O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, afirmou que a ação de Israel contra um navio da Turquia rumo à Gaza era "causa de guerra", segundo relatos de entrevista que deu à emissora Al Jazeera, transcrita pela agência estatal de notícias Anatolia.
Entre os trechos, Erdogan dizia que o ataque israelense no ano passado, que deixou nove turcos mortos, teria justificado o início de uma guerra entre os países. Israel se recusa em se desculpar pela operação contra uma frota humanitária em 31 de maio de 2010 que tentava furar o bloqueio à faixa de Gaza.
"O ataque que aconteceu não ia de acordo com nenhuma lei internacional. Na verdade, era causa de guerra. No entanto, condizendo com a grandeza da Turquia, decidimos agir com paciência", afirmou.
Israel afirma que a ofensiva contra a frota foi em legítima defesa, após seus soldados terem sido atacados por alguns dos ativistas presentes. O país lamentou as mortes ocorridas e afirmou que é chegado o momento das duas nações se entenderem.
Um relatório da ONU sobre o evento afirmou que o bloqueio feito por Israel foi legítimo, mas acusou o país de ter feito uso de força excessiva.
Na última terça-feira (6), o premiê turco anunciou a suspensão total dos laços comerciais e militares com Israel, depois de reduzir o status das relações diplomáticas com o país. "Laços comerciais, laços militares, relativos à indústria de defesa, nós estamos suspendendo-os completamente. Este processo vai ser seguido de diferentes medidas", disse.
No dia 2 de setembro, o chanceler turco Ahmet Davutoglu anunciou a expulsão do embaixador israelense em Ancara e suspendeu todos os acordos militares com Israel. O país era o aliado muçulmano do Ocidente com melhores relações com Israel e pressionava o país para que pedisse desculpas pelo incidente.
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