Guerrilheiro Virtual

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Com medo de democracia o tucanato se desnuda

Image
Geraldo Alckmin
Partido quer restringir ao mínimo número de participantes de prévia...
 
O PSDB paulistano faz malabarismos até 5ª feira dessa semana - quando marcou reunião para deliberar sobre a questão - para encontrar uma fórmula que leve ao menor número possível de tucanos a votar na prévia para escolha do candidato deles a prefeito da capital paulista em 2012.

Isso se não a derrubarem, porque grão-tucanos como o governador Geraldo Alckmin, por exemplo, quer ouvir falar no diabo, mas não em prévia que o impeça de impor o candidato dos seus sonhos nessa disputa. Partido elitista - como aliás provou pesquisa divulgada por eles próprios na semana passada - o PSDB vai, assim, dividido para a decisão essa semana.

Eles queimam pestana em cima de três alternativas, cada uma mais excludente do que a outra em termos de participação de filiados: poderiam, mas não querem dar participação a todos os 25 mil fialiados da capital, porque há o risco de o vencedor da prévia ser o secretário de Energia, José Aníbal; não pode ser só os delegados dos diretórios zonais, porque há o mesmo risco e ficaria escandaloso; estudam, então, a possibilidade de usar um critério de "participação partidária".


Para PSDB quanto menos gente votar, melhor


Por este último - um dos mais prováveis que adotem - vão escolher o colégio eleitoral da consulta, os votantes por atas de reuniões do partido. Nesse caso, pensam escolher entre os mais atuantes e dar direito de voto nas prévias a no máximo 5 mil tucanos.

Mas, é o que eu disse: Alckmin não quer nem ouvir falar de prévias. Joga tudo para impor o candidato de sua preferência, seu secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas. Que até já comunicou ao partido estar transferindo seu domicílio eleitoral de Santos para a Capital.

Justificativa de Geraldo Alckmin pra sua intransigência, dada num jantar que reuniu no Palácio dez de seus secretários de Estado do PPS, PV, DEM e do próprio PSDB para tratar do assunto: o cenário eleitoral agitado, com estreantes como o ministro da Educação, Fernando Haddad, que pode vir a ser o candidato do PT, e o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) tem de levar também o PSDB a apostar em um nome novo. Para ele esse novo se chama Bruno.

Ainda que mal pergunte e até porque o PSDB não tem tradição de prévias, desde que surgiu é um partido em que os caciques decidem, porque não deixam os 25 mil filiados da Capital votar, como defende o deputado José Aníbal? Medo que ele ganhe ou medo de que se instale uma tradição democrática no partido e a caciquia não possa continuar impondo sua vontade?
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Nenhum comentário:

Postar um comentário

”Sendo este um espaço democrático, os comentários aqui postados são de total responsabilidade dos seus emitentes, não representando necessariamente a opinião de seus editores. Nós, nos reservamos o direito de, dentro das limitações de tempo, resumir ou deletar os comentários que tiverem conteúdo contrário às normas éticas deste blog. Não será tolerado Insulto, difamação ou ataques pessoais. Os editores não se responsabilizam pelo conteúdo dos comentários dos leitores, mas adverte que, textos ofensivos à quem quer que seja, ou que contenham agressão, discriminação, palavrões, ou que de alguma forma incitem a violência, ou transgridam leis e normas vigentes no Brasil, serão excluídos.”