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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quem derreteu Russomanno foi a Cúria

Verbo do momento, “derreter” é a palavra-chave, o dernier cri em matéria de insights político-eleitorais. Começou a ser efetivamente usado em São Paulo a partir do anúncio das primeiras pesquisas de boca de urna, no início da noite do domingo (7/10). Serviu como uma luva para expressar o incrível encolhimento da candidatura até então imbatível de Celso Russomanno à prefeitura paulistana.
 
Quem acendeu o fogo e iniciou o derretimento de Russomanno foi o cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, quando, em 19/9, alegou dificuldades de agenda para receber o candidato do blusão de couro. No domingo anterior (16/9), 300 paróquias paulistanas receberam um édito sobre o voto consciente com críticas veladas e nem-tão-veladas-assim ao postulante que havia semanas mantinha-se inabalável no topo das sondagens.
 
Pouco antes, recomeçara a circular nas mídias sociais um texto de maio de 2011, de autoria do bispo Marcos Pereira, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), presidente do PRB e chefe da campanha de Russomanno. Entre outras coisas, dizia o seguinte:
“Precisamos salvar o Brasil e torná-lo verdadeiramente laico, livre da influência da religião.”
A frase não contém qualquer blasfêmia ou heresia, poderia estar na boca de um antigo maçom, positivista, anarquista ou militante do laicismo. Relembrada naquelas circunstâncias, e com clara entonação beligerante, acionou os radares da hierarquia católica, antigamente designada como Cúria.
Naquele momento, tanto José Serra como Fernando Haddad afinal se animaram e começaram a bater no rival. Sem cancha, jogo de cintura e, sobretudo, sem o suporte de uma instituição com experiência milenar em matéria de poder, a candidatura Russomanno desmilinguiu e começou o inexorável caminho em direção ao brejo.
 
Fogo aceso
 
Estes são dados que não poderiam escapar à acuidade e experiência de nossos politólogos e opinionistas. Foram fartamente noticiados e, no entanto, permanecem no banco de reserva das interpretações porque a rivalidade – ou confrontação – religiosa é uma realidade no Brasil, mas está condenada a manter-se na sombra e enfurnada nos subterrâneos da notícia.
 
A mídia seria a única instituição capaz de revelar a existência desse conflito e alertar para os perigos de um acirramento. A mídia, porém, é parte dessa rivalidade (ou confrontação) e nesta terra do faz de conta não está autorizada a cair na real nem a criar um estresse capaz de potencializar outros, mais agudos.
 
Uma coisa não deve ser esquecida: o derretimento da candidatura Russomanno foi o primeiro. A fogueira – ou micro-ondas – está acesa.
 
Alberto Dines

domingo, 7 de outubro de 2012

Esta provado, Haddad está certo: PRB cobra recuo de Russomanno sobre tarifa proporcional

A cúpula do PRB pressiona seu candidato a prefeito, Celso Russomanno, a desistir da promessa de mudar o valor do Bilhete Único paulistano e cobrar tarifas proporcionais ao trajeto percorrido. 

O partido considera que a proposta foi um erro e quer convencer o ex-deputado a anunciar um recuo amanhã, em entrevista coletiva, caso ele vá ao segundo turno. A informação é da Folha

A ideia é encontrar um discurso para justificar um recuo. Uma hipótese é alegar que novos estudos técnicos teriam desaconselhado a mudança no sistema de tarifas.Integrantes do comando da campanha pretendiam debater o tema com Russomanno ontem à noite, a poucas horas da abertura das urnas. 

Fernando Haddad, do PT, mostrou diversas vezes que Haddad estava tentando   desvirtuar o Bilhete Único e propor que os paulistanos mais pobres, que vivem longe do centro, paguem tarifas mais caras que os demais. 

Russomanno contestou  acusou Haddad de mentir ao dizer que ele aumentaria o valor da tarifa.
Ele prometeu manter o teto do bilhete em R$ 3, com "desconto" para quem percorrer trajetos mais curtos, à base de subsídios. 

Russomanno demonstrou irritação e, nos últimos dias, levou ao ar um comercial em tom agressivo, no qual deu um murro na mesa e chamou Haddad de mentiroso. 

"Basta! Haddad é mentiroso quando diz que eu vou aumentar a tarifa. Vou reduzir a passagem dos ônibus", disse o candidato.   Agora, o próprio partido de Russomanno mostra que o candidato estava mentndo

Para a direção do PRB, a explicação não o surtiu efeito desejado e o PT conseguiu emplacar a ideia de que seu adversário seria contrário ao Bilhete Único. 

O coordenador da campanha de Haddad, Antonio Donato, diz que a polêmica foi uma arma eficaz para reduzir as intenções de voto no rival. 

"O Russomanno não parava de subir e de repente despencou. Foi como se a gente tivesse achado uma agulha para furar o balão dele."


Foto ilustrativa adicionada por este blog.

sábado, 6 de outubro de 2012

O apresentador sem programa

 
Mesmo o esquálido volume de propostas revela Russomanno
 
É difícil saber o que o candidato Celso Russomanno (PRB) faria no comando da Prefeitura de São Paulo caso eleito. O apresentador evitou ao máximo, durante toda a campanha, dizer o que pensa. Quando decidiu se pronunciar, defendeu uma proposta aparentemente lógica, mas perigosa eleitoralmente: quem utiliza mais ônibus, pagará mais pelo transporte.
 
Como os usuários que andam mais são os moradores da periferia - e, logo, os mais pobres - Russomanno jogou contra o eleitorado que lhe pôs na liderança das pesquisas. Sem ter como voltar atrás e atacado pelos adversários, o ex-deputado federal caiu sete pontos percentuais pelo Ibope, divulgado anteontem, e cinco, pelo Datafolha de ontem.
 
Russomanno foi obrigado a parar de surfar na popularidade de apresentador de TV, cultivada há quase três décadas, e mergulhar na realidade dos problemas concretos da cidade.
 
Grandes problemas, complexos, mas cuja abordagem em sua propaganda eleitoral recebeu tratamento estrategicamente superficial, cosmético. Quanto menos se comprometer, melhor.
 
A questão do transporte público, essencial numa cidade com mais de 11 milhões de habitantes como São Paulo, já havia sido contemplada por Russomanno.
 
Ao estilo defensor dos direitos dos consumidores, pelo qual fez sua carreira em programas populares, o candidato propôs lutar pela entrega de um produto melhor: ônibus com piso rebaixado e ar-condicionado.
 
Nada muito sistêmico, estruturador - e sem previsão de custos. E nada muito diferente do restante de suas propostas, sequer organizadas em algo que se poderia chamar de programa de governo. O próprio candidato reconheceu ainda não ter um. Mas somente depois de ser instado a explicar a diferença entre o que anunciou como tal, em debate de TV, e o fino e genérico panfleto que já havia divulgado. Russomanno admitiu, então, que tem só um plano de governo - e não um programa.
 
Nos primeiros 26 dias de propaganda na TV, o candidato do PRB dedicou menos de 20% de suas inserções, os chamados spots, para tratar de políticas públicas, conforme mostrou o Valor. Em 80% dos spots, Russomanno falou de si mesmo ou de sua liderança nas pesquisas eleitorais.
 
Seu roteiro foi andar pelas ruas da cidade e apontar problemas como um repórter e apresentar soluções em forma de bandeira: "mais saúde", "melhor educação", "qualidade no transporte", sem entrar demasiadamente no mérito, em como mudar.
 
Os adversários demoraram a explorar o flanco - talvez até porque, entre eles mesmos, as propostas também não são levadas em alta conta. Queriam mais falar de religião. Enquanto as críticas a Russomanno se resumiam à acusação de pertencer a um partido que seria o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, o candidato do PRB empurrava a discussão para o campo, digamos, laico. A resposta - "Vamos falar de São Paulo?" - virou quase um bordão.
 
Ironicamente, quando os concorrentes resolveram questioná-lo sobre a cidade, Russomanno pareceu um leigo.
 
Às pressas, os cardeais - ou bispos - de sua candidatura procuram especialista de renome que possa assinar o incipiente programa de governo.
 
A falta de um corpo de ideias pode refletir uma decisão estratégica. Candidatos teimam em apresentar programas de governo quando isso deveria ser uma obrigação prévia - a legislação só exige que seja feito o registro de um plano. Também pode refletir o descaso, o despreparo ou a falta de um partido ou grupo político com formulações mais ou menos claras a respeito dos principais problemas a serem enfrentados.
 
Mas mesmo o esquálido volume de propostas sugerido pelo franzino candidato do PRB pode revelar suas preferências. Governar é fazer decisões políticas, que na maioria das vezes privilegiam um segmento em detrimento do outro.
 
Russomanno já foi filiado ao PFL (hoje DEM), ao PSDB e ao PP, e no início de sua vida política assessorou o então governador Paulo Maluf e o último vice-presidente do regime militar, Aureliano Chaves, ambos oriundos da Arena, partido que sustentava a ditadura. Sua linhagem partidária é conhecida e coerente. E diz muito sobre seu perfil ideológico, embora Russomanno, como a maioria dos políticos de direita no Brasil, não se assuma como tal.
 
A proposta do candidato para o transporte público de São Paulo segue a mesma lógica do pensamento que está por trás, por exemplo, das críticas às cotas sociais no ensino público e às transferência de renda para populações mais pobres.
 
É a lógica da não interferência do Estado na correlação de forças sociais e que leva à manutenção do status quo - uma das premissas clássicas do conservadorismo. A proposta de Russomanno, aparentemente igualitária, é, na verdade, liberal.
 
Não é um pecado capital para a candidatura, dado que o eleitorado em São Paulo tem se comportado tradicionalmente de modo conservador. Mas causou um estrago. Deu munição, principalmente para o petista Fernando Haddad, que esperava obter uma maior proporção de votos da periferia e tenta desmascarar Russomanno como o legítimo defensor dos interesses da população mais pobre.
 
É de se perguntar também por que o tropeço de Russomanno ocorreu na área de transporte. Uma explicação plausível é a limitação percebida em outros campos, como a saúde (seara mais afeita ao tucano José Serra, ex-ministro desta Pasta) e a educação (especialidade de Haddad, também ex-ministro, e do pemedebista Gabriel Chalita, ex-secretário estadual).
 
Se, por um lado, a disputa em São Paulo põe em xeque a importância dos dois principais partidos, o PT e o PSDB, em estruturar as preferências do eleitorado, por outro, a ascensão personalista de Russomanno não ficou imune às pressões dos sempre imponderáveis fatores de campanha. Resta saber se ele vai sobreviver.
 
Cristian Klein 
 
No Valor

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Ex-vereadores ligados à máfia dos fiscais são cabos eleitorais de Russomano

José Izar, Vicente Viscome, Zé Índio e ArchibaldoZancra: uns foram presos e outros estão respondendo processo em liberdade.
Quatro ex-parlamentares envolvidos em escândalo do governo Pitta integram campanha do candidato do PRB.

Com informações de Diego Zanchetta

Quatro ex-vereadores envolvidos no escândalo da máfia dos fiscais dão suporte à candidatura do líder nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, Celso Russomano (PRB), inclusive com participações em reuniões da campanha.

foram acusados de participar de um esquema que teria arrecadado R$473 milhões em propinas de camelôs ilegais entre 1997 e 2000, durante a gestão Celso Pitta – Izar e Viscome foram condenados. Hoje, estão na linha de frente na busca de votos para Russomano na zona leste da cidade.

A entrada dos quatro envolvidos no escândalo teve o aval de um dos coordenadores da campanha de Russomano, o deputado estadual Campos Machado (PTB), dizem integrantes da coligação que apoia Russomano ouvidos pelo Estado. Segundo eles, foi uma forma de “suprir a carência” de bases regionais.

Condenado pelo crime de extorsão, Viscome passou seis anos preso. Agora tenta voltar à Câmara Municipal pelo PRP. Ele é o principal cabo eleitoral de Russomano na Mooca, onde tem uma concessionária de veículos.

A propaganda do ex-parlamentar ao lado do candidato do PRB está por todos os lados no tradicional bairro de imigrantes italianos.

Com forte influência sobre os comerciantes e apoio de parte do Clube Atlético Juventus, Viscome tem pedido votos para Russomano nos eventos de que participa e para associações de bairros e paróquias da Igreja Católica. As placas e cavaletes de Viscome levam a foto de Russomano.

José Izar, também condenado a oito anos de prisão – ele recorre em liberdade –, participa de eventos de campanha do líder nas pesquisas e até ofereceu suporte jurídico ao comitê. O ex-advogado do Corinthians também comanda a busca de votos em regiões do Brás e do Tatuapé, onde mantém ligação com os comerciantes.

O ex-vereador, um dos pivôs do escândalo da máfia dos fiscais, ficou célebre pelo discurso que o salvou de cassação na Câmara Municipal em 1999. No alto do plenário, um pouco antes de ser absolvido, insinuou ter “na mão” seus colegas vereadores. “Minha mão deve ser uma mão de gigante, porque eu tenho mais ou menos 35 amigos nesta Casa. São amigos que tenho certeza que jamais vou esquecer”, disse o então vereador na tribuna.

Outro envolvido no escândalo que está na linha de frente da campanha de Russomano na região da Vila Prudente é o ex-vereador Archibaldo Zancra. Com influência política na Administração Regional da Vila Prudente na época da máfia dos fiscais – as Regionais foram substituídas pelas subprefeituras na gestão Marta Suplicy –, Zancra é figura presente no comitê de Russomano. Na segunda-feira, 1, por exemplo, passou a tarde no QG da campanha, na zona sul.

O ex-vereador também organizou um evento para o candidato, no dia 25, no Círculo dos Trabalhadores Cristãos, na Vila Prudente.

Zé Índio, que agora ajuda a pedir votos para Russomano no Tatuapé e na Vila Prudente, era um dos chefes da Administração Regional da Mooca quando estourou o escândalo de achaque de vereadores contra camelôs.
Vereador por três mandatos e ex-deputado federal, ele também foi investigado pela Operação Hurricane, da Polícia Federal, sob suspeita de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e concussão no caso da máfia dos bingos, em 2006.

O apresentador sem programa - Cristian Klein

 Mesmo o esquálido volume de propostas revela Russomanno

É difícil saber o que o candidato Celso Russomanno (PRB) faria no comando da Prefeitura de São Paulo caso eleito. O apresentador evitou ao máximo, durante toda a campanha, dizer o que pensa. Quando decidiu se pronunciar, defendeu uma proposta aparentemente lógica, mas perigosa eleitoralmente: quem utiliza mais ônibus, pagará mais pelo transporte.

Como os usuários que andam mais são os moradores da periferia - e, logo, os mais pobres - Russomanno jogou contra o eleitorado que lhe pôs na liderança das pesquisas. Sem ter como voltar atrás e atacado pelos adversários, o ex-deputado federal caiu sete pontos percentuais pelo Ibope, divulgado anteontem, e cinco, pelo Datafolha de ontem.

Russomanno foi obrigado a parar de surfar na popularidade de apresentador de TV, cultivada há quase três décadas, e mergulhar na realidade dos problemas concretos da cidade.

Grandes problemas, complexos, mas cuja abordagem em sua propaganda eleitoral recebeu tratamento estrategicamente superficial, cosmético. Quanto menos se comprometer, melhor.

A questão do transporte público, essencial numa cidade com mais de 11 milhões de habitantes como São Paulo, já havia sido contemplada por Russomanno.

Ao estilo defensor dos direitos dos consumidores, pelo qual fez sua carreira em programas populares, o candidato propôs lutar pela entrega de um produto melhor: ônibus com piso rebaixado e ar-condicionado.

Nada muito sistêmico, estruturador - e sem previsão de custos. E nada muito diferente do restante de suas propostas, sequer organizadas em algo que se poderia chamar de programa de governo. O próprio candidato reconheceu ainda não ter um. Mas somente depois de ser instado a explicar a diferença entre o que anunciou como tal, em debate de TV, e o fino e genérico panfleto que já havia divulgado. Russomanno admitiu, então, que tem só um plano de governo - e não um programa.

Nos primeiros 26 dias de propaganda na TV, o candidato do PRB dedicou menos de 20% de suas inserções, os chamados spots, para tratar de políticas públicas, conforme mostrou o Valor. Em 80% dos spots, Russomanno falou de si mesmo ou de sua liderança nas pesquisas eleitorais.

Seu roteiro foi andar pelas ruas da cidade e apontar problemas como um repórter e apresentar soluções em forma de bandeira: "mais saúde", "melhor educação", "qualidade no transporte", sem entrar demasiadamente no mérito, em como mudar.

Os adversários demoraram a explorar o flanco - talvez até porque, entre eles mesmos, as propostas também não são levadas em alta conta. Queriam mais falar de religião. Enquanto as críticas a Russomanno se resumiam à acusação de pertencer a um partido que seria o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus, o candidato do PRB empurrava a discussão para o campo, digamos, laico. A resposta - "Vamos falar de São Paulo?" - virou quase um bordão.

Ironicamente, quando os concorrentes resolveram questioná-lo sobre a cidade, Russomanno pareceu um leigo.

Às pressas, os cardeais - ou bispos - de sua candidatura procuram especialista de renome que possa assinar o incipiente programa de governo.

A falta de um corpo de ideias pode refletir uma decisão estratégica. Candidatos teimam em apresentar programas de governo quando isso deveria ser uma obrigação prévia - a legislação só exige que seja feito o registro de um plano. Também pode refletir o descaso, o despreparo ou a falta de um partido ou grupo político com formulações mais ou menos claras a respeito dos principais problemas a serem enfrentados.
Mas mesmo o esquálido volume de propostas sugerido pelo franzino candidato do PRB pode revelar suas preferências. Governar é fazer decisões políticas, que na maioria das vezes privilegiam um segmento em detrimento do outro.

Russomanno já foi filiado ao PFL (hoje DEM), ao PSDB e ao PP, e no início de sua vida política assessorou o então governador Paulo Maluf e o último vice-presidente do regime militar, Aureliano Chaves, ambos oriundos da Arena, partido que sustentava a ditadura. Sua linhagem partidária é conhecida e coerente. E diz muito sobre seu perfil ideológico, embora Russomanno, como a maioria dos políticos de direita no Brasil, não se assuma como tal.

A proposta do candidato para o transporte público de São Paulo segue a mesma lógica do pensamento que está por trás, por exemplo, das críticas às cotas sociais no ensino público e às transferência de renda para populações mais pobres.

É a lógica da não interferência do Estado na correlação de forças sociais e que leva à manutenção do status quo - uma das premissas clássicas do conservadorismo. A proposta de Russomanno, aparentemente igualitária, é, na verdade, liberal.

Não é um pecado capital para a candidatura, dado que o eleitorado em São Paulo tem se comportado tradicionalmente de modo conservador. Mas causou um estrago. Deu munição, principalmente para o petista Fernando Haddad, que esperava obter uma maior proporção de votos da periferia e tenta desmascarar Russomanno como o legítimo defensor dos interesses da população mais pobre.

É de se perguntar também por que o tropeço de Russomanno ocorreu na área de transporte. Uma explicação plausível é a limitação percebida em outros campos, como a saúde (seara mais afeita ao tucano José Serra, ex-ministro desta Pasta) e a educação (especialidade de Haddad, também ex-ministro, e do pemedebista Gabriel Chalita, ex-secretário estadual).

Se, por um lado, a disputa em São Paulo põe em xeque a importância dos dois principais partidos, o PT e o PSDB, em estruturar as preferências do eleitorado, por outro, a ascensão personalista de Russomanno não ficou imune às pressões dos sempre imponderáveis fatores de campanha. Resta saber se ele vai sobreviver.

VALOR ECONÔMICO
 

Celso Russomanno, a elite paulistana e a ideologia das armas

Autoproclamado como “empreendedor”, o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo chega às urnas domingo podendo confirmar um fenômeno conservador que proclama o conservadorismo militar e de traço malufista
Por: Eduardo Maretti, no Rede Brasil Atual 
celso_russomannoNão é sem motivo que o candidato do PRB à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, é identificado com os setores mais conservadores da cidade e do estado de São Paulo. Até agora líder nas pesquisas, Russomanno pode chegar ao segundo turno com um leque de propostas tão amplo quanto difuso, e no qual uma questão se destaca: segurança pública, polícia, Guarda Civil Metropolitana (GCM), Código de Processo Penal e armas.

Em várias ocasiões, o político toma a iniciativa de colocar o assunto segurança em pauta mesmo sem ser perguntado, como ocorreu em evento de campanha em 25 de setembro, quando declarou: “Quero ressuscitar a GCM do Jânio Quadros”. No dia seguinte, em encontro promovido pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), questionado sobre se sua frequente insistência com o tema não o aproxima dos setores mais à direita e conservadores do espectro político paulistano, ele desconversou. “Não sei o que é ser conservador. Acho que não sou conservador, sou o contrário disso. Sou empreendedor.”
 
Mas o fato é que suas declarações, as forças que se aglutinam em torno de sua candidatura, como candidatos a vereador ligados à Polícia Militar, sua atuação como deputado federal e suas origens políticas dão eco à definição apresentada pela filósofa Marilena Chaui no debate “A Política Conservadora na Cidade de São Paulo”, realizado no centro de São Paulo no último dia 28. “Russomanno simboliza a forma mais deletéria do populismo, porque é o populismo de extrema direita de uma cidade conservadora, excludente e violenta”, disse a professora da Universidade de São Paulo. 

Roberto Romano, professor de ética e filosofia política da Unicamp, lembra que a origem da discussão remonta à ditadura (1964-85). “A ideologia de segurança nacional implantada na época estabelecia o inimigo interno e o inimigo externo (a guerra fria) como dois iguais. Foi essa ideologia que baseou a criação da Polícia Militar, a qual, não esqueçamos, em sua origem, era chefiada por um coronel do Exército”, diz Romano. 

Para Romano, o ideário de Russomanno é claro: “A visão que clama por segurança pública é própria de São Paulo, tal como se produziu em sucessivos governos vindos da ditadura, depois eleitos já na democracia. Como Paulo Maluf, Russomanno tem vínculos claros com o malufismo”.
 
Romano ressalta que esse clamor por segurança da cultura paulistana e do maior estado da federação contamina até mesmo políticos e lideranças comprometidas com o espectro mais à esquerda, que acabam tendo de responder a esse anseio. “Fiquei surpreso quando li o programa de governo de José Genoino (PT), que foi um guerrilheiro, na campanha ao governo de São Paulo em 2002: ele defendeu a Rota na rua”, lembra Romano. Seja como for, independentemente de exigências decorrentes do perfil conservador do eleitorado de São Paulo, as “relações perigosas” de Russomanno com o setor ligado às armas são estreitas. 

Indústria de armas

No debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo no dia 25 de setembro, o candidato do PSOL, Carlos Giannazi, atacou Russomanno acusando-o de ser financiado pela indústria de armas. Sabe-se que a campanha ao governo de São Paulo em 2010 pelo PP recebeu R$ 100 mil da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições. 

Giannazi chama a atenção para um fato que não é novo, mas é emblemático: o candidato do PRB à prefeitura paulistana, como deputado federal, é autor de um projeto de lei que tramita até hoje na Câmara autorizando deputados e senadores a usarem armas. Giannazi, o único entre os candidatos a tocar nesse aspecto da atuação de Russomanno no Congresso, refere-se ao Projeto de Lei 1017, de 2007, que foi apensado ao PL 1332, de 2003, de Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), o qual está na Comissão de Finanças e Tributação.  

“Russomanno tem forte componente militar. Ele vem de longe, tem origem na ditadura, em propostas identificadas no PFL, no PP do Maluf, no DEM”, diz Giannazi. Para ele, Serra também se vale de políticas repressivas típicas das ideologias da direita, como o uso de Polícia Militar contra professores em manifestações. “Mas Serra é um direitista mais sofisticado. Russomanno é mais tosco”, define.  

Para Roberto Romano, a situação eleitoral em São Paulo, até o momento com a liderança do candidato do PRB e da Igreja Universal do Reino de Deus, que se aproveitou do vácuo criado pelo embate PT-PSDB, reflete a cultura paulistana. “No Brasil inteiro e na América Latina a esquerda tem avançado. São Paulo está um pouco na contramão desse movimento”, diz o professor da Unicamp. 

Milícias
 
Entre as propostas do candidato do PRB, caso seja eleito prefeito de São Paulo, está fortalecer e prestigiar a Guarda Civil Municipal e colocá-la inclusive dentro das escolas – o “guarda amigo”, como diz. Para respaldar sua ideia de tornar a GCM uma força com poder de polícia de fato, ele cita o artigo 301 do Código de Processo Penal, que diz: “Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.”
 
Quer também integrar vigias particulares e guardas privados à polícia, para que se auxiliem mutuamente. Uma proposta que pode parecer tola, até porque ele teria de convencer o governo do estado a fazer com o município uma parceria francamente inconstitucional. Recentemente, o candidato citou o Decreto 50.301, de 1968, para embasar sua proposta. Mas o decreto não está mais em vigor. 

Tola ou não, a proposta é reveladora. A intenção de Russomanno de criar verdadeiras milícias armadas é preocupante. A diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães, concorda que o ideário de Russomanno preocupa. “Na área de segurança é importante prestar atenção em propostas milagrosas que fazem as pessoas acreditarem que o problema vai ser resolvido”, diz Luciana. “Quando há uma solução milagrosa que envolve a questão das armas, temos de perguntar se essa proposta não está a serviço de alguma força interessada nisso.” Ela afirma ser importante conhecer, no processo eleitoral, o posicionamento dos candidatos, particularmente de Russomanno, “para inclusive sabermos, no caso dele, em que posição ele se colocou no Congresso diante do tema”.
 
Para Luciana, a Guarda Civil é importante, mas não como força militarizada. “A pior coisa é transformar a Guarda em polícia. Ela tem de atuar como mediadora de conflitos, nos espaços públicos, em briga de vizinhos, por exemplo, mediando relações, ajudando na conservação da ordem em situações que não chegam a exigir a intervenção da polícia, mas que sem mediação até podem virar grandes conflitos”, explica Luciana, que cita a cidade de Canoas (RS) como uma das que exemplificam esse tipo de atuação comunitária, e não policial, da guarda civil. 

Teoria das janelas quebradas
 
Luciana menciona também o “broken windows”, de Nova York, como ficou conhecido um estudo de dois norte-americanos: o cientista político James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling. Em 1982, eles publicaram o estudo “The Police and Neighborhood Safety” (A Polícia e a Segurança do Bairro).  

Segundo o estudo, a janela quebrada (broken windows, em inglês) de uma casa, um escritório ou uma fábrica tinha de ser consertada para que a negligência não provocasse na comunidade o sentimento de abandono e ausência da presença do Estado. Se o dano não fosse reparado, dizia a teoria, esse sentimento resultaria em mais janelas quebradas e depredações e, consequentemente, a decadência do bairro e, por último, a violência.  

A teoria das janelas quebradas acabou sendo um dos pilares do projeto “tolerância zero” de Nova York. De acordo com ela, a ocupação dos espaços com políticas públicas não só os preservaria e levantaria a autoestima da comunidade, mas principalmente seria uma prevenção contra os pequenos crimes, que, sem essa atuação do Estado, ganhariam escala cada vez maior de gravidade. Em outras palavras, políticas públicas e necessária repressão, mas em dose adequada, aos pequenos crimes, em vez de polícia, armas e repressão violenta. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

TÁ RU$$O MANO: CEL$INHO DESVIA VERBA PÚBLICA?

"Segundo o STF, ao indicar e manter Sandra de Jesus para ocupar cargo em comissão (secretária parlamentar) vinculado ao seu gabinete junto à Câmara dos Deputados, Celso Russomanno teria possibilitado o desvio de recursos públicos, uma vez que a servidora, apesar de ter sido demitida da empresa do deputado, continuou a administrar e a gerir a sociedade empresária, localizada em São Paulo."

São Paulo não merece isso!!!

EM 1998, FOI ACUSADO DE EXERCER ILEGALMENTE A ADVOCACIA COM UM SERVIÇO DE 0900... E NESTA ELEIÇÃO, É INVESTIGADO POR UTILIZAR SUA ONG COMO MEIO DE "COMPRA DE VOTOS"... É, TÁ CADA VEZ MAIS RU$$O MANO! 

"Após ser consultado sobre a prática pelo Estado, o Ministério Público Eleitoral abriu na segunda-feira passada um procedimento para investigar se Russomanno pratica irregularidade ao utilizar o Inadec na campanha eleitoral. 

O promotor eleitoral Roberto Senise afirmou que vai apurar se a prática configura compra de votos." 

LEIA MAIS: 

VEJAM OS PROJETOS DO DEPUTADO TÁ RU$$O MANO: IMAGINA ELE NA PREFEITURA?!

São Paulo não pode sofrer este estelionato eleitoral

Veja com quem Russomanno quer governar São Paulo

Veja com quem Russomanno quer governar São Paulo. O jornal O Estado de S. Paulo mostrou que quatro envolvidos na máfia dos fiscais de Pitta integram a campanha de Russomanno.

José Izar: condenado a oito anos de prisão por extorsão. Vicente Viscome: preso por seis anos. Zé Índio: investigado pela polícia por propina. E Archibaldo Zancra, investigado pelo Ministério Público por fraude.

É Russomanno, a verdade sempre aparece. Ainda bem que dessa vez foi antes da eleição.

Pense Novo‏
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Russomanno foi condenado por danos morais e materiais por ter enganado uma família

O candidato Celso Russomanno (PRB) foi condenado pela Justiça de São Paulo por danos morais e materiais causados a uma família após ter veiculado, em um programa que apresentava em 2003, promessas de tratamento médico a um garoto de 8 anos e de emprego ao pai e à mãe dele que nunca foram cumpridas. As informações são do jornal O Estado de São Paulo, edição dessa  quinta feira (04)

A condenação ocorreu na primeira instância em novembro. Na sentença, a juíza Ana Cláudia Dabus decidiu que Russomanno, a RedeTV! e três empresas devem pagar R$ 40 mil à família.

O candidato e os outros réus apelaram à segunda instância, que ainda não se pronunciou sobre o caso. Os advogados da família também recorreram, a fim de aumentar o valor da indenização. O caso teve início quando Otacília da Silva Moraes, avó do garoto Alexandre Silva Moraes, procurou o programa que o então deputado apresentava na TV para pedir uma ajuda ao neto, que apresentava um desvio no tórax, tinha problemas na coluna e precisava de um tratamento de hidroterapia. Funcionária pública em Barueri, Otacília era a única integrante de uma casa de dez pessoas que estava empregada. Responsável por manter a casa, não tinha condições de pagar a terapia para o neto.

Na televisão, além de levar ao quadro a V & A Representante Autorizado Trasmontano, que ofereceu o tratamento de hidroterapia ao garoto, Russomanno apresentou duas empresas que ofereceram emprego à mãe do garoto, Sueli Silva, e a um tio, Sérgio Aparecido Ramos.

"Quero anunciar para todo o Brasil que você é a nova recepcionista na zona oeste de São Paulo", afirmou o representante da Microlins. Russomanno emendou: "Parabéns, parabéns pelo seu novo emprego e vai, vai...passar o Natal agora já empregada, né?", conforme foi transcrito na sentença judicial. O funcionário da Microlins dá um cartão da empresa a Sueli com a promessa de que ela começaria a trabalhar na segunda-feira seguinte. Ele faz propaganda da empresa e deixa o telefone de contato.

O mesmo tratamento foi dado ao tio do garoto pela empresa Rede Auto Posto Lava Bem, que ofereceu trabalho a Ramos.Contudo, as promessas nunca se concretizaram. Nem Alexandre conseguiu o tratamento, nem seus familiares conseguiram os empregos anunciados.

A família alega que chegou a receber telefonemas de integrantes da emissora e telegramas das empresas indicando os lugares aos quais deveriam comparecer, mas sempre que iam às empresas a resposta era que ninguém sabia do que se tratava nem de que tinham direito a algo por terem participado do programa de TV de Russomanno.

"Iludidos". "É evidente que a atitudedas ( empresas) résgerou expectativa aos autores, iludidos com a promessa de que iniciariam uma vida melhor", afirmou a magistrada na sentença. "Não há como resumir a frustração decorrente do não atendimento dessa expectativa a um mero aborrecimento. A questão do tratamento prometido ao menor revela de forma mais evidente a ofensa à dignidade dos autores."

Para a juíza, Russomanno e a RedeTV! beneficiaram-se "das promessas realizadas, utilizando- se dos autores para captação de clientela e de audiência para o programa televisivo, devendo arcar, de maneira solidária, com o prejuízo extrapatrimonial experimentado".

"A gente foi usada", afirma avó de garoto doente

A ajudante de limpeza Sueli Silva, a quem a Microlins ofereceu um emprego de recepcionista no programa de Russomanno, se disse feliz com a condenação judicial. "Ele tinha que pagar de qualquer jeito, né? Enganando as pessoas desse jeito, ganhando muito dinheiro em cima. Tem que aprender a não se aproveitar mais das pessoas, né?", disse Sueli, que mora na periferia de Sorocaba (SP), em local onde não há asfalto e nem saneamento básico. Otacília, avó de Alexandre, afirmou: "É bom pra ele parar de fazer a gente de bobo. A gente foi usada. Foi uma frustração.

Você entra num desespero sabendo que tem uma coisa com que contou e perdeu. Se não quisesse ajudar, não ajudasse".

35 RAZÕES PARA NÃO VOTAR EM RUSSOMANNO

Que a campanha de Russomanno é apoiada, coordenada e financiada pela Igreja Universal você já sabia;

Que Russomanno é apoiado e aconselhado pelo mensaleiro Roberto Jefferson, presidente do PTB, você também sabia.

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O que tentam esconder do eleitor, é que Russomanno e o seu vice, o D'Urso, são próximos, muito próximos, do prefeito Kassab...

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Por essa razão Russomanno não fala nada sobre Kassab...

Existe um acordo, um grande acordo entre eles... Coisa assim... bem fraternal, acordo de proteção.

Mas existem ainda 35 verdades sobre um grande mentiroso ou 35 Razões para não votar no Russomanno:

1) Você sabia que Celso Russomanno tentou derrubar o projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos corruptos?

Na votação dos destaques da proposta, Russomanno juntamente com Paulo Maluf, votou para que fosse retirado do projeto o período em que um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder. O que desfiguraria o projeto e o tornaria praticamente nulo. Graças a pressão popular a proposta de Russomanno e Maluf foi rejeitada pela maioria da Câmara. Derrotado depois manobrar para desfigurar a lei e beneficiar os políticos corruptos Russomanno demagogicamente votou a favor do texto final que a provou o projeto. A Lei Ficha Limpa foi aprovada graças à mobilização de milhões de brasileiros e se tornou um marco fundamental para a democracia e a luta contra a corrupção e a impunidade no país. Trata-se de uma conquista de todos os brasileiros que Russomanno tentou derrubar. Por que será? http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/camara-dribla-destaques-que-anulavam-ficha-limpa/

2) Você sabia que Celso Russomanno apoia (publicamente inclusive, veja o vídeo abaixo) o projeto que Maluf criou para tentar impedir que o Ministério Público investigue os políticos corruptos?

A Lei de Maluf apoiada por Russomanno prevê a criminalização, inclusive com pena de prisão, de promotores e procuradores. Paulo Maluf foi incluído na lista de procurados pela Interpol e pode ser preso se pisar em um dos 181 países que mantêm representação com a polícia internacional. Por que será que Russomanno juntamente com Maluf quer punir o Ministério Público por investigar políticos corruptos? http://www.youtube.com/watch?v=RNYdR8X55lo&feature=relmfu

3) Você sabia que Russomanno como deputado apresentou um projeto que aumenta a pena de quem caluniar políticos?

Contra políticos que caluniam Russomanno não apresentou nenhum projeto. Mas votou contra o Ficha Limpa, e foi favorável a lei de Paulo Maluf, para tentar calar o Ministério Público (Folha de S. Paulo 26 de julho de 2012).

4) Você sabia que Russomanno denuncia empresas com uma mão e mantém contratos com as concorrentes com a outra?

Deu na Veja. Nas eleições de 1994 Russomanno se elegeu deputado federal, usando e enganando os cidadãos humildes no seu programa Aqui Agora, onde denunciava empresas que não cumpriam suas obrigações com os clientes. Ao mesmo tempo ele mantinha contratos de publicidade com empresas concorrentes. Russomanno vendia blindagem para as empresas que não quisessem ser expostas em um programa de TV. (Fonte: Revista Veja 19/10/1994).

5) Você sabia que apesar de se apresentar “como um homem simples e do povo” Celso Russomanno é na verdade um grande empresário muito rico?

É dono de quatro empresas, um instituto, e uma rádio. Segundo dados declarados pelo próprio ao TSE o seu patrimônio é de mais de R$ 2 milhões de reais.

6) Você sabia que apesar de se apresentar “como um homem simples” que gosta de “andar no meio do povo” Russomanno é na verdade um homem muito rico, mas muito rico mesmo?

Na sua declaração de bens à Justiça Eleitoral constam cinco casas, mansões no Morumbi, na praia, em Brasília, em Campos do Jordão; dois apartamentos em áreas nobres da cidade de SP, sete carros, entre eles uma Mercedes Benz e uma Blazer e um Passat, uma lancha Pahton, uma moto Italiana Duccati, e 22 bicicletas para pedalar nas horas vagas.

7) Você sabia que Celso Russomanno sempre se apresentou como jornalista, mas na verdade o que ele sempre fez foi transações comerciais camufladas como se fossem entrevistas e reportagens?

Veja o que disse para a Folha de S. Paulo a diretora comercial do “Circuito Night and Day”, programa em que Russomanno de apresentava como “reporter e jornalista”: “Sobrevivemos de merchandising e matérias comerciais” (...) começamos a entrevista com um bate-papo descontraído e só depois falamos da empresa ou do produto” (fonte: Folha de São Paulo – 16/10/1994).


8) Você sabia que apesar de se apresentar como “advogado” Russomanno nunca passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil?
O candidato é bacharel em direito pelas Faculdades Integradas de Guarulhos, mas não é advogado, uma vez que ele não passou no exame da Ordem para obter o registro que autoriza o exercício da profissão. Segundo a OAB Russomanno está infringindo as normas da Lei 8.906/94, e o exercício ilegal da profissão é crime tipificado no Código Penal. (Consultor Jurídico 13 de agosto de 1988). www.conjur.com.br/1998-ago-13/entidade_mover_acao_deputado_stf

9) Você sabia que a OAB processou Russomanno de advogar ilegalmente? (O Estado de S. Paulo 21/08/1998)

10) Você sabia que Russomanno também foi denunciado na OAB pela prática ilegal de aliciamento de clientes? 

Na queixa apresentada pela 86ª subseção da OAB de Itapecerica da Serra (SP), além do exercício ilegal da profissão de advogado Russomanno foi denunciado por prática de aliciamento de clientes. A denúncia foi motivada por anúncios do Plantão Jurídico veiculado pela TV. Russomanno mantinha o serviço "Plantão Jurídico", pelo sistema 0900, em que oferecia pessoalmente pelo telefone uma "orientação dos seus direitos", como dizia a gravação que atendia as ligações com a voz do candidato. O serviço custava R$ 3,95 por minuto. Russomanno reconheceu que o Plantão Jurídico (0900-112.222) foi criado com o objetivo de levantar dinheiro para o Inadec, instituto que preside. Ainda que ele fosse advogado, o que não é, Russomanno estaria errado, porque a captação de clientes através de anúncio é ilegal, segundo a OAB. (Consultor Jurídico 13 de agosto de 1988).

11) Você sabia que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, a mesma entidade que já denunciou Russomanno por exercício ilegal da profissão e aliciamento de clientes, é Luiz Flávio D'Urso, que também é vice da sua chapa a prefeito?

Russomanno coliga-se assim justamente com um dos chefes da entidade que já o acusou de charlatanismo. Talvez por isso o caso foi esquecido pela OAB... (Brasil 247 – 29/06/2012).


12) Você sabia que Russomanno virou réu no STF por falsidade ideológica, por ter se candidatado a prefeito de Santo André, em 2000, sem nunca ter morado na cidade?

Transferiu seu domicílio eleitoral por puro oportunismo, até que foi proibido pelo TRE de participar do horário eleitoral. Por causa deste episódio Russomanno virou réu no STF, mas o processo foi direcionado para a primeira instância em razão dele ter perdido o foro especial de Deputado Federal que tinha em 2010. (fonte: Folha de São Paulo – 29/09/2000).

13) Você sabia que Russomanno já foi réu no STF por lesão corporal?

Segundo denúncia do MPF, Russomanno teria desacatado e agredido um funcionário do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo que estava no exercício de suas funções, além de ter danificado a porta do pronto-socorro. O incidente ocorreu no dia 23 de outubro de 2002. O Supremo Tribunal Federal recebeu do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo os autos do processo (INQ 1794) que o então deputado federal Celso Russomanno respondia por lesão corporal dolosa contra Luiz Antônio Pessin, funcionário do Incor na época. (Folha Online - 01/03/2007).

14) Você sabia que Russomanno já foi acusado de suborno na CPI do Narcotráfico?

Durante a CPI do narcotráfico, ocorrida em 1999, o motorista Adilson Frederico Dias Luz acusou Russomanno, que era sub-relator da comissão, de suborno. O objetivo, segundo Adilson, era que ele acusasse o advogado de Campinas, Artur Eugênio Matias. O motorista afirma ter implicado o advogado em troca de sua liberdade. Na época a OAB-SP comunicou o fato às corregedorias do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de São Paulo. (Consultor Jurídico 15 de dezembro de 2009).

15) Você sabia que Celso Russomanno foi denunciado no STF por peculato – pagar com dinheiro público uma funcionária particular?

É o mesmo crime que está levando o mensaleiro João Paulo Cunha para a cadeia. Segundo o STF, ao indicar e manter Sandra de Jesus para ocupar cargo em comissão (secretária parlamentar) vinculado ao seu gabinete junto à Câmara dos Deputados, Celso Russomonno teria possibilitado o desvio de recursos públicos, uma vez que a servidora continuava a administrar e a gerir a empresa de Russomanno localizada em São Paulo. O ministro Cezar Peluso alegou na época: "Reconheceu-se a falsidade da rescisão contratual, uma vez que mesmo após ser demitida pela empresa foi mantida a relação de emprego com o dinheiro público". (Portal Terra - 10 de outubro de 2008/ Folha de São Paulo – 11/05/2005).

16) Você sabia que Russomanno já defendeu na Câmara os interesses do seu sócio e maior doador de campanha, que foi condenado a cinco anos de prisão por crime contra a ordem tributária?

Em 2004, ele apresentou à Comissão de Defesa do Consumidor, na Câmara dos Deputados, o requerimento de número 301, no qual pedia para que fossem investigadas denúncias sobre suposta concorrência desleal da Coca-Cola contra a Dolly. Depois de defendido por Russomanno, Laerte Codonho dono da Dolly, tornou-se, além de seu sócio, o maior doador de campanha do ex-deputado federal na disputa ao governo paulista em 2010, além de ser patrocinador de um de seus programas de TV. Codonho foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto em novembro de 2011, por crime contra a ordem tributária. Em recente entrevista ao Estado de S. Paulo, Russomanno defendeu novamente Codonho afirmando “que ele é um grande brasileiro” e que tem “muito orgulho de ser seu sócio”. (O Estado de S. Paulo 30/07/2012).

17) Você sabia que a Agência de Publicidade de Celso Russomanno, a AND Comunicação, está com os bens bloqueados por irregularidades na justiça?

A agência está com os bens indisponíveis. O bloqueio, pedido pela Fazenda Nacional e autorizado pela Vara da Fazenda Pública de Diadema, tem como alvo o sócio de Russomanno, aquele mesmo que ele defendeu na Câmara, o empresário Laerte Codonho, que foi condenado a cinco anos de prisão. (O Estado de S. Paulo 31 de Julho de 2012).

18) Você sabia que Russomanno e seu sócio (aquele mesmo que foi condenado à prisão) mantinham um heliponto clandestino na Zona Norte de São Paulo?

O mesmo local era usado como estúdio de gravação dos programas de Russomanno, na empresa em que ele e Laerte Codonho, ele mesmo o dono da Dolly, mantém. Na época uma assessora de Russomanno ligou para a Subprefeitura da Casa Verde, querendo explicações por terem retirado heliponto. Mesmo clandestino Russomanno acreditava ter o direito de ter um heliponto. (Folha de S. Paulo 28 de dezembro de 2006)

19) Você sabia que Russomanno apesar de se apresentar como um “homem muito humilde” humilha os mais simples na base do “você sabe com quem está falando”?

Deu no Painel da Folha. Em 2006, Celso Russomanno bateu boca ontem no estacionamento da Câmara com um taxista que obstruía a passagem de seu carro. Aos berros, o deputado destratou o motorista. Em seguida, chamou um segurança para deter o taxista, que já havia se desculpado. Quando o passageiro tentou acalmar Russomanno, o parlamentar disparou: “Não me chame de você! Sou deputado federal!”. (Folha de S. Paulo 7 de setembro de 2006).

20) Você sabia que Celso Russomanno “sai no braço” com mulher?

Segundo a Folha de S. Paulo “Durante uma reunião do Partido Progressista, em 2008, em Brasília, os deputados Celso Russomanno e Aline Corrêa saíram no braço.” (Folha de S. Paulo 2 de julho de 2008).

21) Você sabia que um funcionário do Metrô registrou boletim de ocorrência por lesões corporais e constrangimento ilegal contra Celso Russomanno? 

Vicente Gilmarino Neto, responsável pela estação Ana Rosa, disse que Russomanno o pegou pelo braço e lhe deu voz de prisão para obrigá-lo a dar explicações sobre pane num elevador. (Folha de S. Paulo - 19 de março de 2012).

22) Você sabia que Russomanno foi flagrado fazendo uma emenda parlamentar, destinando R$ 1,1 milhão de dinheiro público, para uma empresa dele mesmo?

O dinheiro iria para a entidade que ele preside o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor. Flagrado pela reportagem do Portal IG, Russomanno recuou e abortou a operação. (IG 08/12/2010).


23) Você sabia que durante 15 anos Russomanno esteve lado a lado de Maluf?

Ele fez a vida política ao lado de Maluf, que é seu padrinho e mentor. Ingrato hoje ele renega. Mas a verdade é que Em 1979, conseguiu um cargo comissionado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, então ocupado por Paulo Maluf. “Ele levava e trazia papel para lá e para cá, era office-boy do Calim Eid”, contou Maluf. (Revista Piauí).

24) Você sabia que depois de romper com Maluf Russomanno se aliou à Igreja Universal do Reino de Deus?

Depois de 15 anos ao lado de Paulo Maluf, o ex-deputado Celso Russomanno, rompeu os laços com o padrinho e deixou o PP para se filiar ao PRB, sigla nanica controlada pela Igreja Universal. O apresentador de TV tem um perfil distante do estilo de vida pregado pelos evangélicos: namorou capas da “Playboy” e começou a carreira vendendo fitas com cenas picantes do carnaval. O plano da Universal para Russomanno é claro: usar sua popularidade para repetir em São Paulo seu sucesso no Rio com o senador Marcelo Crivella, reeleito em 2010. Profissionais vinculados à TV Record e a Universal participam ativamente do Programa Eleitoral de Celso Russomanno. (Folha de S. Paulo 10 de dezembro de 2011).

25) Você sabia que a família de Russomanno já viajou pelo mundo com passagens pagas com dinheiro público, com o seu dinheiro?

Russomanno foi ativo participante do escândalo das passagens da Câmara. O candidato usou a cota parlamentar, de uso exclusivo do dono do cargo, para fornecer passagens aéreas enquanto deputado federal para levar a filha a Nova York e a mulher a Montevidéu. De acordo com relatório de passagens emitidas para o gabinete do ex-deputado entre 2008 e 2009, foram emitidos oito bilhetes de sua cota para familiares ou terceiros. Russomanno acha normal e alega não haver ilegalidade nem imoralidade em pagar pelas férias da família com dinheiro público.

26) Você sabia que até o mesmo o comitê de campanha de Russomanno está irregular?

O comitê da campanha foi instalado em um casarão da avenida Itacira, na zona sul da cidade, sem obter licença da prefeitura. (Folha de São Paulo – 02/08/2012).

27) Você sabia que como deputado Russomanno apresentou uma proposta defendendo porte de arma para todos os congressistas?

Em 2010, a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições doou R$ 100 mil a sua campanha ao governo paulista, de R$ 1,7 milhão arrecadado. (Folha de S. Paulo - 26 de julho de 2012).

28) Você sabia que Russomanno opera uma rádio sem autorização, e que a Rádio funciona em Leme no interior de São Paulo, mas a concessão pertence a uma empresa do Pará?

Apesar de não possuir concessão do Ministério das Comunicações para exercer a radiodifusão, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, opera ao menos desde 2011 uma rádio no interior do Estado. O candidato declarou à Justiça Eleitoral ser dono de empresa de rádio em Leme (SP), em sociedade com familiares, mas a concessão pertence a uma empresa de Cametá, cidade do interior do Pará. A Rede Brasil FM 101,1, que funciona no endereço da empresa de Russomanno, usa a concessão dada em novembro de 2010 à Amazônia Comunicações, que está registrada em nome de um médico de Cametá, João Batista Silva Nunes. (Folha de São Paulo).


29) Você sabia que por causa de uma reportagem sensacionalista, feita por Russomanno no Aqui Agora, uma família humilde foi muito prejudicada?

Deu na Folha de S. Paulo: Russomanno fez uma “reportagem” acusando que o cachorro de uma família simples tinha matado o gato da vizinha. Ele nunca ouviu a versão da família e foi pessoalmente cobrar satisfações sobre uma suposta indenização que a família deveria dar a dona do gato morto. Um mês depois, o Juizado Especial de Pequenas Causas concluiu que o cachorro não atacou a gata, já que a cadela estava em outro bairro. A família prejudicada sofreu uma série danos morais na vizinhança e entrou com processos contra o SBT. (Folha de São Paulo – 25/03/1994).

30) Você sabia que em 1994, Russomanno então candidato a Deputado Federal, foi acusado de não ter honrado o contrato de compra da casa onde morava, uma bela mansão no Morumbi, no valor de 300 mil dólares em 1994?

Hoje a mesma propriedade deve valer mais de R$ 5 milhões. (Fonte: Revista Veja 19/10/1994).

31) Você sabia que Russomanno constrangeu um homem em uma situação dramática por puro sensacionalismo?

Durante o seu programa Aqui Agora, Russomanno filmou o resgate de homem que ficou preso nas ferragens do carro após um acidente. Por mais de 80 minutos ele e sua equipe atrapalharam os bombeiros e constrangeram o acidentando que ficou semi nú na frente das câmeras. Renato Lopes, nunca autorizou o uso dessas imagens e mesmo assim elas foram exibidas no programa, trazendo constrangimentos e danos morais para a vitima. (O Estado de São Paulo – 25/03/1994).

32) Você sabia que Russomanno utilizou estrutura de seu gabinete em Brasília para distribuir convites e ajudar na divulgação do Concurso Miss Brasil?

Russomanno levou, em 1998, as candidatas a Miss Brasil para passear por Brasília, e suspendeu uma sessão no Congresso para que os deputados pudessem cumprimentar todas as candidatas. (O Estado de São Paulo – 18/03/1998).

33) Você sabia que Russomanno tem poderes paranormais?

A parte exótica de sua personalidade é destacada através dos seus auto declarados dons exotéricos. Ele se diz parapsicólogo e hipnólogo e emenda: hipnotizo para fazer o bem, como ajudar as pessoas a parar de fumar.” (Vejinha SP).

34) Voce sabia que Russomanno liberava chapa de automóveis com números bonitos e letras escolhidas para os seus "amigos" da Vila Mariana?

35) Você sabia que Russomanno fazia mulheres de objeto em suas reportagens no carnaval e, aparentemente embriagado, as desrespeitava, apalpando sem pudor as suas partes íntimas durante as entrevistas. Procure no Youtube...

Russomanno, esse quer ser o prefeito de São Paulo?