econômicos. Ou são burros os dois, Aécio e Fraga, ou são mal intencionados: veja os Estados Unidos, bastião da “Democracia” no mundo, e questionem se os EUA deixaram de se relacionar com os membros Árabes da Opep e seus sistemas ditatoriais. Portanto, há uma maldade: querer qualificar como matriz ideológica uma política que é também econômica, de inserção em mercados. Aliás: então isso quer dizer que China e Rússia, uma um país não democrático e outra uma democracia que anda migrando em direção a opressão, devem ser ignoradas? Outro ponto tosco do discursos: quem são essas locomotivas econômicas e democráticas a quem vamos nos atrelar? O principal parceiro comercial brasileiro deste momento do BR é a China, que de democrática não tem nada. As democracias Europeias e os EUA andam em crise faz tempo: como vão nos ” rebocar”? Enfim, mais um susto: não se menciona, nesse tipo de discurso, nenhum dado concreto, por exemplo, pauta de comércio e trocas com os países.

São esses, e mais, os exemplos que me deixam mais assustado. O PSDB tinha Bresser Pereira, Mendonça de Barros, já teve no passado Ciro Gomes. Me assusta o nível de indigência e pobreza intelectual que atingiu o discurso do partido, que agora nada mais é do que um pregação ” Nós x o comunismo batendo na porta”. Será que o PSDB emburreceu tanto assim?
  
Do Pragmatismo Político

terça-feira, 15 de julho de 2014

A elite branca se esconde como os black blocs

Em outubro, a Dilma vai tirar o badalo da elite branca.

A elite branca vaiou a Presidenta no Maracanã, como tinha feito, também ali, sob a batuta de Cesar Maia, com o Presidente Lula, na abertura dos Jogos Pan-Americanos.

E a Presidenta Dilma no Itaquerão.

Foi a elite branca, mesmo, como reafirmou a Presidenta a uma repórter de GloboNews.

A elite branca tem a Ética dos black blocs.

Faz vandalismo sem rosto.

Se escondeu sob o anonimato de 75 mil espectadores no estádio mais bonito do mundo, num entardecer da Cidade Maravilhosa !

(Ela dá azar quando se pronuncia nos camarotes reservados do Itaúúú.)

O Beltrame tirou o badalo da Sininho.

A Copa se encerrou gloriosamente como a Copa de todas as Copas !

As manifestações deram num traque.

A Dilma vai levantar o capuz da elite branca no primeiro turno das eleições.

E tirar-lhe o badalo.


Paulo Henrique Amorim 

Juca Kfouri: “Aécio Neves é amigo da turma que reduziu o futebol brasileiro a pó”

O candidato Aécio Neves,  voltou a atacar novamente a  a presidenta Dilma e por tabela, o ministro Aldo

"O País não precisa da criação de uma ''Futebras", disse o candidato tucano Aécio Neves,  entre outras besteiras, que nem vale a pena relembrar. Dilma   declarou que nunca disse e que  não pretende criar  Futebrás, O que ela quer  é,  dar condições para que nossos craques continuem no país.

A presidente Dilma disse em entrevista que foi ao ar nesta quinta-feira, 10, pela emissora americana CNN que há necessidade de  “renovação” no futebol brasileiro e criticou o fato de o País exportar seus craques. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo,  falou  na organização da modalidade, algo que mexeria também nas gestões dos clubes e no calendário.Nesse sabado, a presidente Dilma reforçou os comentários através do twitter
Dilma que quer acabar com a 'Futebrax':Dilma afirmou que aqueles que “queriam transformar a Petrobras em Petrobrax desvirtuam, agora, a posição de apoiar a renovação do futebol”.
Horas depois, de Aécio sair em defesa de Marin e Ricardo Teixeira, tido com dois corruptos na CPF, o blog do Juca Kfouri, explicou por que Aécio ficou nervoso com a declaração de Dilma. No post, "Aécio ama a CBF, Juca disse:

Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão.
Aécio Neves condecorando Ricardo Teixeira com a maior honraria do Estado de MG
Deu-se mal porque o que escondeu em sua página na internet, Marin mandou publicar na da CBF.Aécio também é velho amigo de baladas de Ricardo Teixeira e acaba de dizer que o país não precisa de uma “Futebras”, coisa que ninguém propôs e que passa ao largo, por exemplo, das propostas do Bom Senso FC.
Uma agência reguladora do Esporte seria bem-vinda e é uma das questões que devem surgir neste momento em que se impõe um amplo debate sobre o futuro de nosso humilhado, depauperado e corrompido futebol.

Mas Aécio é amigo de quem o mantém do jeito que está.

Não está nem aí para os que reduziram nosso futebol a pó. 

Pois é..
Envolto em escândalos de corrupção, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF
Mas, continua sendo o amigão de Aécio.O candidato tucano,também sai derrotado, pois mantém  excelente  relação com o cartola 

O verdadeiro programa da direita

É um exercício de juntar as partes e buscar compreender esse discurso, que agora se torna raivoso, de uma direita que está presente no espaço público e nos estádios de futebol e já disputa as eleições, com as armas que tem.

Vale tudo para tirar o PT do governo. Seu maior poder é o controle da mídia. É por meio dela que a direita disputa a opinião pública e impõe sua visão de mundo. A internet muda um pouco esse estado de coisas, permitindo a expressão da pluralidade e o questionamento da realidade. Mas ela não tem o poder da TV. Mais de 95% dos domicílios brasileiros têm televisão. E seus moradores, todos os dias, passam horas assistindo a uma variedade de programas, aliás, não tão variados assim.

Há vários meses está em curso uma campanha, capitaneada pelos principais jornais e TVs, de ataques ao governo e de desgaste da presidente Dilma, da candidata Dilma. A disputa eleitoral, que deveria se transformar num embate entre dois projetos, não aparece assim. É um contínuo martelar de acusações contra o governo federal: corrupção, aparelhamento da máquina pública, má gestão, centralismo, descontrole das obras públicas, leniência com manifestações sociais que atentam contra a propriedade privada e quebram bancos e lojas.

A crítica ao governo federal deve ser feita, mas os problemas apontados precisam ser enfrentados na raiz, isto é, na própria forma como o sistema de representação política brasileira foi capturado pelo poder econômico. Nas últimas eleições para o Congresso Nacional, 230 parlamentares eleitos foram financiados majoritariamente por menos de 5% das empresas que se engajaram em algum financiamento eleitoral.

O presidencialismo de coalizão cobra seu preço e as distorções no nosso sistema político representativo são reais. Mas o que se vê é a manipulação da opinião pública. Ocorre que a verdadeira agenda da direita concentradora tem de ficar escondida do eleitorado. Como ela ganharia a eleição prometendo privatizações, arrocho salarial e desemprego? Como os verdadeiros interesses não podem ser apresentados, o foco passa a ser o combate à corrupção, a necessidade de honestidade, o compromisso com o interesse público, a maior capacidade de gestão para aperfeiçoar o desempenho do Estado. É o mesmo que não dizer nada. E os recursos públicos, serão aplicados onde?

Segundo os ideólogos da direita, a economia vai mal e o país está sendo levado para uma fase ruim. O PIB é baixo. A inflação é alta. As exportações fraquejam. A balança comercial vai para o vermelho. O investimento caiu. Os ativos na Bolsa de Valores e as taxas de juros caíram. Os aumentos reais de salários e o maior investimento nas políticas sociais pressionam os custos. O superávit primário está ameaçado e o país caminha para um cenário de baixo crescimento que precisa ser evitado. Esse é o discurso formulado pelo capital, especialmente pelo setor rentista.

A proposta, na realidade, em primeiro lugar, é aumentar os juros da dívida pública e o superávit primário. Isso para atender ao setor rentista. Depois, reduzir salários e os benefícios previdenciários, e flexibilizar os contratos de trabalho, destituindo direitos. O aumento do desemprego para pressionar os salários é desejável. Haverá também privatizações, aumento nas tarifas públicas e cortes no orçamento das políticas sociais, abrindo espaço para as empresas privadas ampliarem sua presença no setor. Como anunciado, o novo governo eleito assinará tratados de livre-comércio para internacionalizar nossa economia, isto é, abrir o mercado brasileiro ainda mais para as grandes corporações transnacionais, destruindo a indústria nacional, o pequeno e médio empresário. Essa abertura envolve a redução de tarifas de importação e a livre circulação dos fluxos de capitais, tão a gosto do capital especulativo financeiro.

E para tudo isso é necessário ganhar as eleições e assegurar o controle do Estado.

Essas propostas estão sendo aplicadas na Grécia, na Espanha e na Itália, e não têm nada de original. Elas obedecem aos interesses e ao comando das grandes corporações transnacionais e da acumulação financeira. Qualquer veleidade de autonomia ou de projeto de desenvolvimento deve ser engavetada.

Mas, como veremos nesta edição, e contrariando a análise precedente, o brasileiro vai melhor do que antes, há mais empregos, seu salário melhorou, as políticas sociais melhoraram. O motor da economia é, e sempre foi, o mercado interno. A novidade não está no andar de cima, com seu consumo de elite. A novidade está no ingresso de dezenas de milhões de brasileiros no mundo do consumo, alimentando um mercado de produtos de massa, circuitos curtos de produção e consumo, gerando emprego e bem-estar. Tudo isso implicou a redução do ganho dos rentistas.

Então, neste caso, a economia vai mal para quem?
Silvio Caccia Bava, diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil
No Viomundo

terça-feira, 17 de junho de 2014

Aécio se despede da Folha. Até breve!

Por Altamiro Borges
“Em respeito aos critérios anteriormente fixados pela Folha em função do período eleitoral, escrevo hoje a minha última coluna”. Com esta notícia alvissareira, publicada nesta segunda-feira (16), Aécio Neves, o cambaleante presidenciável do PSDB, despediu-se dos seus leitores do jornal da famiglia Frias. Lógico que a despedida é puro jogo de cena, já que a Folha tucana não vai abandoná-lo durante a difícil jornada eleitoral deste ano. Além do mais, caso seja derrotado nas urnas, ele poderá retornar ao diário golpista para seguir escrevendo as suas platitudes. O termo platitude, esclareço, decorre de uma crítica da própria ex-ombudsman da Folha, Suzana Singer.

Em setembro de 2011, após analisar alguns textos do senador mineiro no jornal, ela escreveu: “De 11 artigos do ex-governador tucano, pelo menos seis pareciam discurso de Congresso, com críticas nada originais ao governo federal e a promoção de iniciativas de Minas Gerais”. Na prática, antes mesmo da permissão legal da propaganda eleitoral, o pré-candidato já usava a Folha como seu palanque. Do que escreveu nestes anos, porém, nada sobrou de muito útil. O texto de “despedida”, nesta segunda-feira, confirmou esta trajetória de platitudes, com certa dose de egocentrismo.
“Sei que corro o risco de ser mal interpretado, num país em que, lamentavelmente, sobram motivos para o descrédito da ação política, mas a cada dia me convenço mais do acerto da decisão que tomei há 30 anos, quando entrei na vida pública... Nunca tive dúvidas sobre a escolha que fiz, nem nas horas de dificuldades. Nunca as tive nos momentos de frustração quando fui confrontado com a impossibilidade de realizar tudo o que gostaria, nem nos momentos em que sou atacado de forma covarde por calúnias e difamações”, choraminga a pobre vítima. E ele ainda garante, no maior cinismo, que defende a verdade e repudia “a manipulação e a hipocrisia”.

Ao final, Aécio Neves afirma que “fiz desta coluna um testemunho de meu compromisso com a política voltada ao bem comum e do meu compromisso com os brasileiros. Busquei refletir sobre o Brasil, consciente de que escrever para um jornal como a Folha é sonhar em voz alta... Encerro a minha coluna surpreso com a velocidade com que o tempo tem passado. Foram três anos. Meu agradecimento à Folha pelo convite. A você, meu agradecimento pela companhia, meu abraço e desejo de que o tempo seja generoso com cada um dos nossos sonhos”.

Pelo bem do Brasil, que não pode retroceder ao passado neoliberal, o melhor é que o tempo não seja generoso com o sonho presidencial do cambaleante candidato!

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Leia também:
- O andar cambaleante de Aécio Neves

- Crise mundial e a mediocridade de Aécio

- O desespero do cambaleante Aécio Neves

- Aécio Neves e os "fichas sujas"

- Aécio apoia "soneguetes" da Globo

- O monólogo vazio de Aécio Neves

- O que Aécio faria no Brasil de hoje? 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Militantes do PSDB recebem R$ 25 para participar da convenção tucana

'Reencontro com consigo mesmo' ,prometido por Aécio Neves, falha na convenção tucana e pobre da periferia de São Paulo tiram fotos com boneco de papelão.Ônibus vieram do interior, da Grande São Paulo e de Minas; jovens disseram ter ganho R$ 25 para participar do evento

Os organizadores da convenção do PSDB que escolheu   o candidato Aécio Neves (PSDB- MG)  dizem que algumas milhares de pessoas estiveram no  evento realizado neste sábado, no Expo Center Norte, em São Paulo.  Porém, a maioria  afirmaram  à reportagem do jornal O Estado de São Paulo  terem recebido dinheiro para comparecer ao ato. Cada um levou R$ 25 para casa
A maioria da plateia foi arrumada por líderes políticos regionais e veio de ônibus fretados. Um grupo de Minas chegou ao ato agitando um boneco gigante do ex-presidente Tancredo Neves, avô de Aécio.
 Segundo informações do Estadão, moradoras na Grande São Paulo, disseram que ainda não têm título de eleitor e que cada uma recebeu R$ 25 pela presença. 

De acordo com a reportagem, três amigos de Belo Horizonte, do bairro de Barreiro, na periferia da capital e principal colégio eleitoral da cidade, são amigos do filho de uma militante. Indagados se receberam dinheiro, responderam, que sim e disse que ganharam “lanche” também.

Na plateia da convenção tucana estavam os dois últimos candidatos do PSDB à Presidência, Serra (2002 e 2010) e Alckmin (2006), cujas campanhas procuraram esconder FHC.

No discurso, Aécio Neves diz que promoverá 'reencontro do Brasil consigo mesmo'. Enquanto Paulinho da Força, discursava: "Chegou numa situação que o povo não vaia mais, esculhamba! ...

PSDB se firma como partido da elite: Abraços e fotos, só com boneco de papelão de Aécio
 

O que mais chamou atenção na convenção tucana não foram os ataques raivosos dirigido a presidenta Dilma e PT. Foi o fato de, no final  do evento, Aécio Neves,  ter se afastado da "militância". Aécio,  Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Paulinho (da Força Sindical) e Geraldo Alckmin, foram para uma sala bater papo, enquanto o pessoal pobre, pago a R$ 25, que saíram  da periferia de São Paulo para participar do evento, tiravam fotos com alguns dos vários  bonecos  de papelão de Aécio Neves espalhados em um grande salão

Aécio não passa de um "sinhôzinho" das Gerais. Ligado às mais arcaicas oligarquias, nunca foi às ruas, nunca se posicionou ao lado do povo
Ah, sim... Essa é Dilma, com o povo...Você já viu algum politico do PSDB sendo abraçado assim, pelo povo?

Essa é Dilma, tirando fotos com o povo
E esse é Lula, abraçado e abraçando o povo