Volta às aulas, porém, foi negada; movimento estudantil exige reforma no sistema educacional
estadão.com.br
SANTIAGO - A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) aceitou nesta terça-feira, 27, iniciar um diálogo com o governo de Santiago após quase cinco meses de protestos em favor de reformas no sistema educacional do país, informa a agência AFP. Os jovens, porém, decidiram manter a paralisação das atividades escolares como medida de pressão.

Felipe Trueba/Efe
Camila Vallejo, uma das líderes do movimento estudantil chileno"Seremos parte deste espaço de diálogo para continuar nossa luta constante pela gratuidade da educação chilena e sua democratização, como eixos centrais para construir um sistema público de qualidade", disse o dirigente estudantil Giorgio Jackson.
Ainda assim, os estudantes resolveram não retornar às salas de aula. Alguns colégios e universidades paralisaram suas atividades há quase cinco meses. A volta às aulas, porém, é uma das condições impostas pelo governo de Sebastián Piñera para que tenham início as conversas.
"O início deste diálogo não condiciona nossa forma de mobilização. O regresso às atividades acadêmicas dependerá da vontade que o governo tiver para responder efetivamente às questões do movimento. Cada comunidade educativa determinará de forma autônoma o retorno às atividades", disse a dirigente Camila Vallejo.
A instauração da mesa de diálogo ocorre depois que o governo flexibilizou, no final de semana, sua posição ao aceitar algumas das exigências dos estudantes, como retirar o caráter de urgência da tramitação dos projetos de lei enviados ao Congresso sem discuti-los com os líderes estudantis. As autoridades já haviam prometido ser mais transparentes com as reuniões e fiscalizar com mais rigor os lucros das universidades privadas.
Os protestos no Chile tiveram início em maio, com os estudantes reclamando uma educação pública, gratuita e de qualidade. Eles consideram o sistema chileno muito segregado, produto das reformas impostas pela ditadura militar de Augusto Pinochet nas décadas de 70 e 80.
SANTIAGO - A Confederação de Estudantes do Chile (Confech) aceitou nesta terça-feira, 27, iniciar um diálogo com o governo de Santiago após quase cinco meses de protestos em favor de reformas no sistema educacional do país, informa a agência AFP. Os jovens, porém, decidiram manter a paralisação das atividades escolares como medida de pressão.

Felipe Trueba/Efe
"Seremos parte deste espaço de diálogo para continuar nossa luta constante pela gratuidade da educação chilena e sua democratização, como eixos centrais para construir um sistema público de qualidade", disse o dirigente estudantil Giorgio Jackson.
Ainda assim, os estudantes resolveram não retornar às salas de aula. Alguns colégios e universidades paralisaram suas atividades há quase cinco meses. A volta às aulas, porém, é uma das condições impostas pelo governo de Sebastián Piñera para que tenham início as conversas.
"O início deste diálogo não condiciona nossa forma de mobilização. O regresso às atividades acadêmicas dependerá da vontade que o governo tiver para responder efetivamente às questões do movimento. Cada comunidade educativa determinará de forma autônoma o retorno às atividades", disse a dirigente Camila Vallejo.
A instauração da mesa de diálogo ocorre depois que o governo flexibilizou, no final de semana, sua posição ao aceitar algumas das exigências dos estudantes, como retirar o caráter de urgência da tramitação dos projetos de lei enviados ao Congresso sem discuti-los com os líderes estudantis. As autoridades já haviam prometido ser mais transparentes com as reuniões e fiscalizar com mais rigor os lucros das universidades privadas.
Os protestos no Chile tiveram início em maio, com os estudantes reclamando uma educação pública, gratuita e de qualidade. Eles consideram o sistema chileno muito segregado, produto das reformas impostas pela ditadura militar de Augusto Pinochet nas décadas de 70 e 80.
Felipe Trueba/Efe
Camila Vallejo, uma das líderes do movimento estudantil chileno
Ainda assim, os estudantes resolveram não retornar às salas de aula. Alguns colégios e universidades paralisaram suas atividades há quase cinco meses. A volta às aulas, porém, é uma das condições impostas pelo governo de Sebastián Piñera para que tenham início as conversas.
"O início deste diálogo não condiciona nossa forma de mobilização. O regresso às atividades acadêmicas dependerá da vontade que o governo tiver para responder efetivamente às questões do movimento. Cada comunidade educativa determinará de forma autônoma o retorno às atividades", disse a dirigente Camila Vallejo.
A instauração da mesa de diálogo ocorre depois que o governo flexibilizou, no final de semana, sua posição ao aceitar algumas das exigências dos estudantes, como retirar o caráter de urgência da tramitação dos projetos de lei enviados ao Congresso sem discuti-los com os líderes estudantis. As autoridades já haviam prometido ser mais transparentes com as reuniões e fiscalizar com mais rigor os lucros das universidades privadas.
Os protestos no Chile tiveram início em maio, com os estudantes reclamando uma educação pública, gratuita e de qualidade. Eles consideram o sistema chileno muito segregado, produto das reformas impostas pela ditadura militar de Augusto Pinochet nas décadas de 70 e 80.
Volta às aulas, porém, foi negada; movimento estudantil exige reforma no sistema educacional.
Do Estadão
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